24 C
Rio Branco
sábado, janeiro 16, 2021

Empresário vai à ponte sobre o Madeira, cruza em sua cadeira de rodas e acha estranho demora para inaugurar


Evandro Cordeiro para o Acrenews 

 

O empresário acreano Emir Nogueira Mendonça cruzou a nova ponte sobre o rio Madeira em sua cadeira de rodas nesta sexta-feira, 18, para realizar um desejo antigo, de ver essa obra importante para o progresso da região ser erguida. “Vivi para vê”, comemorou depois da travessia. Crítico ácido da política, ele não poderia deixar passar em branco seu esforço para ver de perto a obra pública, embora admita sua beleza: achou estranha a demora para a tão desejada inauguração.
“Falta só emendar algumas partes, que tem emendas, né, que dificulta carros pequenos de passar, e a cabeceira do lado de lá que ainda é alagadiça. Quando o rio Madeira encher vai alagar novamente o lado de lá, porque realmente é uma coisa muito malfeita. Não sou engenheiro, não estudei pra isso, mas daquele lado lá não seria ponte, teria que ser uma espécie de viaduto pra que desse acesso à ponte”, diz Emir Mendonça, logo após fazer todo o percurso. Por fim ele suscita a dúvida que paira na cabeça de muita gente: “Existe a política da balsa”, se referindo ao poder político de quem tem conseguido protelar a inauguração, já anunciada várias vezes, inclusive por governadores do Acre. Tem, também, a controversa, segundo o próprio Emir. “Existem também os que não querem sua inauguração porque daria acesso a bandidos, pilantras e todo tipo de gente para a nossa região”, afirma.
Emir Mendonça é um empresário bem sucedido e, naturalmente, bem relacionado. Filho do professor universitário e escritor Emir Mendonça, é um crítico duro do menosprezo aos cadeirantes. Ele diz que no Acre ainda falta muita coisa ser feita para facilitar a vida de quem depende de uma cadeira de rodas. Ajudaria até o turismo se essas condições melhorarem, segundo ele.

 

 

O cartão de apresentação como representante comercial, o vídeo em que cruza a ponte sobre o Madeira, a foto no meio da ponte, o voo de parafly e Emir trabalhando em Acrelândia. A vida movimentada de um cadeirante esbarra só na falta de estrutura nos logradouros, segundo ele

 





Mais Lidas