Em livro, professor conta como consegui virar delegado de Polícia aos 55 anos no Acre

 

 

O delegado de Polícia Civil do Acre Judson Barros, mestre em Direito Ambiental e Políticas Públicas pela Universidade Federal do Amapá, lança até março desse ano o livro “Depois dos 45, na prorrogação”, de autoria dele mesmo. O livro mostra como se tornar elegado de Polícia aos 55 anos de idade.
A narrativa principal do livro é a história do proprio autor, que após os 45 anos, momento em que decidiu estudar Direito e iniciar uma trajetória no mundo do concurso público, acabou virando delegado.
De acordo com o autor, foi pelo menos uma centena de concursos até conseguir passar no primeiro. Depois dos 50 anos buscou um concurso de carreira jurídica, optando pelo cargo de Delegado de Polícia. Conseguiu aprovação nos Estados do Acre e Piauí. Aos 55 anos tornou-se Delegado no Acre, mesmo com o Estado se manifestado contra e negando a sua posse.
Aprovado para o cargo de Delegado, teve que envidar uma batalha judicial em virtude da idade, pois o Estado arguindo a idade determinou a eliminação do candidato do concurso na fase de academia. O Judiciário decidiu que o candidato tinha direito de permanecer no concurso e realizar o curso de formação realizado pela academia de polícia.
Por meio de uma ligação telefônica, no dia anterior da posse, o candidato foi informado que não tomaria posse, sendo que não havia qualquer decisão judicial que proibisse. O Judiciário novamente garantiu a posse por meio de liminar.
O autor, em sua narrativa, conceitua a discriminação sofrida em função da idade como “etariofobia”. Ainda diz que a discriminação por idade efetivada pelo Estado é um precedente para que outras possibilidades de discriminação sejam implementadas. O Estado que deveria promover a igualdade entre as pessoas é quem promove a discriminação, que neste caso não tem fundamento jurídico além de ser uma violência contra os direitos humanos.
A situação, de acordo com o Delegado, é de discriminação descabida que envereda pelo caminho da perseguição. De acordo com o STF e STJ a limitação de idade para o cargo de Delegado de Polícia não se justifica.
Além da questão judicial o autor descreve no livro como foi a sua trajetória de estudante de Direito e como se preparou para a realização dos concurso. Esclarece que o mundo dos concurso é altamente competitivo e da necessidade de uma preparação adequada.
Antes de exercer o cargo de Delegado da Polícia Civil do Acre, o autor exerceu o cargo de professor efetivo da Universidade Federal do Amapá, analista do Ministério Público do Amapá e analista da Defensoria Pública da União.
O livro DEPOIS DOS 45, NA PRORROGAÇÃO, tem previsão de lançamento para o mês de março do corrente ano.

O delegado Judson Barros assumiu logo após o imbróglio jurídico a delegacia de Assis Brasil, mas já foi remanejado para Rio Branco. Aqui ele foi lotado na primeira delegacia de Polícia, na Baixada da Sobral.

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