Artigo – A conta chegou

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem
semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6 : 7)

Atualmente, temos visto muitos comentários nas redes sociais, associando a
Pandemia do Covid 19 que assola o mundo e em especial o Brasil, com o
escárnio que as escolas de samba: Gaviões da Fiel, no carnaval 2019 de São
Paulo” com o enredo “A saliva do santo e o veneno da serpente”; e no ano
seguinte (2020), a Escola de Samba Mangueira no Rio de Janeiro com o enredo
“A verdade vos fará livre”.

Alguns céticos dizem ser mera coincidência o fato de a pandemia acontecer logo
após esse triste episódio de vilipendio religioso, mas fica difícil de não crer na
possibilidade desse fato estranho ter uma ligação.
A sociedade humana há muito vem escarnecendo da fé cristã através de sua
cultura pervertida.

A frouxidão moral em nossa sociedade, como resultado da transformação
cultural promovida nos últimos anos por uma revolução ideológica perniciosa,
tem colocado em “xeque” todo fundamento cultural e moral das sociedades
responsáveis pela democratização do mundo, que desde o 1 século DC com a
expansão do cristianismo lançou os alicerces de uma humanidade evolucionaria
transformadora, que produziu códigos de ética conservadores, com
predominância na cultura judaico/cristã, estabelecendo conceitos de vida,
família, economia, ciência e religião em todo mundo ocidental, com influencia no
mundo oriental e asiático.

Esses padrões que formataram nossa cultura e sociedade são os fundamentos
que nos deram a visão de civilidade. Eles removeram a anarquia que
predominava nas sociedades barbaras, onde a lei do mais forte determinava o
destino dos povos que se organizavam em grupos sociais, ensinando-nos
valores que permanecem até hoje, ainda que ameaçados pelos inimigos da vida.
“Fundamentalistas”, “retrógrados”, “fanáticos”, “religiosos”, são alguns adjetivos
atribuídos aos conservadores desses princípios.

Uma batalha que há muito tempo vem sendo travada, desde o inicio da história
conhecida, em que o “Bem” procura estabelecer a ordem e o equilíbrio nas
relações humanas para a prosperidade dessa sociedade, e o “Mal” procura
destruí-la.

Ao longo dos séculos, varias foram as formas de combate: Perseguição
Religiosa, Queima e destruição de livros e registros que estimulam essa ordem,
etc. contudo, apesar das perseguições, esses princípios sobreviveram e se
perpetuaram até hoje.

A partir do século20 uma nova forma de combate de instituiu no mundo, lançando
as bases de uma “nova ordem mundial”. Uma revolução que teve seu início sem
o uso do poder bélico, mas de modo sutil e sorrateiro, com fundamentos
filosóficos reformados do marxismo leninista, desenvolvido por Antônio Gramsci
(1891-1937) em sua releitura dos escritos de Karl Marx, conhecido como
“Marxismo Cultural”, que lenta, mas progressivamente vai conquistando espaços
estratégicos importantes na sociedade moderna; escolas; universidades;
imprensa; poder público; industrias; artes, com o único objetivo de transformar o
modo de pensar da humanidade. removendo marcos do teocentrismo moderno
para o antropocentrismo pós moderno.

Além de Gramsci, a Escola de Frankfurt também é tida como responsável
pela formulação desse plano formada por filósofos neomarxistas tais como
Max Horkheimer, Theodor W. Adorno e Herbert Marcuse
A religião é o único marco/limite conservador entre o equilíbrio social e a
anarquia plena, pelo domínio das massas que promove o cerceamento do
direito e cassação da liberdade e a aniquilação do verdadeiro sentido de
humanidade e vidas puras.

O Vilipendio de símbolos religiosos tem sido uma constante, entre os
grupos organizados com a finalidade de corromper e fragilizar o moral
social. Vimos nas mídias a exaltação sobre as ações patrocinadas de
passeatas, discursos, seminários, entre outros, que expuseram
abertamente em sua perversão “o escárnio da fé” e o silêncio permissivo
das autoridades que credenciavam suas pautas.

O agravante nisso tudo, é a omissão daqueles que, conhecendo o código
de ética cristão, se mantem em silencio, manifestando indignação nos seus
grupos sociais privados, mas não promovendo enfrentamentos legais para
a coibição de feitos dessa magnitude.

A criação de organismos de combate a essas ações diabólicas, sempre
foram vistos com certa indiferença por lideranças religiosas, que evitando
a exposição da imagem pessoal e institucional, segue alimentando o
discurso da imputação da responsabilidade: ‘Deus vai cobrar”, não
adotando eles mesmos uma postura de zeladoria da fé cristã.

O carnaval, como se define “festa da carne”, é licenciosa. Nos lembra as
festas romanas em que a licenciosidade e perversão sexual se reproduzia
entre os pervertidos que reprimiam seus desejos bestiais e nesses
ambientes deixavam extravasar suas loucuras.´
É uma triste realidade.

Esses sentimentos pervertidos estão dentro de cada um dos seres
humanos, que para alguns estão sob controle, mas para aqueles que são
ignorantes desse controle, afloram de tempos em tempos.
“Gn.4.7 Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem,
o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves
dominar.”

Em nossa observação do código cristão impresso nas Sagradas Escrituras,
vemos a revelação de um Deus Santo, que não tolera os pecados
praticados pela humanidade, porém, no uso do atributo de sua extrema
bondade, se faz longânimo para com os homens (no uso genérico do termo
“homem e mulher”), fazendo uso de diversos meios para que cheguemos
ao conhecimento pleno de seu poder e possamos ser salvos da ira futura
(Juízo Divino).

Essa teoria nos arremete para tempos memoriais registrados nas
Escrituras Sagradas, em que Deus destruiu várias cidades por causa de
sua licenciosidade e perversidade a exemplo de Sodoma e Gomorra, como
também, a própria humanidade por meio do Dilúvio de Noé.
Esses acontecimentos também são citados por Jesus quando anuncia no
Evangelho de Matheus os momentos escatológicos que prenunciam seu
retorno à terra.

O ambiente em que se deu tais eventos se assemelha com o que estamos
vivenciando agora.

Por isso, estabelecer um paralelo entre os carnavais de 2019/20 e a
pandemia no mundo, não está muito longe de se admitir.
A sociedade daqueles tempos memoriais estava completamente pervertida
e hoje não é diferente. Aborto, incesto, pedofilia, homossexualismo,
corrupção, etc.

“SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão
tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de
si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos,
desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem
afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes,
cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados,
orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de
Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a
eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são
os que se introduzem pelas casas, e levam cativas
mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de
várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca
podem chegar ao conhecimento da verdade.”
(2Tm. 3.1-7)

Então, SIM, a cobrança chegou!
Pestes, fome, guerras, rumores de guerras, tempestades em vários
lugares, são sinais que a espada de Deus está desembainhada contra nós
e em meu entendimento, uma reflexão urgente deve ser feita por todos
aqueles que em seus corações não suportam mais tanta indiferença.
O carnaval no Brasil e no mundo, sempre foi objeto de lucro para a indústria
do pecado, mas, felizmente resolveram zombar do criador. Agora as ruas
estão vazias.

Coincidência?

Paulo Machado – Pastor evangélico – Pedagogo – Teólogo – Professor
de Teologia

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