Artigo – NÃO HÁ OUTRO EM QUEM CONFIAR

Depois de haver ressuscitado dos mortos, antes de a melhor de todas as notícias se espalhar, Jesus aparece a dois desolados discípulos que caminhavam para Emaús, uma pequena aldeia a 11 quilômetros de Jerusalém.

Os dois homens não reconheceram o meigo Salvador. Eles esperavam
que Jesus libertasse Israel do domínio romano, ou seja, só tinham tempo para pensar em coisas terrenas, no aqui e agora, mesmo depois de haverem testemunhado tantos sinais e maravilhas operados pelo divino Mestre.

Parece difícil crer que os demais discípulos agissem da mesma forma. Pois foi o que aconteceu. Eles fizeram exatamente assim. Não entenderam a missão do Cristo, que veio buscar e salvar o perdido. Todos os apóstolos estavam tristes pela morte de seu Senhor. Voltaram às atividades normais. Pedro e outros retornaram à pescaria. Só mesmo sendo “néscios e duros de coração” para, após três anos e meio de convivência com Deus entre eles, não notarem Seu extremado poder e Sua divindade.

Nunca O viram pecar, reclamar ou mesmo pedir desculpa por algo errado. Ele nunca errou em nada. Tinha perfeito domínio sobre todas as coisas e possuía o mais belo caráter que pisou neste mundo. Os inimigos criticaram os discípulos de Cristo porque Ele comia com pecadores. Seus críticos não sabiam que, se Jesus não sentasse à mesa com pecadores, Ele teria vivido 33 anos comendo sozinho! Só Ele era justo, só Ele era reto, só Ele era santo, só Ele era imaculado!

Como não ver glória divina num homem que curava enfermos, ressuscitava mortos e andava sobre as águas do mar como se fossem uma calçada, entre tantos milagres? Como não perceber traços da divindade num homem que Se transfigurou, cujo rosto brilhou como o sol, a voz acalmou o mar e fez uma infrutífera figueira secar?

Jesus alimentou milhares de pessoas com apenas cinco pães e dois peixinhos, conhece as estrelas pelo nome, ouviu Deus chamá-Lo de “meu filho amado”, perdoou pecados e tem, Ele só, palavras de vida eterna.

Pois bem! Os discípulos não notaram. Habitando em densas trevas, eles estavam como que incandescidos pela Luz do mundo. Os olhos deles não viram o fulgor da divindade nem o resplendor de Sua glória. Nem os dois de Emaús nem os outros. Mas, quando O ouviram, seus corações ficaram aquecidos. A incredulidade deu lugar à fé. E voltaram a segui-Lo com toda a força de sua alma. Deram a vida por Ele. Viraram o mundo de cabeça para baixo com as boas novas do Evangelho.

E morreram como mártires, na certeza de que O verão novamente coroado de glória no lar eterno. E partiram com a bendita esperança de O aclamarem Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Imagine esta cena: toda a terra de joelhos e dez mil anjos com trombetas reluzentes a cantar: “Coroado Jesus, que veio do céu para reinar”.

Os discípulos estarão com Ele jubilosos e O glorificando.

Vale a pena viver para Aquele que por nós morreu e ressuscitou!

Enoque Brandao, pastor e jornalista

 

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