Gladson fala sobre “novas” medidas para conter propagação da Covid

Após o anúncio da regressão de faixa que deixou o Acre em alerta, devido à lotação de leitos hospitalares e aumento do número de casos por coronavírus, o governo precisou impor medidas mais rígidas para conter a propagação da doença e evitar que a estrutura da saúde pública entre em colapso, passando pelo mesmos problemas vivenciados pelo Estado do Amazonas.

Gladson Cameli esclareceu que governo precisou impor medidas mais rígidas para conter a propagação da doença e evitar que o estado entre em colapso Foto: Marcos Vicentti

A fim de esclarecer essas novas medidas, o governador Gladson Cameli dedicou esta quarta-feira, 3, para o atendimento dos veículos de imprensa, agradecendo pela contribuição na propagação da informação e por ter lhe cedido oportunidade de ser transparente quanto às razões de suas ações voltadas únicas e exclusivamente para a preservação da vida.

Durante as quatro entrevistas em distintos canais de informação, três assuntos foram abordados: ocupação de leitos, estruturação da saúde pública e medidas de regulação das atividades comerciais.

Sobre Leitos

Segundo o secretário de estado de saúde, Alysson Bestene, o Acre dispõe atualmente de 70 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), estando apenas cinco desses desocupados. Quanto aos leitos clínicos são 200, e no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (INTO), local onde estão sendo atendidos os pacientes com coronavírus, 80 já estão ocupados. Para o governador Gladson Cameli, “estamos vivenciando um momento crítico e a necessidade prioritária é de salvar vidas”.

Governador dedicou esta quarta-feira para o atendimento dos veículos de imprensa, agradecendo pela contribuição na propagação da informação com responsabilidade Foto: Marcos Vicentti

“Quero deixar claro que não sou de acordo em restringir as pessoas, fazendo com que elas deixem de trabalhar. Até porque para o estado, que arrecada imposto e precisa de uma economia estabilizada, isso é extremamente necessário, mas diante de tal problema, no qual temos que decidir entre a vida das pessoas e a continuidade da economia, só temos um caminho mais sensato: salvar vidas. Precisamos ter essa conscientização de que se cumprirmos as regras, podemos voltar à normalidade mais rápido, mas se continuarmos como estamos, chegaremos ao colapso, assim como em Manaus e não quero que isso aconteça aqui”, disse o governador.

Sobre a estruturação das unidades de saúde do Acre

Com a chegada do período de chuvas, além da procura para tratamento de pessoas infectadas pelo coronavírus, as unidades de saúde também têm recebido alta demanda de pessoas acometidas pela dengue.

Outro problema é o aumento do número de acidentes que causam trauma e a consequente internação dessas vítimas. Tudo isso tem colaborado para a superlotação de leitos, o que gerou preocupação e a necessidade de regular a saída das pessoas na rua.

Secretário de Saúde, Alysson Bestente, disse que o Estado já está ampliando número de leitos Foto: Marcos Vicentti

Uma forma de prevenir o colapso da saúde é aumentar a capacidade de atendimento dos hospitais, criando leitos clínicos e de UTI, não só na capital, mas em municípios do interior.

“Estamos trabalhando com a ampliação do número de leitos no Hospital do Idoso, em Rio Branco, que tem capacidade para 30 leitos, sendo 10 destinados a UTI e também no Pronto-Socorro, com a extensão de 40 leitos clínicos, com previsão para começar a funcionar neste final de semana. No Into ampliamos mais 10 leitos de UTI e no Hospital do Juruá também, mais 10 leitos para atendimento”, explicou Alysson Bestene.

Sobre as medidas de enfrentamento à doença

O secretário de Estado de Segurança, Paulo Cezar dos Santos, explicou que não está sendo imposto nenhum lockdown à população. Ele esclarece que o que está sendo realizado é a regulação das atividades comerciais. A partir da data de publicação do decreto, a fiscalização foi iniciada com o apoio dos órgãos municipais e federais e com o mesmo plano de contingência realizado no primeiro pico da doença, ocorrido em março de 2020.

Secretário de Estado de Segurança, Paulo Cezar dos Santos, explicou que não está sendo imposto nenhum lockdown à população Foto: Marcos Vicentti

“Se faz necessário esclarecer que não estamos em um lockdown e o que está sendo feito é a fiscalização para evitar aglomeração de pessoas e a proliferação da doença pelos próximos 15 dias. Serão três grupos para fiscalizar, aqueles que podem permanecer abertos, os que funcionarão mediante agendamento e os atendimentos em forma de delivery. Entraremos com mais rigor a partir desta quinta e as prefeituras, através da Vigilância Sanitária, vão ajudar na fiscalização”, esclareceu Paulo Cezar.

Novo lote de vacina

Um outro assunto argumentado durante as entrevistas desta quarta-feira, foi a continuidade da vacinação contra o coronavírus com a chegada de mais um lote de vacinas. A previsão é que já nesta quinta-feira, 4, chegue mais 20 mil doses da Coronavac. Em um sinal de apelo, o governador pediu a população paciência e colaboração, pois o momento é crítico e necessita de cuidados redobrados.

Governador aproveitou para anunciar a chegada de mais um lote de vacinas Coronavac ao estado Foto: Marcos Vicentti

“Quero fazer um alerta a população. Estamos vivenciando as consequências dessa doença há quase um ano e além dela, estamos vivenciando outro problema que é a dengue. Outro problema é que com o aumento de chuvas também tem a situação de enchentes. É o momento de darmos as mãos e não de entrarmos em debates ou movimentos políticos. Convoco a todos que nos ajudem a vencer mais essa etapa, não é brincadeira, precisamos levar isso mais a sério e pensar no que há de mais importante, nossas famílias, nossas vidas. Que Deus proteja a todos”, finalizou.

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