“Não quero ser o governador só da pandemia, quero ser lembrado pelas obras”, pede Gladson depois de agenda em que anunciou quase 300 mi em serviços

O governador Gladson Cameli (Progressistas) terminou nesta sexta-feira, 12, já à noite, em Cruzeiro do Sul, uma agenda que iniciou na quinta-feira, 11, no município de Manuel Urbano. Depois de pousar em Tarauacá, Cameli ainda foi a Mancio Lima, o último município a Oeste do Acre. Foram perto de R$ 300 milhões em obras estruturantes anunciadas para início ainda em fevereiro de Sena Madureira ao Juruá. No meio dos anúncios de obras futuras ele inaugurou a estrada que da acesso à Mâncio Lima.

Em meio a toda uma agenda corrida, imprensada, com cafés e almoços rápidos, tudo sem luxo, o governador se mantém incessantemente bem humorado. A equipe que cerca ele, formada por cerimonial, segurança, imprensa, motoristas e pilotos, é tratada com igualdade. São pelo menos três caminhonetes por terra e dois aviões pelos ares, tudo tocado sob forte aparato de segurança, com revisão sobre revisão. Os secretários convocados para fazerem parte do staf, em razão de suas pastas estarem envolvidas com as obras anunciadas, se deslocam a parte, com a estatura das secretarias.

Ao final, como uma sincronia, todos comemoram o sucesso da viagem. O próprio governador é o maior entusiasta. Em Cruzeiro do Sul, onde nasceu, cresceu e tem sua parentela, ele está mais do que em casa para o rápido descanso depois da agenda.
Ao Acrenews, que acompanhou toda a viagem, o governador garante não sentir cansaço por uma razão que repete há tempos: adora ser governador. “Adoro essa correria. Foi tudo o que eu pedi a Deus. Peço a Ele que me dê mais disposição para seguir governando o Acre para cada vez melhorar a vida das pessoas”, diz.

Aos 42 anos de idade, um dos governadores mais jovens da história do Acre está tendo que enfrentar uma catástrofe sanitária sem precedentes na história. A pandemia do coronavirus pegou o mundo e ele de surpresa, sendo obrigado a mudar todo o planejamento de sua gestão para enfrentar a doença que já é responsável pela matança de quase mil acreanos em menos de um ano. Conhecido pelo coração mole, como se diz no anedotário, Glsdson terminou se entregando para a guerra contra o vírus. É o marechal de campo da peleja que ainda não foi vencida, mas tem sido encarada de frente.

O estilo de enfrentar a guerra contra a Covid-19, o zelo pelas vidas deu ao governador do Acre os melhores índices de aprovação entre todos os governadores do Brasil. Ele tem sido reconhecido até pelos poucos adversários políticos que tem. Mesmo assim ele não esquece que tem outras coisas a fazer pelo Acre. “Não quero ser lembrado só pela guerra contra o Covid, mas também pelas obras e outras coisas boas que nossa gestão tem feito”, diz.

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