Outro acreano do “pé-rachado” se balança para disputar o Senado em 2022: doutor Beirute!

O médico Carlos Beirute foi o primeiro otorrino com atuação em Rio Branco, há mais de 40 anos. Tem uma bagagem na medicina do tamanho do coração dele, conhecido por não deixar ninguém sem ser consultado, com ou sem dinheiro, e por suas atuações sem publicidade na área social. Beirute tem também um história na política. Foi quatro vezes seguidas vereador na capital, quando a Câmara inclusive fez a constituição municipal, também chamada de lei orgânica. Desde que resolveu não disputar mais mandatos, ele não deixa de ser convidado para as disputas. Ele se negou até esse ano. Dessa vez ele está balançando. É possível que Beirute dispute o Senado, em 2022. Mas isso e outros assuntos ele contou com mais detalhes em uma conversa rápida, mais franca e bem reveladora ao Acrenews. Veja:

Acrenews – Quem é Carlos Beirute? Nasceu onde? Estudou onde?

Beirute – Eu sou o Carlos Beirute, médico estabelecido na cidade de Rio Branco há mais de 40 anos. Nasci aqui, cresci aqui, mas fui para Belém estudar medicina, depois fui para o Rio de Janeiro me especializar. Aí retornei para a minha terra, trabalhar. Eu tenho orgulho de ser acreano do pé rachado. Gosto da minha terra. Por isso me formei e voltei para trabalhar e ajudar as pessoas daqui.

Acrenews – Quantos mandatos o senhor já teve e em que época?

Beirute – Eu me envolvi na política na época da candiatura a prefeito do Jorge Kalume, no final dos anos 1980. Dali para a frente eu tive 16 anos, ou seja, quatro mandatos de vereador. Foram anos muito produtivos, onde nós fizemos nossa constituinte municipal, a lei orgânica, até hoje em vigor. Fizemos também inúmeros projetos de melhoria para nossa cidade e depois eu resolvi sair da política e me dedicar mais à minha atividade. Eu nunca parei de clinicar, mas na política você acaba diminuindo um pouco suas atividades. Eu quero te dizer que a política é igual a qualquer outra profissão. Um político real ele faz política todo dia, tendo ou não tendo mandato. Então política é você tratar as pessoas de forma correta, reconhecer as situações, as necessidades, é você ajudar o seu próximo. Aliás, esse deve ser o lema da vida de qualquer pessoa. E isso se encaixa perfeitamente nas hostes políticas. Quem faz isso, entra e sai a hora que quer. É chamado e é expulso pela própria política. Quem lhe coloca e lhe tira é o povo. Naturalmente existem as coisas paralelas que acontecem, alguns políticos que se elegem a custa de recursos e tudo o mais, mas eu digo sempre: política você faz com ou sem mandato. Eu gosto muito do Weber (Gonçalves Brito, marqueteiro digital), quando ele diz: doutor, nós temos que ter um broche. Eu digo: eu sei que a gente precisa ter esse broche, só não podemos fazer como algumas pessoas, que usam esse broche para se proteger. Eu compreendo a necessidade do broche para colocar em prática alguma coisa que sem ele você faz política, mas não pode alguma coisa, que só quem tem broche pode fazer.

Acrenews – O senhor tem recebido incentivo de grupos para voltar a política. É possível que esses grupos sejam atendidos e O Beirute volte?

Beirute – Toda proximidade de pleito eu sou convidado para retornar à política, por vários partidos, por várias pessoas. É só você procurar informar-se com alguns dirigentes partidários mais antigos. Todos me propuseram: oh, Beirute vamos retornar, vamos disputar para deputado federal, estadual. Eu tenho repensado muito, tenho observado, e agora nesse pleito, como não poderia deixar de ser diferente, eu tenho novamente recebido esses convites e tenho visto essas possibilidades de candiatura. Mais ainda estou avaliando. Temos essa possibilidade de candiatura a senador pelo PTB, partido que eu tenho uma afinidade muito grande por conta da doutora Charlene Lima, que é muito minha amiga, já me chamou, e nós estamos avaliando.

Acrenews – Que avaliação o senhor faz da política local e nacional?

Beirute – Na política local, infelizmente, ainda não conseguimos ter um período fora de crise. Ou seja: é pandemia do coronavirus, agora alagação, e então a política vive apagando incêndio, apagando fogo. Nesse sentido nós dependemos muito do governo federal, porque a verba que temos são escassas, são pequenas. Nós temos que ressaltar nesse momento que nesse momento nosso comandante maior, nosso governador, juntamente nosso prefeito Bocalom estão se movimentando, se virando, diga-se de passagem de forma competente, para tentar trazer as melhorias e diminuir o sofrimento da nossa população. A política nacional, não muito diferente. Mas espero que esse ano as coisas se acomodem melhor e que tenhamos crescimentos reais de nosso Estado e do Brasil como um todo. Quero te dizer que política quem faz é a população. O político é só o condutor das ideias, das necessidades, das vontades e das coisas que melhoram a condição de casa ser humano. O lema da política tem que ser o da Justiça, que Deus ensinou a todo mundo, que é tratar o próximo se possível melhor que você. O povo é sabio. Sabe colocar e sabe tirar. Sabe quem é bom e quem é ruim para a política.

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