POLÍCIA
Policial Civil preso por ameaçar promotor é exonerado
O Governo do Estado do Acre exonerou o agente da Polícia Civil João Rodolfo da Cunha, preso por ameaçar de morte o promotor de Justiça Tales Tranin. A vacância do cargo foi oficializada pela governadora em exercício, Mailza Assis da Silva, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.
A exoneração decorre da condenação no processo nº 0010230-31.2022.8.01.0001, que tramita sob segredo de justiça. Segundo o documento oficial, o processo já transitou em julgado, o que significa que não cabe mais recurso.
João Rodolfo foi preso em 9 de junho de 2024 por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e do Departamento de Polícia da Capital e Interior (DPCI), após pedido do Ministério Público do Acre. A prisão foi motivada por supostas ameaças ao promotor Tales Tranin.
Condenação anterior por apropriação indébita
Além das acusações de ameaça, o agente já havia sido condenado em 2023 pelo juiz da 6ª Vara Criminal a 1 ano e 8 meses de reclusão, além de 30 dias-multa, pelo crime de apropriação indébita. O caso ocorreu em abril de 2022, quando a Delegacia de Flagrantes funcionava nas instalações da 2ª Regional, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo.
De acordo com o processo, João Rodolfo teria informado à mãe de um preso que o Estado não fornecia alimentação aos detentos, solicitando R$ 30 para supostamente comprar churrasquinho e refrigerante. O valor, no entanto, não foi utilizado para esse fim.
Após recurso da defesa, a pena foi reduzida pela Câmara Criminal para 8 meses e 28 dias. A defesa do ex-agente ainda pode recorrer da decisão que resultou em sua demissão do cargo.
O caso levanta preocupações sobre condutas dentro das forças de segurança e reforça o papel do Ministério Público e do Judiciário na responsabilização de agentes públicos.