POLÍCIA
Mulher de liderança máxima do Comando Vermelho é presa em Rio Branco
Investigação revela que Yoshodara Costa herdou influência na facção após transferência de “Marechal” para presídio federal; operação também atingiu o Presídio Antônio Amaro.

Data: 13 de Janeiro de 2026
Novos detalhes da Operação Casa Maior, deflagrada pelo GAECO e pela Polícia Civil nesta terça-feira (13), revelam o alto escalão dos alvos atingidos. Entre as prisões de maior impacto está a de Yoshodara da Silva Costa, esposa de Raylan da Silva Santos, considerado o “número 1” da organização criminosa Comando Vermelho no Acre.
A Herança do Poder
Yoshodara foi presa em sua residência, em Rio Branco, logo nas primeiras horas da manhã. Segundo as investigações do Ministério Público do Acre (MPAC), ela possui influência direta na organização, tendo herdado o poder de articulação na facção após a transferência de seu marido.
Raylan, conhecido como “Marechal”, ganhou notoriedade ao liderar a sangrenta rebelião no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves em julho de 2023, que resultou na morte de cinco detentos. Atualmente, ele cumpre pena no Presídio Federal de Mossoró (RN).
Lideranças Locais e Tortura
Outro alvo estratégico preso na capital foi Pitter Santos de Souza, o “Nego Pitter”, apontado como liderança do grupo no Segundo Distrito. Pitter já havia sido preso em março de 2023 por torturar um motorista de aplicativo para que este assumisse um furto na região. Apesar de estar em liberdade provisória, ele teve a prisão preventiva decretada nesta nova fase das investigações.
Conexão Rio de Janeiro e Fuga de “Abelha”
A Operação Casa Maior estendeu seus tentáculos até o Sudeste do país. A investigação resultou na ordem de prisão contra Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o “Abelha”, um dos criminosos mais procurados do Brasil e com ligações diretas com a facção no Acre. No entanto, “Abelha” conseguiu fugir antes da chegada das equipes policiais no Rio de Janeiro.
Sistema Prisional Sob Intervenção
A Polícia Civil confirmou que o combate ao crime também ocorreu dentro das unidades prisionais. No Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves, foram cumpridos 39 mandados de prisão contra detentos que continuavam exercendo funções na hierarquia criminosa mesmo atrás das grades.










