Connect with us

ESPORTE

Futebol profissional: como ocorreu sua implantação no Acre, os campeões, os artilheiros e outras histórias

ESPECIAL

Jornalista e historiador Manoel Façanha faz um remember do futebol profissional no Acre, revelando dados impressionantes

Publicado

em

MANOEL FAÇANHA

O regime profissional do futebol acreano começou apenas na temporada de 1989. No entanto, no final de década de 1960 já se falava abertamente no meio esportivo da necessidade de profissionalizar a prática esportiva para um intercâmbio maior com os clubes do sul do país (decisão possibilitaria a participação das equipes acreanas em competições nacionais organizadas pela  Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e ainda as garantias na legislação trabalhista para atletas e outros profissionais envolvidos, além da proteção aos clubes em caso de negociação de atletas). No ano de 1973, o advogado/cronista esportivo Aloisio Maia, escreveu na sua coluna, publicada no jornal O Rio Branco, a necessidade da profissionalização do esporte, algo que era bem visto pelo presidente da Federação Acreana de Desportos (FAD), major Adel Derze. No entanto, a ideia ficou apenas no discurso e página esportiva do jornal O Rio Branco. Insatisfeito com o pouco interesse pela profissionalização, em outra crônica escrita, o jornalista Aloisio Maia (Roda Viva), observando o desinteresse da grande maioria dos clubes pela profissionalização, escreveu: “É melhor deixar como está para ver como fica”.

O lateral esquerdo Sabino foi o primeiro atleta que passou do regime amador para o profissional no futebol acreano. O fato ocorreu na temporada de 1989. Foto/Acervo Manoel Façanha

O tempo passou e duas décadas depois, após muitos debates acirrados entre os dirigentes de clubes e Federação de Futebol do Acre (FFAC), onde alguns eram contrários à ideia de profissionalização, venceu a tese pela mudança de regime, após parecer favorável do Conselho Nacional de Desporto (CND), ocorrido dois anos antes da implantação, isso em 1987. Conforme a peça “Futebol Acreano em Revista”, os primeiros atletas profissionalizados foram: Sabino, Klowsbey, Anderson, Carlos e Chicão, todos com contratos assinados com o Rio Branco Football Clube, em 14 de março de 1989. Digno de registro é que o saudoso visionário Sebastião de Melo Alencar, presidente do Rio Branco, era um entusiasta da profissionalização do futebol acreano e já na década de 1970 ele defendia com um discurso equilibrado a bandeira da criação do clube empresa.

Aquino Lopes teve papel chave para a implantação do profissionalismo

Os cartolas Sebastião de Melo Alencar e Aquino Lopes (FFAC) tiveram papel importante na profissionalização do futebol acreano. Foto/Manoel Façanha

Na história da construção para a implantação do profissionalismo no futebol acreano, não restam dúvidas que o grande personagem para a concretização da ideia foi o saudoso presidente Antônio Aquino Lopes (Toniquim). Ex-atleta e com formação no curso de Direito da Ufac, o dirigente foi incansável na articulação política e ainda na elaboração de toda a papelada para a implantação da chegada do profissionalismo no estado. Aquino Lopes, apesar de um apaixonado pelo futebol da época do regime do amador, nunca deixou que essa paixão viesse ofuscar o desejo de concretizar a profissionalização da modalidade no estado e, ainda nos primeiros anos de sua administração à frente da Federação de Futebol do Acre (FFAC), encaminhou o processo.

Em conversa com a imprensa, o dirigente sempre afirmava que, apesar das exigências da legislação trabalhista para a mudança de regime, isso era necessário para a sobrevivência do futebol no estado. Toniquim justificava essa escolha ao afirmar que, sem um futebol profissional, jamais os clubes locais seriam inseridos em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e, até mesmo, jogando diante de grandes clubes do futebol brasileiro, isso sem falar das generosas cotas de participações em torneio nacionais, algo que oxigena as finanças dos clubes locais.

Com profissionalização implantada na temporada de 1989, as equipes do Amapá e São Francisco deixaram de disputar a elite do futebol local (o clube católico migrou do regime amador para o profissional somente na temporada 2006, mas o Diabo Laranja, aos poucos, desapareceu do cenário futebolístico). Os dois clubes neste primeiro ano de futebol profissional chegaram a representar o Acre na disputa do Copão da Amazônia, competição amadora e organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas acabaram eliminados logo na primeira fase.

38ª edição do Acreanão começa nesta 5ª feira

Passadas quase quatro décadas de futebol profissional na terra de Chico Mendes, a sua 38ª edição vai começar nesta quinta-feira (15), a partir das 15h, no estádio Tonicão. O duelo de abertura será entre o Independência, bicampeão acreano na elite, e o Santa Cruz, campeão da 2ª Divisão. Na partida de fundo, às 17h, o SC Humaitá encara o São Francisco.

E nessa oportunidade de disputa, o site Na Marca da Cal fez um mergulho profundo na história do futebol acreano profissional (1989-2025) e traz para o seu leitor parte da memória das 37 edições já disputadas. O leitor poderá conferir abaixo estatísticas, escalações fotografias, artilheiros e algumas historinhas da competição.

 

_________________________________________________

 

Juventus leva a primeira taça do certame profissional

Com a participação de seis clubes: Rio Branco, Juventus, Independência, Atlético Acreano, Vasco da Gama e Andirá, ocorreu no dia 25 de março de 1989, o Torneio Início, competição vencida pelo Juventus, ao superar nas cobranças de pênaltis o Independência por 5 a 3.

O primeiro jogo da era do profissionalismo aconteceu no dia 28 de maio de 1989. No campo de jogo, o Rio Branco superou o Andirá por 5 a 1. Na outra partida, a equipe do Juventus venceu o Atlético Acreano por 4 a 1.

No primeiro turno, o Juventus papou o título, após empate sem gols contra o Rio Branco. No returno, o título ficou com o Rio Branco. O resultado forçou a realização de um triangular com a presença do Atlético Acreano. No primeiro duelo, o Rio Branco e Atlético ficaram no empate por 1 a 1. Na outra partida, o Juventus superou contra o Atlético Acreano por 4 a 1. Na partida decisiva contra o Rio Branco, o time juventino segurou o empate sem gols e conquistou o primeiro título de profissionais.

Juventus – campeão de 1989. Em pé, da esquerda para a direita: Marquinho Amor, Ilzomar, Gilmar, Gerson, Paulão e Ricardo. Agachados: Paulo Henrique, Dim, Ivo, Ley e Siqueira. Foto/Acervo Pessoal Manoel Façanha

Veja as escalações dos finalistas

O ex-craque Carlos Cézar Bezerra de Pinho, o Cézar Limão. Foto/Manoel Façanha

O Juventus venceu o primeiro campeonato de profissionais com a seguinte formação: Ilzomar; Marquinhus (Marcelo), Ricardo, Paulão e Gerson; Gilmar Sales, Paulo Henrique Andrade (Jorge Luiz) e Siqueira; Dim, Ivo e Ley. Técnico: Mário Vieira. O Rio Branco FC ficou com o vice-campeonato com: Klowsbey; Jersey, Chicão, Anderson e Sabino; Merica (Paulo Roberto), Tinda e Paulinho; Vinícius, Artur (Reginaldo) e Carlinhos. Técnico: Artur Ribeiro.

Campanha do campeão: O Clube do Povo conquistou seu primeiro título de profissionais com 7 vitórias, empates e 2 derrotas.

Artilheiros: coube aos jogadores César Limão (Independência) e Nilson do Carmo (Rio Branco) dividirem a artilharia do primeiro campeonato de profissionais, cada um deles com 4 gols.

Juventus joga com o regulamento e leva o bicampeonato

No segundo ano da era do futebol profissional no Acre (1990), o clube campeão do Torneio Início foi o Rio Branco, ao superar na decisão o Independência nas cobranças de pênaltis por 6 a 5.  O Estrelão levou a taça com a seguinte formação: Klowsbey; Jersey, Chicão, Carlos e Sabino; Merica, Tinda e Mariceudo; Artur, Washington e Siqueira. Técnico: Coca-Cola. Por outro lado, o Independência ficou com o vice-campeonato como: Normando; Luiz Carlos, Aderbal, Fernandinho e Jair; Rol, Cemio e Mário Sérgio; Querré, Dal e Clodoaldo (Alan). Técnico: Walter Félix de Souza.

Na disputa do Campeonato Acreano de 1990, o Galo Carijó (Atlético) levou o primeiro turno. O Juventus reagiu e garantiu o returno e manteve as chances do bicampeonato. Na decisão extra, com arbitragem de José Ribamar, assistido por Antônio Moreira Gadelha Neto e Ronaldo Lima, o Juventus entrou precisando de um empate para levar a taça. Numa partida equilibrada e com gols apenas nos minutos finais de jogo, houve igualdade no placar por 1 a 1. Papelim marcou o gol do Galo, aos 32 minutos. O empate do Juventus ocorreu aos 40 minutos, através do volante Daniel.

Juventus – campeão estadual de 1990. Em pé, da esquerda para a direita: Diogo Elias (diretor), Roberto Chaar (presidente), Farney Lima (diretor), Eduardo Mansour (diretor), Dona Felícia (torcedora), Delcir, Ilzomar Pontes, Rocha, Jonathas, Marcelo, Gilmar Sales, Marquinhus, Tonho e Edmilson (prep. Físico). Agachados: Antonialdo, Paulão, Jorge Luís, Daniel, Dário, Cézar Limão, Ivo, Renísio e Carlos. Foto/Acervo Futebol Acreano em Revista

Veja as escalações:

A classificação final e o artilheiro: Juventus (campeão), Atlético Acreano (vice-campeão), Rio Branco FC (3º lugar), Independência (4º lugar), Andirá (5º lugar) e Vasco da Gama (6º lugar).  O artilheiro da competição foi o atacante Artur Oliveira (RBFC), 6 gols.

Atlético quebra jejum e conquista o título de 1991

Na temporada de 1991, a o estadual contou com a participação de seis equipes: Atlético Acreano, AC Juventus, Rio Branco, Independência, Vasco da Gama e Andirá EC. No entanto, como de praxe, houve a disputa do Torneio Início e a taça de campeão acabou indo para a galeria de troféus do AC Juventus, após vitória nas penalidades sobre o Independência por 5 a 3.

Na corrida pelo título estadual, as equipes do Rio Branco e Atlético Acreano conquistaram turno e returno, respectivamente. Os dois clubes, juntamente com o Juventus, disputaram um triangular final. Na abertura dos confronto, o Galo Carijó bicou o Juventus por 2 a 0. Na outra partida, o Rio Branco acabou perdendo para o Juventus por 2 a 0, perdendo por 2 a 0. No terceiro e último jogo do triangular, o Rio Branco chegou a abrir dois gols de vantagem diante do Galo Carijó, através finalizações do atacante Vinícius. No entanto, na etapa final, o time celeste igualou a fatura com o artilheiro Paulinho e o lateral esquerdo Gerson. O resultado do empate garantiu ao Atlético Acreano o seu primeiro título de profissionais e o troféu “João Carneiro”.

Veja escalações:

Atlético Acreano – Campeão de 1991. Em pé, da esquerda para a direita: Assis, Cid, Dodi, Marquinhus, Gerson, Milton, Ricardo, Redson, Antônio José, José Humberto (presidente) e José Augusto (técnico). Agachados: César Caboclo, Nego, Dim, Helinho, Paulinho, Daniel, Ley, Joãozinho e Moreira da Souza Cruz (diretor). Foto/Acervo Manoel Façanha

Renegado no Estrelão, Paulinho conquista a artilharia

O atacante Paulinho Rosas é carregado pelo amigo e goleiro Coca Cola após vitória celeste contra o Vasco da Gama. Foto/Acervo Pessoal de Manoel Façanha

O grande personagem do primeiro título de profissionais do Galo Carijó diz respeito ao atacante Paulinho Rosas, artilheiro da competição. O atleta, então com 32 anos, havia sido renegado e chamado de cachaceiro no início da temporada pelo técnico estrelado Toninho Silva e o presidente Sebastião de Melo Alencar (RBFC) tratou de emprestá-lo para o Atlético Acreano. Veja os relatos do atacante Paulinho Rosas ao jornal O Rio Branco, datado do dia 13 de outubro de 1991. “A conquista do estadual talvez foi um dos momentos mais bonitos da minha vida, pois há quatro meses atrás eu tinha sido desprezado pelo treinador do Rio Branco, Toninho Silva, que afirmava ser eu um jogador que somente prestava para beber. Olhei à minha volta e vi os torcedores correndo, os jogadores do meu time chorando e que Deus estava mais uma vez presente em minha frente e lembrava da minha esposa Fran e do meu filhinho Paulo Ayrton, que tanto me incentivaram a dar a volta por cima. Todos os títulos foram muito importantes em minha vida, mas este jamais esquecerei”.

MANDOU RECADO – Finalizado a competição, o técnico celeste José Augusto Cunha, que há 11 anos não treinava uma equipe ou tão pouco acompanhava os jogos do estadual no Stadium José de Melo, fez um desabafo em entrevista concedida ao repórter Raimundo Fernandes (jornal O Rio Branco). Segundo ele, então com 51 anos, o título conquistado era dedicado aqueles que afirmavam que ele somente sabia criar gatos e que ele não podia fazer nada pelo clube, pois sequer conhecia os jogadores do clube.

O terceiro campeonato de profissionais rendeu 33 jogos e 74 gols marcados. O artilheiro da temporada foi o atacante Paulinho Rosas (Atlético Acreano), 10 gols na temporada.

Com estadual reduzido, Rio Branco leva a taça 

O Campeonato Acreano de Profissionais de 1992 teve duas baixas, uma delas, do seu primeiro bicampeão, o Juventus, após ofício encaminhado para a FFAC, pelo presidente juventino Roberto Chaar. Outra baixa diz respeito à decisão do Vasco da Gama de disputar aquela temporada. Os dois clubes alegaram problemas financeiros para o pedido de afastamento.

Com apenas cinco times na disputa: Rio Branco, Independência, Atlético Acreano, Andirá e Adesg, esse último debutante na competição, o título da temporada de 1992 foi para a galeria de troféus do Rio Branco. Porém, antes, o Galo Carijó conquistou o título do Torneio Início, ao superar na decisão o Rio Branco por 1 a 0, gol anotado pelo atacante Marcelinho. O time celeste campeão com: Ary; Marquinhos, Ricardo, Nego e Sérgio; Sérgio Ricardo, Marcelinho e Ney; Dim, Ivo e Helinho. Técnico: Coca-Cola.

Estrelão vence jogo extra

Rio Branco – campeão 1992. Em pé, da esquerda para a direita: Joraí (preparador físico), Klowsbey, Carlos, Evandro, Merica, Jorge Cubu, Chicão, Paulo Roberto (técnico) e Sebastião Alencar (presidente). Agachados: Cláudio, Ulisses Torres, Siqueira, Paulo Henrique e Jamerson. Foto/Acervo Francisco Dandão.

Na disputa do estadual, o clube estrelado venceu o primeiro turno, mas perdeu o returno para o Independência. Com isso, houve uma decisão extra entre os dois clubes. Com a bola rolando para o jogo decisivo da temporada, vitória do Rio Branco por 3 a 1. Ulisses Torres, Paulo Henrique e Cláudio fizeram os gols do Estrelão, enquanto Jean descontou para o Tricolor do Marinho Monte.

Veja escalações:

Rio Branco: Klowsbey; Evandro, Chicão, Carlos e Jorge Cubu; Merica, Paulo Henrique e Siqueira; Cláudio, Ulisses Torres (Marquinhos) e Jamerson (Charles). Técnico: Paulo Roberto Oliveira.

Independência FC: Mazinho; Ozimar, Paulão, Marcelo e Kennedy; Milton (César), Alan, Querré, Carioca (Jean); Bal e Pitiú. Técnico: Aníbal Honorato.

Os artilheiros: Henrique e Siqueira (Rio Branco), ambos com 4 gols, ficaram com a artilharia.

Independência conquista o seu 1º título profissional

Com as equipes do Juventus e do Vasco da Gama seguindo fora da disputa do Campeonato Acreano de 1993, novamente a competição contou com apenas cinco integrantes: Rio Branco, Independência, Atlético Acreano, Andirá e Adesg. A primeira competição daquele ano foi o tradicional Torneio Início, ocorrido no dia 1º de Maio. Finalizado os jogos, o Atlético Acreano levou a taça de campeão para a galeria de troféus do 2º Distrito.

Na disputa do estadual, o Rio Branco venceu o primeiro turno, após empate sem gols contra o Independência. O Tricolor do Marinho Monte, com muita garra e aplicação, reagiu e conquistou o returno, enquanto a Adesg levou o terceiro turno e garantiu presença no triangular final. No primeiro jogo, o Independência superou o Rio Branco por 2 a 1. No jogo decisivo, contra a Adesg, o Tricolor do Marinho Monte ficou no empate, resultado que garantiu ao clube o seu primeiro título de profissionais.

Independência – campeão estadual de 1993. Em pé, da esquerda para a direita: Rocha, Henrique, Waltemir, Alex Chinha, Marcelo e Sérgio Cabeção. Agachados: Paulinho (mascote), Pitiú, Mariceudo, Milton, Cézar Limão e Ivo. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Veja as escalações:

Independência FC: Valtermir; Aclaildo (César), Lécio, Henrique e Sérgio; Alan, Rol, Mariceudo e César Limão; Ivo e Pitiú. Técnico: Aníbal Honorato.

Adesg: Assem; Edilson, Carlos Magno, Valdir e Luiz Cláudio (Sidônio); Adílio, Ney e Francisco; Dário, Canjerê e Cota (Albênis). Técnico: Raimundo Ferreira.

Historinhas – Nesta temporada, o Rio Branco rejeitou no seu elenco, o futebol do atacante Ivo. O jogador que chegou no Tricolor do Marinho Monte durante a disputa do estadual acabou como artilheiro, com 6 gols. O fato ganhou matéria de uma página inteira na Revista Placar. Outro jogador que também foi renegado pelos dirigentes do Rio Branco, isso devido a idade, então com 35 anos, era o maestro Mariceudo, figura importante na conquista do Tricolor de Aço, do técnico Aníbal Honorato.

Rio Branco leva susto, mas leva o 2º título

A temporada de 1994 contou com o retorno do Juventus e do Vasco da Gama e ainda com a presença do debutante Grêmio, equipe do município de Sena Madureira. A primeira atividade da FFAC foi a realização do Torneio Início, em 24 de julho, onde o debutante Grêmio levou o troféu para casa após superar na primeira e segunda fases, as equipes da Adesg e Independência, respectivamente. Na decisão, o time do Vale do Iaco venceu o Atlético Acreano por 1 a 0, gol do zagueiro Ferrugem. Nesta temporada, o Grêmio foi dirigido por Marcus Wisman.

No primeiro turno, o Juventus foi campeão, enquanto no returno, o Rio Branco, após perder o jogo da ida para o Grêmio, de Sena Madureira, no estádio Marreirão, por 1 a 0, superou o time do Iaco no jogo da volta por 4 a 0, levando a taça do turno em disputa para a galeria de troféus do José de Melo.

Com campeões diferentes, a competição foi decidida num quadrangular com a presença de Juventus, Rio Branco, Atlético Acreano e Vasco da Gama. O Estrelão fez ótima campanha e, após um empate sem gols contra o arquirrival Juventus, conquistou seu segundo título na era do profissionalismo.

 

O então presidente Edmir Gadelha e torcedores comemora no gramado mais um título do Estrelão. Foto/Acervo Manoel Façanha
Rio Branco – Campeão de 1994. Em pé, da esquerda para a direita: Klowsbey, Sergio da Matta, Chicão, Walter, Douglas, Cairara, Ico, Jorge Cubu, Carlos, Nego e Nino (técnico). Agachados: Dênis, Testinha, Siqueira, Palmiro, Marquinhos Paquito e Ney. Foto/Acervo Francisco Dandão.

 

Veja a escalação do Rio Branco FC: Klowsbey; Jorge Cubu, Carlos, Chicão e Nego; Douglas (Marquinhos), Cairara, Siqueira e Nei; Palmiro (Ico) e Dênis. Técnico: José Aparecido (Nino).

Juventus perde para o arquirrival, mas fica com a taça 

Com a bola rolando para 6º Campeonato Acreano de Futebol de Profissionais/1995, oito equipes foram divididas em dois grupos: Juventus, Independência, Adesg e Grêmio (Grupo A); Rio Branco, Atlético Acreano, Andirá e Vasco da Gama (Grupo B).

O ano esportivo começou com a notícia triste do falecimento do presidente Vicente Barata, presidente do São Francisco, em Goiânia.

Como o futebol não pode parar, ocorreu, no mês de junho, a disputa do tradicional Torneio Início, competição organizada pela Associação dos Cronistas Esportivos (Acea) em parceria com a Federação de Futebol do Acre (FFAC). O grande campeão daquele ano foi o Rio Branco FC, após superar nas cobranças de pênaltis o Grêmio, de Sena Madureira. O time estrelado foi campeão com Waltermir; Acreano, Carlos, Assis e Sérgio Cabeção; Sérgio Cairara, Rol, Mundoca e Siqueira; Palmiro e Pitiú.

Juventus – campeão de 1995. Em pé, da esquerda para a direita: Venícius, Deca, Hélio, Ico, Arthur, Papelim, Josman, Cesinha, Charles, Railson e Gualter Craveiro. Agachados: Delcir, Loló, China, Jorge Luís, Douglas, Sairo e Marcelinho. Foto/Acervo Marcelo Melo

No primeiro turno, o Juventus levou a taça, enquanto no returno, o título foi para o Atlético. O torneio foi decidido num quadrangular final com as equipes do Juventus, Rio Branco, Atlético e Adesg. Os campeões de turno levaram dois pontos extras para o turno final e o Juventus, mesmo perdendo um dos jogos do quadrangular para o arquirrival Rio Branco por 3 a 0, ficou com a taça de campeão de 1995Veja a escalação do time campeão: Alex; César, Ico, Josman e China; Hélio, Jorge Luiz (Jamerson), Ney e Papelim (Douglas e Jackson); Sairo e Ulisses Torres. Técnico: Gualter Craveiro. O atacante juventino Sairo fechou a temporada na artilharia com 11 gols anotados.

Fase Final

18.08.1995
Juventus 3×0 Adesg
Rio Branco 0x0 Atlético
22.08.1995
Atlético 3×1 Adesg
Rio Branco 3×0 Juventus
26.08.1995
Rio Branco 1×0 Adesg
Atlético 0x2 Juventus

Deu outra vez Atlético Clube Juventus

No ano seguinte (1996), o Juventus voltou a levantar o troféu de campeão estadual, mas antes, o Grêmio, de Sena Madureira conquistou o Torneio Início, ao superar na decisão o Atlético Acreano por 1 a 0. Com três gols, o atacante gremista Loló foi o artilheiro.

No primeiro turno do estadual, o Rio Branco bem que ameaçou impedir o bicampeonato juventino, levando o primeiro turno e aplicando uma goleada histórica pra cima do Andirá por 12 a 1. No entanto, o Juventus reagiu e levou o returno. Na fase final, as equipes do Rio Branco e do Juventus ganharam um bonificação de dois pontos e no clássico “Pai e Filho” decisivo houve um empate por 2 a 2, resultado que garantiu o bicampeonato ao Clube do Povo, isso justificado pelo tropeço estrelado diante do Independência por 2 a 2.

 

O então diretor técnico Enéas Euzébio (FFAC) e o cronista esportivo e ex-presidente da FFAC, Campos Pereira, entregam a taça ao capitão juventino Carlos. Foto/Acervo Manoel Façanha
Juventus – Campeão Acreano de 1996. Em pé, da esquerda para a direita: Nego, Ico, Jorge Cubu, Hélio, Josman e Valtemir. Agachados: Tinda, Sairo, Artemar, Adriano e Ney. Foto/Acervo Francisco Dandão.

 

Veja as escalações dos finalistas:

O time juventino da final formou com: Waltemir; Nei, Carlos, Nego e Cezar; Hélio, Ico, Jorge Cubu e Tinda (Jorge Luís); Adriano (China/Josman) e Ivo. Técnico: Gualter Craveiro. O Rio Branco FC conquistou o vice-campeonato indo a campo com: Aroldo; Paulo Rogério, Jorge, Delcir e Sérgio Cairara; Acreano (César Limão), Merica e Carlinhos (Edmilson) e Testinha; Siqueira e Pitiú. Técnico: Fernando Luís. Com 16 gols anotados na temporada, o atacante juventino Sairo, pelo segundo ano consecutivo, fechou a competição na artilharia.

Grêmio – Campeão do Torneio Início de 1996. Em pé, da esquerda para a direita: Cel. Marcos Wisman (técnico), Aguinaldo, Rui, Chagas Araújo, F. da Mota, Renísio, Marcelo Picapau, James, Judson e Delmo. Agachados: Jean, Geildi, Loló, Luís Claudio, Ferreira, De Almeida (Pita) e Jácome. Foto/Acervo Pessoal de Loló

No clássico vovô, Rio Branco supera o Independência e leva o título

Com três competições para disputar na temporada de 1997, o Rio Branco iniciou o primeiro turno do Campeonato Acreano com um tropeço diante do Vasco da Gama por 1 a 1. Por outro lado, o Independência que passou a ser o principal rival, após o pedido de novo afastamento do Juventus dos gramados, atropelou o Andirá por 7 a 0, resultado que embalou o clube para a conquista do primeiro turno do torneio.

No returno, o Rio Branco iniciou timidamente sua reação, mas cresceu e aplicou uma goleada no Atlético Acreano, em crise interna, por 9 a 0 (Independência havia vencido o time celeste no mesmo turno por 9 a 0), resultado que criou muito burburinho e garantiu ao time estrelado o título do returno.

Num ano mágico para o Rio Branco, atletas comemoram o título de campeão acreano de 1997. Foto/Acervo Manoel Façanha

Com isso, com cada um time conquistando um turno, ocorreu os dois jogos extras para apontar o campeão da temporada. No primeiro duelo, ocorrido dia 19/08, o Rio Branco superou o Independência por 1 a 0, gol anotado pelo atacante Palmiro. Três dias depois, as duas equipes voltaram a medir forças no lendário Stadium José de Melo, em jogo arbitrado por Marcus Barros Café, assistido por Neivaldo Moura e José Cláudio. O Estrelão mostrou um futebol objetivo e técnico e voltou a vencer na partida da volta o Tricolor do Marinho Monte por 3 a 1, em duelo realizado no Stadium José de Melo. O jogo decisivo contou com 410 pagantes (R$ 1.299,00) e gols foram anotados por Ico, André Paracatu e César a favor do time estrelado, enquanto o meia-atacante Jairo descontou para o Independência. O atacante estrelado Palmiro, com 10 gols, foi o artilheiro da temporada.

Rio Branco FC – campeão invicto acreano de 1997. Em pé, da esquerda para a direita: Edvaldo, Gomes, Marcelão, Luís Carlos, Ico e Dênis. Agachados: Hélio, Venícius, André Paracatu, Biro-Biro e Palmiro. Foto/Acervo Manoel Façanha

Veja as escalações dos finalistas

O time estrelado campeão foi campeão com Dênis; Edvaldo, Gomes, Marcelão e Luís Carlos; Ico, Hélio (Elison), André (Edilsinho) e Biro-Biro; Palmiro e Venícius. O meia Testinha fez parte da equipe, mas acabou transferido para o futebol português durante a competição. Técnico: Marcelo Altino. Por outro lado, o Independência ficou com o vice-campeonato com a seguinte formação: Walter; Dilson, César (Sérgio), Carlos e Dedé (Acreano); Mundoca, Alan e Ciro; Jairo, Pitiú e Ivo. Técnico: Mário Vieira.

Independência segura o Rio Branco e conquista o título 

Com a ausência do Juventus pelo segundo ano seguido, o Campeonato de Acreano de 1998 contou com seis clubes: Rio Branco, Independência, Atlético Acreano, Vasco da Gama, Andirá e Adesg. No primeiro turno, o Rio Branco no jogo decisivo precisava vencer o Independência para levantar a taça. Fechado o tempo regulamentar, vitória estrelada por 2 a 1.  O Estrelão levou o turno com a seguinte formação: Waltemir; Hélio (Venícius), Alex, Carlos e Ricardo; Alan, Tiquinho, Zé Carioca (Luiz Carlos Paulista), Palmiro, Pitiú (Jorge) e Bala. O Independência ficou com o vice-campeonato do primeiro turno com: Klowsbey; Getúlio, Nego, César e Sérgio Cabeção; Dedé, Artemar, Redson e Papelim; Dênis (Jairo) e Marquinhos (Tidalzinho).

O zagueiro Nego e o capitão Papelim erguem o troféu de campeão da temporada 1998. Foto/Acervo Manoel Façanha

No returno, o Tricolor do Marinho Monte empatou sem gols contra o Rio Branco e garantiu o troféu de campeão. Com isso, o campeão de cada turno e mais uma equipe de melhor aproveitamento (Adesg) disputaram um triangular. No primeiro confronto, o Rio Branco tropeçou no representante de Senador Guiomard (2 a 2). Na sequência, o Independência, jogando no estádio Naborzão, superou o Leão guiomarense por 2 a 1. No jogo decisivo, dirigido pelo árbitro Marcus  Barros Café, o Tricolor do Marinho Monte, então comandado pelo ex-volante Gilmar Sales, segurou o empate sem gols diante do Rio Branco e conquistou o título da temporada. O atacante Palmiro (Rio Branco), 13 gols na temporada, foi o artilheiro do estadual.

Veja as escalações:

Independência FC: Klowsbey; Sérgio Cabeção, Jorge Cubu, Assis e Getúlio; Dedé, Nego, Papelim e Artemar (Dênis); Marquinhos Paquito e Jairo (Tinda). Técnico: Gilmar Sales.

Rio Branco FC: Waltermir; Lelo, Carlos, Alex e Luís Carlos; Hélio (Ciro), Alan, Biro-Biro (Pitiú); Bala, Palmiro (Vinícius) e Ivo. Técnico: João Duarte.

___________________________________________________________________________________________________

Neib marca no finalzinho e Vasco quebra jejum de 34 anos

O Campeonato Acreano de 1999 foi bastante animado. A competição registrou uma presença feminina na beira do gramado. A professora Cláudia Malheiro, então com 34 anos, era auxiliar técnica de Ulisses Torres.

O Torneio Início voltou a ser realizado naquela temporada, com o Rio Branco levando para a sua galeria o troféu “José Chalub Leite”, torcedor apaixonado do Estrelão e ícone de jornalismo esportivo acreano, mas falecido no ano anterior.

Naquela temporada, o Rio Branco abriu o Campeonato Acreano atropelando o Andirá por 8 a 1. O repertório de gols no início da competição motivou o time estrelado, mas no “Clássico Vovô”  contra o Independência, pela taça de campeão do primeiro turno, não resistiu ao Timão, perdendo por 1 a 0, gol do atacante Dênis, atleta que encheu os olhos do técnico Zagallo, tanto que o treinador acabou levando para a Portuguesa de Desportos, após a disputa Copa do Brasil: Independência 1 x 3 Portuguesa, em jogo disputado no Stadium José de Melo. No entanto, o jogador ficou pouco tempo no Canindé.

O atacante Neib marcou o gol do título vascaíno e colocou um ponto final no jejum de títulos do Almirante. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Na disputa do returno, o Independência, mesmo fora da briga pelo título, venceu o Rio Branco por 1 a 0, gol do meia Dirceu. O resultado eliminou o Estrelão e credenciou o Vasco da Gama, campeão do returno, como o adversário do clube do Marinho Monte na grande final.

Na finalíssima, ocorrida dia 16/07, com arbitragem de Paulo César de Oliveira, o equilíbrio marcou presença e o único gol da partida saiu de uma bola aérea vascaína. As duas torres do miolo de zaga tricolor (Sales e Nego) e o goleiro Klowsbey não acharam a bola e o baixinho Neib escorou a deusa branca para a rede do Independência. Festa da torcida vascaína nas arquibancadas do Stadium José de Melo. O árbitro da partida foi Paulo César Oliveira, hoje comentarista de arbitragem da Rede Globo. José Ferreira e Antônio Charles foram os assistentes.

Vasco da Gama – campeão Acreano-1999. Em pé, da esquerda para a direita: Roberto Boca de Cantor (massagista), Barriga, Faísca, China, Railton, Odinei, Juscelâneo, Gildázio (médico) e Roberto (mordomo). Agachados: Evandro, Mamude, Acreano, Jean, Biro-Biro, Ricardinho e Marquinhus Amor. Foto/Acervo Manoel Façanha

Veja as escalações

HISTORINHAS & ESCALAÇÕES – Com a vitória, o Vasco da Gama colocou um ponto final num jejum de 34 anos sem a conquista de um título estadual. O time vascaíno da decisão formou com: Faísca, Acreano, Juscelâneo, Benjonson e China; Mamude, Jean, Marquinhos Bombeiro (Odinei), Biro-Biro (Rol); Evandro Coala (Neib) e Rozier. Técnico: Ulisses Torres. O Tricolor ficou com o vice-campeonato com a seguinte formação: Klowsbey; Claudinho, Sales, Nego e Mariano; Jairo, Pereira, Artemar e Redson (Dirceu); Pitiú e Dênis (Robertinho). Técnico: José Ribamar. Os artilheiros da temporada foram: Rozier (Vasco da Gama), Pitiú (Independência) e Edilsinho (Rio Branco), todos com 8 gols.

Classificação Geral

1 Vasco da Gama…28

2) Independência….23

3) Rio Branco………..19

4) Adesg……………….12

5) Atlético-AC ………10

6) Andirá……………….00

Invicto, Estrelão conquista o quarto título no regime profissional

Após dois estaduais sem conquistar um título, o Rio Branco voltou a ficar com a taça de campeão de profissionais na temporada de 2000. Neste mesmo ano, a professora Cláudia Malheiro, no comando técnico do Andirá, foi a primeira mulher do país a dirigir um time de profissional. O Morcego fechou o returno na quarta posição e superando as equipes do Vasco da Gama e da Adesg.

Como nas temporadas de 1997/1998, a decisão do título voltou a ficar entre tricolores e estrelados. O Independência levou o primeiro turno de forma invicta, enquanto o Rio Branco conquistou o returno. O primeiro jogo das finais apontou um empate por 2 a 2. Na segunda e decisiva partida, dirigida pelo árbitro Marcus Café, as equipes voltaram a empatar, mas sem gols. Com isso, o jogo foi para uma prorrogação, com vitória estrelada por 3 a 0. Ricardinho, Papelim e Leonardo fizeram os gols da conquista do Rio Branco. O time campeão: Sampaio; Leonardo, Marcão, Romilton e Cairara; Odinei, Mundoca (Máximo), Jota Maria e Leli (Ricardinho); Tangará e Sandro. Técnico: Illimani Suares. O Independência ficou com o vice-campeonato e formou com: Tidalzinho; Elison (Marquinhos Bombeiro), Pereira, Jorge Cubu e Sérgio (Artemar); Dilson, Dedé, Alan e Dirceu; Redson e Vanilson (Cleudo). Técnico: José Ribamar

O artilheiro do estadual de 2000 foi o atacante Ricardinho (Rio Branco), com oito gols anotados.

Rio Branco FC, campeão acreano de 2000. Em pé: Illimani Suares (técnico), Tidal (prep. de goleiros), Sampaio, Romilton, Marcão, Sandro Goiano, Cairala, Nego, Papelim, Vinícius (prep. físico), Acosta, Sebastião Alencar (presidente) e Natal Xavier (diretor); Sentado: Marinho, João Paulo Quinari, Leli, Mundoca, Ricardinho, Leonardo, Tangará, Jota Maria, Moisés. No chão: Célio (roupeiro), Máximo, Miquinha, Marcelo Cabeção, Palmiro, Odinei, Edilio e Manoel (massagista). Foto: Manoel Façanha.

No duelo entre Davi e Golias, o Vasco derrubou o Rio Branco e levou a taça

Passados três mil anos, um novo confronto entre Davi e Golias, foi registrado bem longe do local original segundo as escrituras bíblicas. Trata-se da decisão do Campeonato Acreano de 2001, quando o poderoso Rio Branco perdeu surpreendentemente para o Vasco da Gama.

A temporada começou com a disputa do Torneio Início, competição conquistada nas cobranças de pênaltis pelo Independência diante do Andirá. Com a conquista, o Tricolor do Marinho Monte levou para casa o troféu in-memória ao ex-craque do clube, o lendário Bico-Bico.

No primeiro turno, o Rio Branco, ao comando do técnico Artur Ribeiro (Artur Pai d’égua) e dos jogadores Maradona, Palmiro, Ricardinho e Marajó, sobrou em campo e levou o título, após vitória num jogo-extra contra a Adesg por 1 a 0.

No returno, o Vasco da Gama, após trocar duas vezes de treinador (saíram Raimundo Ferreira e Gilmar Sales), passou a ser comandado pelo experiente técnico Marcelo Altino, esse demitido do Rio Branco no início da temporada. Na decisão do returno, o arrumado Vasco da Gama superou o Independência por 3 a 1, resultado que colocou o clube da final da competição.

Vasco da Gama – campeão acreano de 2001. Em pé, da esquerda para a direita: Faísca, Ferreira, Índio, Ciro, Gato, Paulinho, Marco Antônio Tucho, Evilásio, Cleyton e Josué. Agachados: Adélcio (massagista), Airton, Marquinhos Calafate, Mamude, Dário, Paquito, Siqueira, Gean e Caiqué. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Com finais extras, Rio Branco e Vasco da Gama jogaram duas vezes. No primeiro jogo, vitória do Rio Branco por 2 a 0. No segundo e decisivo duelo, o Rio Branco fez um jogo ruim contra o aplicado Vasco da Gama. O resultado foi uma vitória vascaína no tempo normal de jogo por 1 a 0, gol anotado pelo atacante Evilásio. Com esse resultado, a disputa da taça foi para uma prorrogação. Logo no início, o meia Ciro fez bela assistência para o atacante Índio desviar para a rede do goleiro estrelado Sampaio. Foi o gol que garantiu o segundo título vascaíno no regime do profissionalismo. O artilheiro da competição foi o meia Maradona (Rio Branco), oito gols.

Veja as escalações

Vasco da Gama: Faísca; Paquito, Marco Antônio Tucho, Josué e Mamude; Marquinhos Calafate, Jean, Gato (Paulinho) e Siqueira (Dário); Ciro e Evilásio (Índio). Técnico: Marcelo Altino.

Rio Branco FC: Sampaio; Leonardo, Gean, Sousa e Máximo; Cairara (Dirceu), Miquinha, Leivinha (Ricardinho) e Maradona; Vanilson (Palmiro) e Marajó. Técnico: Artur Ribeiro.

Rio Branco aplica o troco no Vasco e volta ao topo

A taça de campeão do XIV Campeonato Acreano de Profissional 2002 acabou indo para a galeria de troféus do Rio Branco FC. No entanto, a temporada começou com a conquista do Torneio Início por parte do Atlético Acreano, após vitória por 2 a 1 contra o Andirá EC. Ricardinho e Pitiú fizeram os gols do time celeste, enquanto Davi descontou para o Morcego.

No primeiro turno, o Rio Branco levou a melhor quatro vitórias e apenas um revés pelo placar mínimo – derrota pelo placar mínimo diante da Adesg. Outros resultados foram: (1 a 0 Atlético Acreano), (1 a 0 Andirá), (2 a 0 Vasco da Gama) e (1 x 0 Independência).

No returno, o Rio Branco atropelou seus adversários e levou para casa o troféu “Jota Edson”, jornalista falecido naquele ano após trágico acidente automobilístico. No jogo decisivo do returno, a equipe estrelada superou o vice-campeão Vasco da Gama por 4 a 0, gols de Tangará (2x), Ananias e Vanilson Pena. O jogo da final teve no apito o árbitro Marcus Café, enquanto a artilharia da temporada foi dividida entre jogadores Tangará (Rio Branco) e Palmiro (Atlético Acreano), seis gols cada.

Rio Branco – campeão acreano de 2002. Em pé, da esquerda para a direita: Waltermir, Mundoca, Agnaldo, Maurício e Fábio. Agachados: Leonardo, Ananias, Tangará, Miquinha, Dedé e Javan. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Veja as escalações

Rio Branco FC: Waltemir; Leonardo, Fábio, Maurício e Ananias; Miquinha, Dedé, Mundoca (Berg) e Javan; Tangará (Mastrillo) e Agnaldo (Vanilson). Técnico: Papelim

Vasco da Gama: Faísca; Paquito, Marco Antônio Tucho, Juscelâneo (Airton) e Mamude; Edílio, Siqueira, João Paulo e Ciro; Marcelo Cabeção e Jota Maria (Elói). Técnico: Ulisses Torres.

Veja a classificação: Rio Branco FC (campeão, 27 pts); Vasco da Gama (vice, 20 pts); Adesg (3º lugar, 12 pts); Atlético Acreano (4º lugar, 10 pts); Independência (5º lugar, 10 pts) e Andirá (6º lugar, 08 pts).

Os atacantes Tangará (Rio Branco) e Palmiro (Atlético) foram os artilheiros da competição. Cada atleta marcou 6 gols.

Rio Branco impõe novo vice-campeonato ao Vasco 

O ano futebolístico de 2003 começou com a disputa do Torneio Início e a conquista do troféu “José Aníbal Tinôco”), ex-goleiro e técnico do futebol acreano e falecido no início daquela temporada. Coube a conquista do troféu in-memória ao desportista à equipe do Juventus, onde o Tinôco fez história, tanto como goleiro quanto como treinador. Digno de registro que a agremiação juventina retornava ao futebol profissional naquele ano e o troféu foi oferecido pela Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea).

Com um time competitivo e contando com o oportunismo do recém-chegado artilheiro Juliano César, o Rio Branco venceu o primeiro turno com autoridade. O Vasco da Gama ficou em segundo, seguido de perto pelo Juventus. No returno, o Rio Branco estreou com boa vitória, fora de casa, contra a Adesg por 3 a 0. Ananias, Rozier e Diogo fizeram os gols do time estrelado. O bom resultado embalou o Rio Branco para a conquista do bicampeonato. No jogo decisivo contra o Vasco da Gama, o Estrelão dominou a partida e venceu por 2 a 0, gols de Juliano César e Marcelo Cabeção.

Rio Branco FC, campeão acreano de 2003. Em pé, da esquerda para a direita: Célio (roupeiro), Ismael, Tangará, Rozier, Davi, Diogo, Ananias, Marcão, Luís Carlos, Maurício. Segunda fila: Getúlio Pinheiro (presidente), Papelim (técnico), Máximo, Dudu, Acosta, Ben Jonson, Norton (médico), Manoel (massagista) e Natal Xavier (vice-presidente). Sentados: Diogo Elias (supervisor), Ley, Duarte, Miquinha, Ricardinho, Léo, Juliano, João Paulo, Marcelo Cabeção e Wallace. Foto/Manoel Façanha.

A formação do título invicto do Rio Branco foi a seguinte: Máximo; Ley, Dudu, Marcão e Ananias; Wallace, Ismael, João Paulo e Rozier; Diego (Maurício) e Juliano César. Técnico: Flaviano Caruta (Papelim).

O Vasco da Gama voltou a ficar com o vice-campeonato. Veja a escalação do Almirante: Tidalzinho; Paquito, Djailton, Josué e Mamude; Marquinhos Calafate (Babá), Bigal (Tom) e Ednaldo (Neib); Alcione e Evilásio. Técnico: Raimundo Ferreira. O árbitro da partida foi Francisco Teles, assistido por Luciana Oliveira e Carlos Augusto.

Com um futebol refinando e o faro de gol aguçado, o artilheiro da competição foi o atacante Juliano César (Rio Branco FC), 13 gols.

Tricampeão: ninguém consegue parar Juliano César e o Rio Branco

Novamente a disputa da temporada esportiva acreana foi aberta com a realização do Torneio Início/2004, competição organizada pela Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea). Naquele ano, o troféu de campeão in-memória ao ex-jogador estrelado “Bruno Couro Velho”, teve como destino a galeria de troféus do Independência, ao superar o Juventus por 2 a 1.

Com a participação de sete equipes: Rio Branco, Independência, Juventus, Atlético Acreano, Vasco da Gama, Andirá e Adesg, o primeiro turno do estadual (Taça Cidade de Rio Branco) foi conquistado pelo Juventus, após a perda de seis pontos do time atleticano, por escalar jogadores irregulares. Naquela temporada, o Juventus, campeão do primeiro turno, contou com a presença do goleiro Weverton, então com 16 anos. Consta no currículo do atleta uma medalha de ouro olímpica (Rio-2016), 12 títulos com a camisa do Palmeiras e ainda uma participação numa edição de Copa do Mundo (Catar-2022). Os demais jogadores do time vice-campeão juventino foram: Jefferson, Nego, Toninho e Ge (David); Acreano, Odinei, Marquinhos (Dácio) e Léo; Pelezinho e Jefferson Castanheira.

No returno, o Rio Branco venceu de forma invicta, empatando apenas uma partida contra o Independência. Com a conquista, o time estrelado levou para a sua sala de troféu  a taça “Manoel Gomes”, ex-atleta do futebol local e prefeito de Senador Guiomard.

Com o Juventus levando o primeiro turno e a equipe do Rio Branco o returno, as duas equipes realizaram dois jogos extras para se conhecer o campeão da temporada de 2004. No primeiro e no segundo duelo, vitória estrelada pelo placar de 2 a 0, gols anotados pelo artilheiro Juliano César. O jogo decisivo teve no apito o árbitro Airton Viana, com Carlos Augusto e Rener Santos na assistência.

Rio Branco – campeão acreano de 2004. Em pé, da esquerda para a direita: Marquinho Costa, Nego Cajazeira, Máximo, Erismeu, Acosta, Dudu, Vítor, Ismael, Rozier e Ananias. Agachados: Doka Madureira, Wilsinho, Babá, João Paulo, Marquinhos Calafate, César, Ley e Juliano César. Foto/Manoel Façanha.

Veja as escalações:

Rio Branco FC: Máximo; João Paulo, Dudu, Marcão e Ananias; Ismael, Dema (Ley) e Rozier; Wilsinho (Babá), César e Juliano César. Técnico: João Carlos Cavallo.

Juventus: Weverton; Jeferson, Nego, Toninho e Acreano; Odinei, Marquinhos (Dácio) Ge (David) e Léo (João Paulo); Pelezinho e Jeferson Castanheira. Técnico: Ulisses Torres.

Com um futebol refinando e o faro de gol aguçado, o artilheiro da competição foi, novamente, o atacante Juliano César (Rio Branco FC), 16 gols.

Adesg ameaça, mas o Rio Branco consegue imbatível 

Pela primeira vez na história do futebol acreano, o Torneio Início foi realizado em 21 de abril de 2005, data alusiva ao mártir Tiradentes. A Associação dos Cronistas Esportivos (Acea) voltou a organizar a competição e ofereceu um show de prêmios aos presentes. Com a bola rolando, coube ao time da Associação Desportiva Senador Guiomard (Adesg) a conquista da taça de campeão, ao comando do técnico Marquinhos Bahia, ex-jogador e campeão brasileiro pelo tricolor baiano, em 1988. Na grande final, vitória do Leão diante do Juventus por 2 a 0, gols de Célio e Márcio.

Equipe da Adesg que conquistou o vice-campeonato da elite do futebol acreano, em 2005. Foto/Manoel Façanha

Com a bola rolando para o XVII Campeonato de Profissionais, o Rio Branco iniciou a corrida ao tetracampeonato de forma espetacular, ao aplicar uma goleada histórica no Clássico Vovô diante do Independência por 7 a 0. Por outro lado, a badalada Adesg perdeu na estreia para o Juventus por 2 a 1. Porém, a equipe guiomarense se recuperou durante o transcorrer do turno, tanto que aplicou uma goleada de 5 a 2 no Vasco, assim levando para casa o troféu “Francisco Euzébio”.

No returno, numa temporada excepcional do artilheiro Juliano César, o Rio Branco conquistou, de forma invicta, o troféu in-memória ao ex-jogador juventino Eliézio Pinheiro Mansour (Nego).

Rio Branco – campeão acreano de 2005. Em pé, da esquerda para a direita: Donizete, Dudu, Bonieque, Marinho, Val Manaus, Acosta, Raiscifran, Amarilzon, Norge Romero (médico), Selcimar Maciel (treinador de goleiros) e João Carlos Cavalo (técnico). Agachados: Zedivan, Ley, Zé Marco, Bazinho, Ananias, Zezé, Juliano César, Dema, Neib, Marquinhos Calafate e Manoel (massagista). Foto/Manoel Façanha.

Com campeões de turno diferentes, as equipes da Adesg e do Rio Branco fizeram a decisão daquele ano. No primeiro confronto, o Estrelão mostrou força e venceu por 3 a 0. No segundo e decisivo jogo, o empate sem gol gols garantiu o terceiro tetracampeonato da história ao clube (1935/1936/1937/1938); (1943/1944/1945/1946) e (2002/2003/2004/2005). O Rio Branco levou para casa o troféu in-memória ao ex-jogador, cronista esportivo e ex-presidente da FAD, jornalista Campos Pereira com a seguinte formação: Raiscifran (Acosta); Ley, Dudu, Donizete e Ananias; Zé Marco, Dema (Marquinhos Calafate), Zedivan e Zezé (Val); Bazinho e Juliano César. Técnico: João Carlos Cavallo. O Leão guiomarense ficou com o vice-campeonato com a seguinte formação: Welder; Samuel, Célio, Alex e Oliveira; Cacique, Bigal (Estevam), Marcelinho e Márcio (Biroca); Alexandre Love (Elíseo) e Zico. Técnico: Marquinhos Bahia.

O jogo decisivo (26/06/2005), que contou com 943 pagantes nas arquibancadas do Stadium José de Melo (R$ 3.044,00), foi conduzido pelo árbitro Marcelo Henrique e assistido por Carlos Augusto e Justino Aprígio. Pelo terceiro ano seguido, o atacante Juliano César fechou a temporada na artilharia, com 19 gols (quase 20% do total de gols do torneio). Na temporada 2005, as redes balançaram por 103 vezes em 33 partidas, proporcionando média de 3,12 gols por jogo. Por outro lado, a competição apresentou uma média de 6,39 cartões amarelos (211 sufrágios, 48 deles aplicados para atletas da Adesg, um cartão a mais do que o aplicado ao time estrelado). O Independência foi o clube mais indisciplinado com 11 cartões vermelhos em 10 jogos disputados (1,1 por jogo).

Curiosidade: O técnico João Carlos Cavallo e os jogadores Raiscifran, Donizete, Zé Marco, Zedivan, Sidney, Marinho, João Paulo, Bazinho e Juliano César conquistaram dois estaduais nesta temporada (2005). O primeiro deles foi o campeonato amazonense pelo Grêmio Atlético Coariense.

Enfim, a Adesg conquista o seu primeiro título no profissional

Depois de 14 anos na fila, uma equipe do interior do estado conquistou o título de campeão. A proeza coube à equipe da Adesg na temporada de 2006. No entanto, a temporada começou com a conquista do título do Torneio Início por parte do Rio Branco. O clube estrelado pelo feito levou para casa o troféu “Eduardo Rodrigues Filho (Dadão)”, ofertado pela Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea) e entregue pelo próprio homenageado, após vitória na decisão sobre o São Francisco, ocorrida nas cobranças de pênaltis.

O Campeonato Acreano de 2006 prometia muito acirramento, isso pelo fato de as equipes irem ao mercado e trazerem jogadores de diversas parte do país. Um desses jogadores foi o atacante Marcelo Brás, atleta que, posteriormente, fez história com a camisa do Rio Branco, mas que chegou ao futebol acreano para reforçar o Independência.

Com um investimento superior a cifra de R$ 100 mil, realizado pelo então prefeito Celso Ribeiro (Senador Guiomard), a Adesg trouxe vários jogadores do futebol Candango e ainda o técnico Marquinhos Bahia.

Adesg vence os dois turnos e fica com a taça

Com as equipes divididas em duas chaves, a Adesg e o Rio Branco eliminaram nas semifinais Andirá (3 a 2) e Independência (2 a 1), respectivamente. Na decisão do primeiro turno, o Rio Branco ainda chegou a abrir o placar com Juliano César, mas o volante Samuel deixou tudo igual e levou a decisão do turno às cobranças de pênaltis. Nas cobranças de tiros livres, o estrelado Felipe desperdiçou sua cobrança e a Adesg conquistou a primeira parte do estadual.

O returno começou com uma boa notícia de investimento do poder público da ordem de R$ 370 mil na competição. Na segunda parte do torneio, o Independência cresceu na competição, tanto que venceu por duas oportunidades o Clássico Vovô contra o Rio Branco (2 a 1 e 1 a 0). O atacante Marcelo Brás foi o carrasco do Estrelão, marcando gols importantes no clássico.

Adesg – campeã acreana de 2006. Em pé, da esquerda para a direita: Marquinhos Bahia (técnico), Zinho, Clayton, Alcione, Eliseu, Badu, Carlos Eduardo, Pio, Osmair, Fernando e Panda. Agachados: Cacique, Michel, Mariozan, Rogerinho, Kleir, Rogerinho Quinari, Vaval, Samuel, Ricardinho e Luiz Carlos. Foto: Manoel Façanha

Final – O Independência chegou à decisão do returno diante da Adesg com duas baixas importantes: o artilheiro Marcelo Brás e o maestro Ciro, ambos suspensos. Por outro lado, o time guiomarense não pôde contar com o zagueiro Panda e o meia Alcione, mas nada que impedisse uma vitória por 3 a 0, gols anotados por Michel (2x) e Rogerinho. O Leão foi campeão com a seguinte formação: Osmair; Clein, Pio, Badu e Carlos Eduardo (Gessé); Ricardinho (Cacique), Vaval, Rogerinho, Mariozan; Michel e Samuel. Por outro lado, o Tricolor formou na decisão com: Tidalzinho; Léo, Marcão, João Santos e Fábio (Lucas); Nego, Duarte, Castanheira e Márcio (Vitor); Gaúcho e Pitiú (Biroca). Técnico: Gilmar Sales.

Veja os números da competição:

Pelo quarto ano seguido, o artilheiro da competição foi o atacante Juliano César. O atleta estrelado marcou 9 gols na temporada. A competição apresentou média de 3,38 gols (115 gols anotados). O Leão guiomarense fechou a competição com o melhor ataque (23 gols anotados) e melhor defesa (6 gols sofridos). O torneio apresentou 240 cartões amarelos (7,05 por jogo) e 55 cartões vermelhos (1,61 por jogo).

Veja a classificação: Adesg (campeão, 27 pts); Rio Branco FC (vice, 19 pts); Independência (3º lugar, 16 pts); Andirá EC (4º lugar, 11 pts); Juventus (5º lugar, 10 pts) e Vasco da Gama (6º lugar, 08 pts); Atlético (7º lugar, 03 pts) e São Francisco (8º lugar, 01 pt).

Rio Branco recupera a hegemonia e chega ao 9º título 

O Campeonato Acreano de 2007 voltou a perder a presença de um dos seus ilustre participantes: Atlético Clube Juventus. Os dirigentes do Clube do Povo protocolaram o pedido de afastamento e a justificativa foi ausência de caixa para colocar o time em campo. Com isso, o torneio daquele ano contou com a presença de sete clubes: Rio Branco, Independência, Atlético Acreano, Vasco da Gama, Andirá, Adesg e São Francisco.

O Torneio Início seguiu abrindo o calendário de atividades do futebol local. A grande novidade da competição não era a contratação de nenhum craque ou a chagada de um grande patrocinador, mas sim, o palco da disputa dos jogos: o estádio Arena da Floresta, recém-inaugurado.

Com a presença de 4 mil torcedores, as equipes do Rio Branco e do São Francisco fizeram à decisão. O Estrelão com gols de Ley e Paulinho Pitbull superou o time católico por 2 a 0, levando para casa o troféu in-memória ao cronista esportivo “Delmiro Xavier”. O Torneio Início mais uma vez foi organizado pela Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea).

Manoel Façanha, então presidente da Acea, durante solenidade de abertura do Torneio Início do Campeonato Acreano 2007 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Nesta temporada, o Rio Branco foi ao mercado e trouxe de volta o maestro Testinha. No entanto, após um empate diante do Independência, a crise bateu à porta do Mais Querido e a queda do técnico João Carlos Cavallo foi inevitável. O ex-jogador e técnico Artur Oliveira assumiu o cargo.

Com uma equipe qualificada, o Rio Branco goleou o Vasco da Gama por 6 a 1 diante de 636 pagantes. O resultado garantiu ao time estrelado a conquista do primeiro turno com um jogo de antecipação.

No returno, a locomotiva do Rio Branco seguiu nos trilhos, apesar de um empate somente no apagar das luzes diante do Andirá, num gol bastante questionando pelos andiraenses. Como ocorreu no primeiro turno, o Estrelão levou o returno de forma invicta e com um jogo de antecipação, numa vitória diante do Vasco da Gama por 3 a 1, gols anotados pelos jogadores Juliano César, Zezé e Marcelo Brás. O atacante Marcelo Cabeção fez o gol de honra do time Cruz Maltino. O Rio Branco conquistou o título com a seguinte formação: Vinícius; Ailton, Rangel, Marcão e Esquerdinha; Marquinhos, Neném, Ismael e Zezé; Marcelo Brás e Juliano César. Técnico: Artur de Oliveira.

Pelo título conquistado, a FFAC ofereceu o troféu “Rui Macaco” à equipe estrelada. O artilheiro da competição, pelo quinto ano seguido, foi o rondoniense Juliano César, com 14 gols na temporada. O torneio contou com 42 partidas e 137 gols foram anotados, proporcionando média de 3,13 gols por jogo. O Rio Branco fechou a competição com o título de melhor ataque (37 gols), enquanto o Andirá fechou a temporada com o requisito de melhor defesa, apenas 7 gols.

Cláudia Malheiro, a primeira treinadora de futebol profissional do país, durante treino do Andirá na temporada 2000. Foto/Manoel Façanha.

Na classificação geral, o Andirá, ao comando da técnica Cláudia Malheiro, fechou o torneio com o inédito vice-campeonato. Veja como ficou a classificação geral com a pontuação de cada clube: 1) Rio Branco (32), 2) Andirá EC (22); 3) Vasco (14); 4) Adesg; 5) São Francisco (14); 6) Independência (13) e 7) Atlético Acreano (10).

Rio Branco vence o clássico pai e filho e crava o 10º título da era profissional

Na véspera do Conselho Arbitral do Campeonato Acreano de 2008 existiam rumores da participação do Acre FC, equipe que estava sendo criada por um grupo de empresários, mas tudo ficou apenas nos rumores e a competição contou com a participação de nove clubes. Nesta temporada surgem as participações do Plácido de Castro e do Náuas, equipes do interior do estado, além do retorno aos gramados do Juventus. Rio Branco, Independência, Atlético Acreano, Vasco da Gama, Adesg e São Francisco completaram a lista de participantes.

Mostrando ser forte candidato ao bicampeonato, o Rio Branco, diante de 1.086 pagantes, atropelou no primeiro turno o Independência por 9 a 2. O título estrelado do primeiro turno poderia ser invicto, mas o Rio Branco acabou perdendo para o Juventus por 3 a 1, algo que não ocorria há quase quatro temporadas. O revés foi o primeiro do Mais Querido no estádio Arena da Floresta – estádio inaugurado em 17 de dezembro de 2006.

A disputa do returno do estadual foi disputado por apenas seis equipes: Rio Branco, Juventus, Independência, Plácido de Castro, Náuas e Adesg. Atlético, São Francisco e Vasco da Gama foram eliminados.

Os personagens da final e outras informações

Com  a bola rolando, a competição ficou bipolarizada entre as equipes do Rio Branco e do Juventus. Os dois clubes chegaram a última rodada em igualdade de condições com a presença de 2.311 pagantes nas arquibancadas da Arena da Floresta. Com um gol do atacante Marcelo Brás, aos 27 minutos do primeiro tempo, o Estrelão venceu o clássico “Pai e Filho” e faturou o bicampeonato. O Rio Branco conquistou o título com a seguinte formação: Gustavo; Ley, Rodrigão, Alex e Ivan (Ananias); Zé Marco, Marcelo Pinheiro, Doca (Zannine), Testinha (Neném), Marcelo Brás e Juliano César. Técnico: Pedrinho Rocha. O vice-campeonato ficou com o Clube do Povo e o time da decisão foi o seguinte: Douglas; Bruno, Jeferson, Zidane e Antônio Marcos; Moisés, Erismeu (Ancelmo) e Thiago Carioca; Guilber (Wanderson) e Araújo Jordão. Técnico: Ulisses Torres.

Os números do Campeonato Acreano de 2008 foram os seguintes: 51 jogos realizados, 189 gols marcados, proporcionando uma média 3,71 gols por jogo. O Rio Branco fechou a temporada com o melhor ataque: 42 gols anotados. Por outro lado, o Juventus encerrou a competição com o título de melhor defesa, com apenas 11 gols sofridos em 13 jogos realizados, enquanto a pior defesa do torneio ficou com o Independência, 33 gols sofridos em 13 jogos realizados. A artilharia da competição foi dividida pelos jogadores Marcelo Cabeção (Independência), Marcelo Brás (Rio Branco), Araújo (Juventus) e Zico (Plácido de Castro), todos com 9 gols.

A classificação geral do Campeonato Acreano de 2008 foi a seguinte: 1) Rio Branco (36); 2) Juventus (32); 3) Plácido de Castro (20); 4) Náuas (17); 5) Independência (16); 6) Adesg (11); 7) Vasco da Gama (09); 8) São Francisco (04) e 9) Atlético Acreano (03).

Eficiente na defesa, Juventus conquista o seu 5º título

Depois de 13 anos de jejum, a torcida do AC Juventus pôde, enfim, soltar o grito de é campeão…

Na temporada de 2009, o time juventino começou a competição amargando um empate sem gols contra o modesto Andirá. O técnico Edson Maria (Som) chegou a balançar no cargo, mas seguiu no comando do Clube do Povo e confirmou o seu primeiro título na função de treinador.

O Campeonato Acreano de 2009 começou com o retorno do Andirá EC, após um ano de ausência da competição. O Morcego chegou a disputar as semifinais do primeiro turno, mas não avançou a grande decisão.

Com grandes defesas e uma invencibilidade de 450 minutos sem levar gols, o goleiro juventino Douglas foi peça chave na conquista do Clube do Povo. O bom momento fez o atleta migrar no mesmo ano para o arquirrival Rio Branco na disputa do Campeonato Brasileiro da Série C.

Com uma invencibilidade de 450 minutos sem levar gols, o goleiro Douglas foi peça chave na conquista juventina. Foto/Manoel Façanha

O Juventus para conquistar o seu quinto título de profissionais venceu na disputa do turno e returno as equipes do Rio Branco e do Náuas, respectivamente, nas cobranças de pênaltis.

No jogo decisivo do returno, contra o Náuas, o Clube do Povo ficou no empate por 1 a 1, em jogo assistido por 1.611 pagantes (R$ 10.090,00). Jeferson (contra) e o juventino Luís Rômulo anotaram os gols da final. Com a igualdade no placar, a decisão do título do returno acabou indo às cobranças de pênaltis, com vitória rubro negra por 3 a 1. Vanderci, Thiago Sapão e Dinho perderam suas cobranças para o Náuas, enquanto Luiz Rômulo para o Juventus. Por outro lado, os juventinos Hulan, Ayrson e Jeferson converteram suas cobranças e Luiz Henrique descontou para o Náuas.

O meia Luís Rômulo, com a bola, fez o gol do empate juventino que garantiu o título estadual de 2009. Foto/Manoel Façanha

Veja as escalações do jogo decisivo

A partida decisiva foi conduzida pelo árbitro Carlos Ronne Casas, assistido por Carlos Augusto e Rodomilson Lucas. O Juventus foi campeão com a seguinte formação: Douglas, Muniz (Baiano), Jefferson, Zidane e Antônio Marcos (Airson); Hulan; João Paulo, Thiago Carioca e Luís Rômulo; Marcelo Cabeção (Obina) e Araújo Jordão. Técnico: Edson Maria. O Náuas perdeu o título do returno com: Faísca, Calisto (Luís Henrique), Fábio, Josimar e Vandecir; Rudson Leandro, Thiago Sapão e Bergson (Ítalo); Bruno Silva e Dinho. Técnico: José Armando.

Jogadores e integrantes da comissão-técnica juventina comemoram o título no gramado da Arena da Floresta. Foto/Manoel Façanha

A briga pela artilharia do estadual foi compartilhada mais uma vez. Josa (Atlético-AC) e Ailton (Vasco-AC) fecharam a competição com 10 gols cada. Na matemática dos números, o estadual contou com 51 partidas e 205 gols (média de 4,02 gols por jogo). O Estrelão ficou com o melhor ataque (39 gols), enquanto o Juventus, a melhor defesa (14 gols).

Veja a classificação geral: 1) AC Juventus (26); 2) Rio Branco (30); 3) Atlético-AC (20); 4) Vasco-AC (16); 5) Náuas (15); 6) Andirá (11); 7) São Francisco (7); 8) Adesg (6); 9) Independência (6) e 10) Plácido de Castro (5).

Curiosidade: O Rio Branco fechou a competição invicto, não perdendo sequer uma partida no tempo normal e ainda somando quatro pontos a mais em relação ao campeão Juventus na classificação geral.

Com 10 clubes na disputa, deu Rio Branco outra vez

A disputa do Campeonato Acreano 2010 contou com a presença de mais um clube do interior do estado: Alto Acre FC, totalizando a participação de quatro clubes dos municípios acreanos na competição.

Com a presença de 10 clubes, jogando entre si, as quatro melhores equipes avançaram no torneio para brigarem pela taça de campeão no sistema mata-mata. O Alto Acre chegou no torneio disposto a brigar por uma vaga na segunda fase, tanto que contratou o meia-atacante Miguel Mercado, atleta que teve passagem pela seleção boliviana. No entanto, a equipe fechou a competição na sexta posição. Outro time interiorano que queria chegar à fase final foi o Plácido de Castro, mas a diretoria do clube pisou no tomate e escalou irregularmente o volante Paulista. O atleta tinha três cartões amarelos e o clube, apesar do aviso da Federação de Futebol do Acre (FFAC), teimou em colocar em campo. O resultado foi a perda de três pontos e, consequentemente, a vaga nas semifinais para o AC Juventus.

Rio Branco – campeão acreano de 2010. Em pé, da esquerda para a direita: Célio, Douglas, Marquinhos Costa, Rafael, Ismael, Rizo, Esquerdinha, Acosta, Juliano César, Neném, Lucas Cintra, Dorielson e Cássio. Agachados: Marco Antônio, Zé Ricarte, Evilásio, Testinha, Ananias, Ley, Zé Marco, Araújo, Ancelmo e Venícius. Foto/Manoel Façanha.

A grande decisão da temporada ficou entre o Rio Branco e o Náuas. O jogo decisivo ocorreu no dia 6/6 e contou com a presença de 4.683 pagantes (R$ 32.640,00). Um empate no tempo normal de partida por 1 a 1 (gols de Marcelinho para o Náuas, e Ley a favor do Rio Branco), bastou para o Estrelão, então comandado pelo técnico Thiago Nunes, que posteriormente passou por Atlhético-PR, Corinthians-SP, Botafogo-RJ, Ceará e hoje está na LDU-EQU, ficar com a taça de campeão, isso graças à vitória conquistada no primeiro jogo das finais diante do Cacique por 5 a 3.

O então desconhecido técnico Tiago Nunes com a taça de campeão acreano da temporada/2010. Foto/Manoel Façanha

Veja as escalações:

Rio Branco: Douglas; Ley, Marquinhos Costa (Rizo), Rafael e Ananias; Zé Marco, Ismael, Ancelmo e Testinha (Marco Antônio); Juliano César (Evilásio) e Araújo Jordão. Técnico: Tiago Nunes.

Náuas: Darlan; Coída, Acreano (Serginho), Fofão e Batista; Eder, Doni, Marcelinho e Poló (Ilame); Neto Manaus e Emerson. Técnico: Neneca.

Veja a classificação geral:

1º) Rio Branco FC (34); 2º) Náuas (27); 3º) Atlético-AC (18); 4º) Juventus (15); 5º) Plácido de Castro (14); 6º) Alto Acre (13); 7º) Independência (08); 8º) Adesg (07); 9º) Vasco da Gama (6) e 10º) Andirá EC (01).

Nesta temporada, o atacante Juliano César acabou conquistando sua sexta artilharia do Campeonato Acreano. O atleta, que levou para casa o troféu “Diogo Elias”, fez 14 gols na temporada, superando Leonardo, do Atlético-AC, 11 gols. O torneio registrou 52 partidas, 192 gols, totalizando uma média de 3,69. O  melhor ataque do estadual ficou com o Estrelão, 40 gols, enquanto a defesa menos vazada coube ao Náuas, 11 gols.

Confira a seleção do estadual

Finalizado o estadual, a Associação dos Cronistas Esportivo do Acre (Acea) elegeu a seleção da competição. Veja os eleitos: Douglas/goleiro (RBFC); Ley/lateral direito (RBFC); Willian/lateral esquerdo (Plácido); Iéslei/zagueiro (Atlético-AC); Flávio/zagueiro (Náuas); Éder/volante (Náuas), Marcelinho/volante (Náuas); Ancelmo/meia (RBFC) e Testinha/meia (RBFC); Juliano César/atacante  (RBFC) e Leonardo/atacante (Atlético-AC); Técnico: Neneca; craque: Ancelmo (RBFC); revelação: Wilian (Plácido de Castro).

 Rio Branco leva o troféu “Escapulário”, o 12º do regime profissional

Depois de três derrotas seguidas em clássicos, dois deles para o arquirrival Juventus, ainda na fase classificatória, o Rio Branco deu a volta por cima e conquistou em grande estilo o título estadual de 2011.

No segundo e decisivo jogo diante do Plácido de Castro – no primeiro duelo registrou um empate por 1 a 1, o Estrelão conseguiu superar o Tigre do Abunã por 1 a 0, gol anotado pelo atacante Juliano César, aos 5 minutos da etapa inicial. O clube secular (fundado em 1919) pela proeza levou para sua galeia troféu in-memória ao ex-jogador Escapulário, falecido em 2011.

O jogo decisivo ocorreu dia no dia 3 de julho. Nas arquibancadas do estádio Arena da Floresta, as duas torcidas (4.095 pagantes – R$ 28.835,00) deram um show de cores, com cartazes, sinalizadores, bandeiras e muita alegria no rosto. O árbitro Carlos Santos conduziu o jogo decisivo, assistido por Civaldo Neri e Justino Aprígio.

Veja os números, artilheiros e escalações

Na temporada 2011, o torneio registrou 62 partidas e 205 gols (3,3 por partida). Os atacantes Nilton Goiano (Plácido) e Jô (Juventus) dividiram a artilharia, cada um marcando 11 gols. O Rio Branco fechou o torneio com o melhor ataque (42 gols) e o Atlético Acreano a melhor defesa (18 gols).

O Estrelão conquistou o título com a seguinte formação: Córdova; Balu, Wendell, Rodrigão e Rogério (Ananias); Paulinho Pitbull, Ismael, Rossini e Juliano César; Paulo Krauss e Araújo Jordão. Técnico: Everton Goiano. O Tigre do Abunã perdeu com: Máximo; Anderson, Ray Manaus, Dieguinho, Batista (George), Douglas (Hamilton), Iris, Renan Carioca (Renan Plácido), Tiago; Nilton Goiano e Zico. Técnico: Luís Carlos.

Veja a classificação geral:

1º) Rio Branco FC (38); 2º) Plácido de Castro (24); 3º) Atlético-AC (34); 4º) Juventus (33); 5º) Náuas (16); 6º) Adesg (15); 7º) Alto Acre (12); 8º) Independência (04)

Curiosidade: Os dois finalistas, assim como nos anos anteriores, representaram o estado em competições nacionais (Brasileirão das séries C e D). Naquele ano (2011), através de convênio assinado com o governo do Acre, o Tigre do Abunã recebeu incentivo de R$ 300 mil e o Estrelão R$ 450 mil, para representarem o estado nas disputas das séries D e C, respectivamente.

Juventus tem cinco nomes na seleção

Com o fim do Campeonato Acreano 2011, os cronistas esportivos elegeram os melhores da competição. O Juventus liderou a lista de premiados. Ao todo, o Clube do Povo teve cinco indicações: Neilson (lateral direito), Bajuca (zagueiro), Alfredo (lateral esquerdo), Douglas (meia) e Jô (atacante). Os demais eleitos foram: Máximo (goleiro/Plácido de Castro); Rodrigão (zagueiro, Rio Branco); Tragodara (volante/Atlético), Ismael (volante/Rio Branco); Polaco (meia/Atlético) e Nilton Goiano (atacante/Plácido de Castro); Revelação: Polaco (Atlético); Craque: Jô (AC Juventus); Técnico: Everton Goiano (Rio Branco); Árbitro: Carlos Santos; Assistentes: Civaldo Neri e Roseane Amorim.

Galo quase quebra jejum de títulos, mas o Rio Branco seguiu imbatível

Numa final de sete gols, disputada dia 27 de maio de 2012, no estádio Arena da Floresta, o Rio Branco derrotou, de virada, o Atlético Acreano por 4 a 3, conquistando assim, o título de tricampeão acreano e o 13º da história do clube no regime profissional.

Veja como foi a decisão

Os 1.496 pagantes que foram naquele domingo de maio prestigiar o confronto do segundo jogo das finais do Campeonato Acreano, observaram dois momentos distintos da partida. No primeiro tempo, um Galo briguento e brilhante, tanto que abriu três gols de vantagem no placar,  com dois gols de Josy e um de Ailton. Na etapa complementar, o Rio Branco foi avassalador e conseguiu na base da experiência de seus jogadores uma virada sensacional com gols de Araújo Jordão, Diego (contra) e Kleyr (2x).

O capitão Ismael ergue mais uma taça para a galeria do Estrelão. Foto/Manoel Façanha

Veja os números, artilheiros e escalações

Na temporada 2012, o torneio registrou 62 partidas e 222 gols (3,58 por partida). O atacante Eduardo (Independência) finalizou a competição como artilheiro, 13 gols. O Rio Branco fechou o torneio com o melhor ataque (60 gols) e o Independência a melhor defesa (23 gols).

Confira as escalações

Invicto, o Rio Branco conquistou o tricampeonato (2010/2011/2012), após um susto na decisão dando pelo time celeste. Foto/Manoel Façanha

Rio Branco FC: Vanderlei, Ednei, Rodrigão (Juliano/Neném), Guilherme e Xaró; Araújo Goiano, Luciano, Diego Silva e Tomaz (Douglas); Araújo e Kleyr. Técnico: Guilherme Macuglia

Atlético Acreano: Máximo; João Carlos (Chumbo), Diego, Ceildo, Fábio, Tragodara, Leandro, Geovane, Gessé (Pato), Josy (Matheus Marques) e Ailton. Técnico: Álvaro Miguéis

Veja a classificação geral:

1º) Rio Branco FC (46); 2º) Atlético Acreano (28); 3º) Independência (26); 4º) Plácido de Castro (20); 5º) Juventus (20); 6º) Andirá (16); 7º) Náuas (15); 8º) Alto Acre (03)

Veja os melhores da temporada

Eleitos pela crônica esportiva, os melhores da temporada posam para registro histórico. Foto/Manoel Façanha

Com o fim do Estadual de 2012, os cronistas esportivos acreanos elegeram os melhores da temporada. A eleição foi organizada pela Federação de Futebol do Acre, com apoio da Associação dos Cronistas Esportivos. A entrega da premiação ocorreu cinco dias após a decisão. O Rio Branco liderou a lista de premiados. Ao todo, o Mais Querido teve seis indicações: Ednei (lateral direito), Xaró (lateral esquerdo), Paulinho Pitbull e Ismael (volantes), Douglas (Meia) e Kleir (atacante). A seleção foi completada com outros cinco jogadores: Rafael (goleiro/Plácido);  Pé de Ferro (zagueiro/Independência) e Ceildo (zagueiro/Atlético); Josy (meia/Atlético) e Eduardo (atacante/Andirá). O técnico Álvaro Miguéis (Atlético Acreano) foi eleito o melhor da competição. O treinador celeste recebeu 11 votos, contra 01 de José Ribamar (Independência) outros dois votos foram em branco.

Os cronistas esportivos elegeram Leandro (Atlético Acreano), como a revelação da competição. O meia Josy (Atlético Acreano) foi eleito o craque do Estadual.

A história das finais

Na história das finais, as equipes do Rio Branco e do Atlético Acreano já haviam disputado cinco decisões antes da final de 2012. Duas elas foram disputadas em 1962, ano em que o território do Acre foi emancipado politicamente. O Estrelão venceu a primeira com o Acre território, e o Galo a outra, com o estado já emancipado politicamente da união.

Plácido supera no jogo e nos pênaltis o Rio Branco e faz história

O Campeonato Acreano 2013 mostrou muito equilíbrio e uma surpresa. Rio Branco, Plácido de Castro, Atlético Acreano, Juventus e Galvez brigaram pelas primeiras posições na tabela de classificação. No entanto, o Tigre do Abunã mostrou força, equilíbrio e consistência e papou o primeiro turno ao derrotar, no jogo decisivo, o Rio Branco FC por 1 a 0. No returno, o Rio Branco se recuperou bem e conseguiu fechar a fase classificatória na primeira posição, enquanto o Atlético Acreano terminou em segundo. Os dois times foram para a disputa das semifinais com a vantagem de jogar por dois empates contra Galvez (4º colocado) e Plácido de Castro (3º colocado), respectivamente. Nas semifinais, o Rio Branco eliminou o Galvez, após um empate. Por outro lado, o Plácido de Castro despachou o Galo Carijó e voltou a uma final.

Finais

No jogo decisivo, houve um show da artista/cantora Valeska Popozuda e outro do Tigre do Abunã. Com a bola rolando, o Plácido  de Castro surpreendeu e venceu o Rio Branco por 3 a 0,  após derrota no primeiro jogo das finais por 2 a 0. O duelo foi disputado no estádio Florestão, com a presença de 1.417 pagantes e renda de R$ 22.350,00. O árbitro Antônio Nericlaudio dirigiu o duelo, assistido por Rener Santos e Jean Carlos. Renatinho, Renan Plácido e Joel fizeram os gols da vitória do Tigre.

Prorrogação

O resultado levou a disputa do título para uma prorrogação, isso pelo fato de o Estrelão ter vencido o primeiro jogo das finais por 2 a 0, mas as duas equipes pouco fizeram para chegar ao gol do título, exceto num lance que o atacante Marcelo Brás deixou o alvirrubro Pretinho livre para mandar a bola para a rede. Porém, o goleiro placidiano Robson fez milagre e levou a disputa do troféu in-memória ao ex-presidente da Federação de Futebol do Acre “Adel Derze” para as cobranças de penalidades.

Pênaltis

Com defesas seguras durante as penalidades de Ley e Robe, o goleiro placidiano Robson, brilhou debaixo da trave e garantiu o título inédito e a vaga na Copa do Brasil ao Tigre do Abunã, por 4 a 2.

O Plácido de Castro, campeão estadual, foi o time que levou mais troféus na premiação dos melhores da temporada 2013. Foto/Manoel Façanha

Veja as escalações dos finalistas

Plácido de Castro: Robson; Iris (Joel), Gilson, Gato e Zagalo (Uilian); Dime, Rogério, Renatinho e Wellington Cabeça; Renan e Sandro Goiano (Zico). Técnico: Nilton Nery

Rio Branco FC: Douglas; Ley, Pé de Ferro (Marquinhos Costa), Eric e Ananias; Araújo Goiano, Ismael e Neném; Marcelo Brás, Araújo Jordão e Juliano César. Técnico: Luís Carlos.

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano Chevrolet/2013 teve uma queda de seis gols em relação à última temporada. Naquele ano, foram assinalados 222 gols, média de 3,58 por partida. Já nesta temporada foram 216 gols em 62 jogos (3,48 por jogo). O torneio ainda teve 330 cartões amarelos (5,15 p/p) e 41 cartões vermelhos (0,64 p/p). O atacante Juliano César (Rio Branco) anotou 16 gols e foi o artilheiro da competição. Ailton/Juventus (14) e Gessé/Atlético (11).

Classificação: 1º) Plácido de Castro (35); 2º) Rio Branco FC (41); 3º) Atlético (31); 4º) Galvez (25); 5º) Juventus (19); 6º) Alto Acre (11); 7º) Andirá (09); 8º) Náuas (05)

Plácido domina a seleções dos melhores

O Plácido de Castro, campeão estadual, foi o time que levou mais troféus na premiação dos melhores da temporada 2013, um total de cinco. O goleiro Robson, o zagueiro Gilson (eleito o craque da competição), o volante Dime, o meia Wellington Cabeça e o técnico Nilton Nery figuraram na seleção do campeonato. O Tigre do Abunã ainda contou com o revelação do torneio, o goleiro Robson. O vice-campeão Rio Branco teve três jogadores na seleção: o zagueiro Erick, o meia Testinha, e o atacante Juliano César. O lateral direito Chumbo (Galvez), o lateral esquerdo Matheus (Atlético), o atacante Ailton (AC Juventus) e o volante Leandro (Galvez EC) completaram a seleção. O técnico placidiano Nilton Nery foi eleito o melhor da temporada, enquanto o árbitro Antonio Nericlaudio foi apontado o melhor da temporada. Rener Santos e Márcio Cristiano foram escolhidos os melhores assistentes do estadual.

Invicto, Galo perde para o Rio Branco e prolonga jejum de títulos

Numa decisão cheia de adrenalina, com quatro gols (2 a 2), tempo extra com igualdade no placar, penalidades e recorde de público (3.688 pagantes – R$ 20.890,00, mas lembrando que os portões foram abertos pela ausência de ingressos à venda e, com isso, o público estimado superou 5 mil presentes), o Rio Branco FC acabou superando nas cobranças de pênaltis, no estádio Arena da Floresta, o Atlético Acreano e, assim, conquistando o título de campeão estadual da temporada de 2014.

Por outro lado, o Galo Carijó terminou o estadual na segunda posição e com um retrospecto invejável de nenhuma derrota no torneio. O único revés veio nas penalidades, algo que acabou prolongando o jejum de títulos na agremiação para 23 anos.

Veja as escalações

Rio Branco: Ney; Bruno (Lucas), Rodrigo, André Alves e Sander; Bruno Vieira, Kássio, Alcione e Matheus Cruz (Polaco); Adriano Louzada e Willian Saroá (Neto). Técnico: João Carlos Cavallo

Atlético: Máximo; Ley, Marquinhos Costa, Luciano e Esquerdinha; Araújo Goiano, Neném (Ismael), Wilson e Josy (Testinha); Juliano César e Eduardo (Ciel). Técnico: Zé Marco.

Rio Branco – campeão acreano de 2014. Em pé, da esquerda para a direita: Ney, William Saroá, Alcione, André Alves, Kássio, Rodrigo e Tidalzinho (treinador de goleiros). Agachados. Tita (massagista), Bruno, Matheus, Bruno Vieira, Adriano Louzada e Sander. Foto/Francisco Dandão

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano Chevrolet/2014 contou com 62 partidas e 195 gols, média de 3,23 por jogo. O atacante Gustavo (Vasco da Gama) anotou gols e foi o artilheiro da competição. Na sequência ficaram: Adriano/Náuas (07), Careca e Ferrari (Galvez) e Tiago (Rio Branco), 5 gols cada.

Classificação: 1º) Rio Branco (36); 2º) Atlético (42); 3º) Plácido de Castro (26); 4º) Galvez (19); 5º) Vasco (15); 6º) Náuas (15); 7º) Alto Acre (11); 8º) Andirá (07)

Atlético perde o título, mas lidera a lista dos melhores

Com o fim do Estadual de 2014, os cronistas esportivos acreanos elegeram os melhores da temporada. O Atlético Acreano liderou a lista dos premiados. Ao todo, o Galo Carijó teve seis indicações: Máximo (goleiro) Ley (lateral direito), Marquinhos Costa (zagueiro), Araújo Goiano e Wilson (volantes) e Juliano César (atacante). Outros cinco jogadores eleitos foram: Gilson (zagueiro – Plácido de Castro), Sander (lateral esquerdo – Rio Branco), Douglas (meia – Plácido), Gustavo (meia – Vasco) e Adriano Louzada (atacante – Rio Branco). O técnico Zé Marco (Atlético Acreano) foi eleito o melhor da competição. O treinador celeste recebeu 14 votos.

Os cronistas esportivos, um total de 22, também elegeram Adriano (Náuas), como a revelação da competição, após vitória apertada (7 a 6) contra Careca (Galvez). O meia Gustavo (Vasco da Gama) foi eleito o craque do Estadual, com oito votos, contra quatro votos dos laterais Sander (Rio Branco) e Ley (Atlético Acreano).

Rio Branco supera o Galvez e leva o troféu Edmir Gadelha

Com uma vitória sobre o Galvez EC por 2 a 0, o Rio Branco FC conquistou, no dia 27 de junho, no estádio Florestão, o estadual da temporada 2015. O troféu de campeão (in-memória ao ex-presidente estrelado Edmir Borges Gadelha) deu ainda ao time estrelado vagas nas competições nacionais. Por outro lado, o vice-campeonato credenciou o Galvez para a sua primeira participação numa edição de Copa do Brasil. Robinho e Evandro Russo fizeram os gols do título estrelado.

O jogo decisivo contou com a presença de 1.762 pagantes (R$ 12.670,00) e foi conduzido pelo árbitro Josimar Almeida. Jean Carlos e Civaldo Neri foram os árbitros assistentes.

Veja as escalações dos times finalistas:

Rio Branco: Tiago Rocha; Pedro Balú, Martinez, Carciano e Tiaguinho; Mazagão (Aguinaldo), Evandro Russo (Jeferson) e Kássio; Robinho (Joel), Dudu e Alexandre Matão. Técnico: Nei Gaúcho

Galvez: Máximo; Rick, Rafael, Diego e Pretinho; Tom, Alcione, Wellington Cabeça e Neném; Adriano Louzada (Juliano César) e Deivid. Técnico: Artur Oliveira.

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano Gazin/2015 contou com 62 partidas e 213 gols, média de 3,43 por jogo. O atacante Alexandre Matão (Rio Branco) anotou 14 gols e foi o artilheiro da competição.

Classificação: 1º) Rio Branco (42); 2º) Galvez (27); 3º) Atlético (36); 4º) Plácido de Castro (23); 5º) Amax (19); 6º) Vasco da Gama (11); 7º) Alto Acre (11); 8º) Náuas (07)

Estrelão lidera a lista dos melhores; Matão é o artilheiro e o craque da competição

 No dia 27 de junho, a Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea) divulgou a Seleção do Campeonato Acreano 2015. O bicampeão Rio Branco dominou a lista com sete indicações. O Galvez apareceu logo depois com dois nomes. Plácido de Castro e Atlético Acreano fecharam a lista com um nome cada.

Com 14 gols na disputa do estadual, o atacante gaúcho Alexandre Matão, com passagem pelas categorias de base do Fluminense-RJ, acabou eleito o craque da competição, com cinco votos contra quatro de Alcione (Galvez) e dois de Testinha (Atlético Acreano).

A revelação da temporada foi Jô (Alto Acre).Na briga de melhor técnico da competição, Célio Ivan (Plácido de Castro) superou Artur Oliveira (Galvez), com 9 votos contra 6.

A seleção da temporada foi fechada com a escolha do trio de arbitragem. O árbitro Carlos Ronne superou Antonio Neuriclaudio e Josimar Almeida e foi o melhor da temporada. Rener Santos e Jean Carlos foram os assistentes de melhor desempenho.

Veja a lista dos melhores: Máximo (goleiro/Plácido); Balú (lateral direito/Rio Branco); Carciano e Martinez (zagueiros/Rio Branco); Fábio Júnior (Lateral esquerdo/Plácido); Mazagão e Kinho (volantes/Rio Branco); Testinha (meia/Atlético) e Neném (meia/Galvez); Alexandre Matão e Robinho (atacantes/Rio Branco).

Fim de jejum, Galo volta erguer uma taça de campeão

Depois de 24 anos8 meses e 20 dias, o torcedor celeste pode então soltar o esperado grito de “campeão” da garganta. No dia 21 de maio, com a presença de 1.350 pagantes (R$ 9.895,00), no estádio Florestão, o Atlético Acreano voltou a vencer o Rio Branco (2 a 1) e acabou conquistando o 28º do Campeonato Acreano de Profissionais/2016. O jogo foi conduzido pelo árbitro Josimar Almeida, assistido por Marcio Cristiano e Jean Carlos. Os gols do triunfo celeste foram assinalados pelo craque Polaco, de voleio, e Renato, de cabeça. Matheus Carioca descontou para o Rio Branco.

Curiosidade: o ex-governador e então senador Jorge Viana (PT) esteve presente na decisão e entregou o troféu de campeão ao capitão celeste Josy. O político assistiu ao jogo do lado do saudoso presidente Aquino Lopes (FFAC) e afirmou, para surpresa de alguns, que acompanhava tudo do futebol local, tanto que conhecia com propriedade o fato de o time celeste ser uma equipe caseira, exceto o atacante Rafael Barros, esse natural de Boa Vista (RR).

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano/2016 contou com 45 partidas e 151 gols, média de 3,1 por jogo. O atacante Tonho Cabañas (Galvez) anotou 11 gols e foi o artilheiro da competição.

Classificação: 1º) Atlético (36); 2º) Rio Branco (28); 3º) Galvez (26); 4º) Vasco da Gama (13); 5º) Alto Acre (13); 6º) Plácido de Castro (08); 7º) Andirá (04); 8º) Amax (03)

Veja as escalações:

Atlético: Franco, Januário, Diego, Pé de Ferro, Alfredo; Leandro, Tragodara (Renato), Eduardo (Pisika), Josy (Fellype), Polaco; Rafael Barros. Técnico: Álvaro Miguéis

Rio Branco: Nunes, Ley, Erick, André e Romarinho; Paulinho Pitbull, Cácio (Matheus), Neném (Emerson Martins), Geovane; Neto Pessôa e Dênis (Matheus Malveira). Técnico: Edson Junior

Galo faz barba, cabelo e bigode na lista dos melhores de 2016

Finalizada a disputa do Campeonato Acreano 2016, os cronistas esportivos acreanos elegeram os melhores da temporada. A entrega da premiação ocorreu somente no mês de dezembro, na festa de encerramento das atividades da entidade esportiva. O Atlético Acreano fez barba, cabelo e bigode, com sete nomes na seleção: Alfredo (lateral esquerdo), Diego e Pé de Ferro (zagueiros), Leandro (volante), Josy e Polaco (meias) e Eduardo (atacante). O goleiro Máximo (Galvez) conquistou o posto de melhor da posição do torneio de forma unânime, com 15 votos. A Lista foi completada com o volante Olliver (Galvez) , Ley (Rio Branco) e o atacante Tonho Cabañas (Galvez).

O clube celeste ainda emplacou o craque e a revelação da competição. Polaco teve 10 dos 15 votos, superando o companheiro de equipe Josy (4 votos). O posto de melhor técnico da temporada coube ao professor Álvaro Miguéis (Atlético Acreano). O profissional recebeu 14 votos, contra apenas um de Edson Júnior (Rio Branco).

Com 12 votos, o árbitro Carlos Ronne acabou eleito o melhor da temporada, superando Josimar Almeida, dois votos, e Antonio Pinheiro, um voto. Numa disputa acirrada, Rener Santos, com 10 votos, Jean Carlos, votos, foram eleitos os melhores assistentes.

Atlético conquista o seu primeiro bicampeonato era profissional

Na temporada de 2017, uma vitória, de virada, dia 13 de maio, na Arena da Floresta, diante do Rio Branco (3 a 1) garantiu ao Atlético Acreano o seu terceiro título de profissionais (1991, 2016 e 2017). No início do confronto decisivo o Rio Branco bem que tentou impedir a conquista do bicampeonato celeste, com Gustavo Xuxa, ainda no primeiro tempo, abrindo o placar a favor do alvirrubro. No entanto, na etapa final de jogo, o Galo Carijó reagiu e marcou três vezes, com Ailton, Eduardo e Alfredo. Com o encerramento do Campeonato Acreano, as duas equipes ganharam o direito de representar o Acre na disputa do Campeonato Brasileiro da Série D.

A competição contou com oito equipes e o jogo decisivo apresentou público de 1.500 pagantes e renda de R$ 17.000,00. Josimar Almeida foi o árbitro principal. Marcio Cristiano e Israel Sampaio foram os árbitros assistentes.

Veja as escalações dos finalistas:

Atlético Acreano: Babau, Januário, Pé de Ferro, Diego, Jeferson (Alfredo); Leandro (Tragodara), Joel, Careca; Eduardo, Polaco e Ailton (Matheus Damasceno). Técnico: Álvaro Miguéis

Rio Branco-AC: Jean, Renato (Lucas Caprioli), Lucas, Patrick, Carlos Alexandre; Fábio Gomes, Dos Santos, Matheus (Adriano), Gustavo Xuxa; Araújo Jordão e Romário (Graxa). Técnico: Paulo Roberto Oliveira

Galo domina a seleção dos melhores

Os cronistas esportivos acreanos elegeram a seleção do Campeonato Acreano/2017. O Atlético Acreano liderou a lista dos premiados. Ao todo, o Galo Carijó teve sete indicações: Babau (goleiro) Januário (lateral direito), Diego e Pé de Ferro (zagueiros), Leandro Jucá e Joel (volantes) e Careca (meia). O lateral esquerdo Thiaguinho (Galvez), o meia-atacante Xuxa (RBFC) e os atacantes Araújo Jordão (RBFC) e Marcelo Brás, esse unanimidade entre os votantes, completaram a seleção.

O técnico Álvaro Miguéis (Atlético Acreano) ganhou a coroa de melhor técnico pela terceira vez (2012/2016/2017). O treinador recebeu 11 votos, contra dois destinados ao mago Marcelo Altino (Humaitá).

Os cronistas esportivos, um total de 13, também elegeram Matheus Nego (Rio Branco), como a revelação da com petição. O meia Careca (Atlético Acreano) foi eleito o craque do Estadual.

Com boas atuações, o experiente Josimar Almeida foi eleito o melhor árbitro da temporada. Rener Santos Roseane Amorim foram os escolhidos os melhores da posição.

 


Rio Branco chega a mais de 50% dos títulos na era do regime profissional

O Rio Branco é o clube com o maior número de títulos estaduais na era do futebol profissional no estado do Acre. Ao vencer o Galvez no clássico por 3 a 0 na segunda partida das finais do campeonato de 2018, ocorrida dia 8 de abril, o Estrelão passou a somar dezesseis conquistas em 30 estaduais disputados. Fechado o estadual de 2018, somente o Rio Branco e outros cinco clubes acreanos já haviam conquistado um título no regime profissional: Juventus (1989, 1990, 1995, 1996 e 2009), Atlético Acreano (1991, 2016 e 2017), Independência (1993 e 1998), Vasco da Gama (1999 e 2001), Adesg (2006) e Plácido de Castro (2013).

A respeito da conquista da temporada de 2018, não se pode dizer, entretanto, que foi uma conquista das mais fáceis, houveram alguns tropeços no meio do caminho. Caso da derrota por 2 a 1 para o Plácido de Castro, na terceira rodada do primeiro returno. E caso também do revés por 3 a 1 para o Galvez nas semifinais do mesmo primeiro turno. Portanto, não chegar sequer à disputa da final do turno foi demais para um clube de tantas glórias e tradição. E aí sobrou para o técnico Cristian de Souza, demitido logo após a derrota para o Galvez. No lugar dele assumiu o preparador físico Jader Andrade, que deu outra cara ao então vacilante Estrelão.

Mudança radical e mais um título para o José de Melo

Se no primeiro turno, o Rio Branco jamais demonstrou a segurança de um clube vencedor, tudo se inverteu no returno do campeonato. Dos cinco jogos disputados nessa fase, o time venceu quatro (São Francisco, 5 a 0; Vasco da Gama, 4 a 0; Galvez, 3 a 2; e Atlético, 1 a 0) e empatou um (Humaitá, 0 a 0). O Rio Branco chegou voando às finais do campeonato diante do Galvez, que havia vencido o primeiro turno. E embora o primeiro dos dois jogos decisivos tenha terminado num empate por 2 gols a 2, no segundo confronto registrou-se um passeio do Estrelão: 3 a 0 sem maiores sustos.

Ajustado em todas as suas linhas, o Rio Branco viu o caminho aberto para o título já aos 8 minutos. do primeiro tempo, com o gol marcado pelo atacante Matheus Oliveira. Na segunda etapa, o mesmo Matheus Oliveira ampliou para 2 a 0, aos 19 minutos. E o placar foi fechado por Geovane, aos 39 minutos.

A partida foi disputada no estádio Florestão e contou com a presença de 1.265 pagantes (R$ 13.800,00). O árbitro Carlos Santos conduziu o jogo decisivo, enquanto Márcio Cristiano e Fábio Nascimento foram os assistentes da partida.

Veja as escalações dos finalistas

Rio Branco: Vanderlei; Igor (Lucas), Patrick, Cris e Adriano Chuva; Léo Maceió (Dos Santos), Joel, Geovani e Diogo Dolem; Matheus Nego (Souza) e Matheus Oliveira. Técnico: Jader Andrade.

Galvez: Galvez – Máximo; Chumbo (Tonho Cabañas), Gilson, Rafael e Taumaturgo; Kinho (Neném), Ley (Taffarel), Léo e Ciel; Adriano e Daniego. Técnico: Zé Marco.

Rio Branco dominou a seleção da temporada

Para selar a conquista, o Estrelão viu seis dos seus atletas escolhidos para a seleção do campeonato, eleita pela crônica esportiva. Veja a lista: Vanderlei (goleiro), Igor (lateral direito), Joel (volante), Adriano Chuva (lateral esquerdo), Diogo Dolem (meia) e Matheus Oliveira (atacante). João Marcos (zagueiro, Atlético), Gilson (zagueiro, Galvez), Léo Mineiro (meia, Galvez) e Ciel (meia, Galvez) completaram a lista dos melhores.

A lista dos melhores da competição contou ainda com o Árbitro Antônio Neuricláudio e os assistentes Rener Santos e Márcio Cristian.

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano/2018 contou com 36 partidas e 120 gols, média de 3,3 por jogo. O meia Ciel (Galvez) anotou gols e foi o artilheiro da competição.

Classificação: 1º) Rio Branco FC (26); 2º) Atlético (21); 3º) Galvez (18); 4º) Plácido de Castro (15); 5º) Humaitá (13); 6º) Vasco da Gama (04); 7º) Andirá (03); 8º) São Francisco (00).

Nos pênaltis, Galo frusta sonho do primeiro título do Imperador Galvez

O futebol acreano teve um novo e velho campeão. Na noite do dia 22 de abril de 2019, na Arena da Floresta, numa final polêmica e com direito a erro de arbitragem, o Atlético Acreano, após novo empate contra o Galvez pelo placar de 1 a 1, venceu a disputa do estadual nas cobranças de penalidades por 5 a 4, assim chegando ao seu quarto título no regime de profissional.

A competição contou com a participação de 10 equipes e no jogo decisivo o público presente foi de 1.250 pagantes para uma renda de R$ 12.910,00. O árbitro José Antônio de Almeida Pinheiro comandou o duelo e Marcio Cristiano e Fábio Nascimento foram os assistentes.

Resumo do jogo

Jogadores e comissão técnica do Atlético Acreano perfilam para foto histórica do título da temporada de 2019. Foto/Sérgio Vale

O Galvez começou a decisão no ataque e ainda no primeiro minuto, Ciel e Adriano tramaram jogada pelo lado direito e o segundo, após deixada de bola, chutou no cantinho do goleiro Miller para abrir o placar.

Três minutos depois, após cruzamento da direita, o goleiro Tião espalmou a bola nos pés de Careca. O jogador celeste não perdoou e deixou tudo igual no placar.

Nos acréscimos do primeiro, aos 46 minutos, o atacante Adriano se livrou da marcação do zagueiro Gabriel e na grande área sofreu a carga do jogador celeste, mas o árbitro Antonio Pinheiro não interpretou como falta e mandou seguir o jogo e ainda aplicou cartão amarelo no atacante do Galvez.

O Imperador retornou dos vestiários mais afoito e buscando o gol do Galo, mas não conseguiu envolver a defensiva do adversário.

Após os dez minutos, o jogo ficou “quente”, tanto que o árbitro Antonio Pinheiro expulsou Matheus e Binho após troca de farpas e, na sequência, o atacante Stênio foi dedurado pelo assistente Fábio Nascimento por uma cotovelada no volante Vilson, assim também indo para o chuveiro mais cedo.

Com um jogador a mais em campo em relação ao time celeste, o Galvez passou a pressionar mais o gol do Galo Carijó, mas sem sucesso.

Nos pênaltis, o Galo foi melhor

Nas cobranças de penalidades, o Galo Carijó voltou a mostrar eficiência e venceu por 5 a 4. Igor, Lucas, Marcílio, Gabriel e Diogo marcaram para o time celeste. Ciel, Adriano, Jeferson e Daniego anotaram as penalidades do Galvez, mas o volante imperialista Renato chutou a bola sobre o gol de Babau.

O meia atacante Diogo comemora o gol celeste na última cobrança da decisão de pênaltis.. Foto/Manoel Façanha

Veja as escalações dos finalistas

Atlético-AC: Miller (Babau); Matheus, Gabriel, Douglas e Igor; Leandro, Marquinhos (Marcílio) e Diogo; Careca (Lucas Capixaba), Araújo Jordão e Stênio. Técnico: Álvaro Miguéis

Galvez: Tião; Renato, Jô, Reginaldo e Thiaguinho (Alemão); Vilson (Daniego), Neném (Neto), Jeferson e Ciel: Adriano e Binho. Técnico: Zé Marco.

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano/2019 contou com 43 partidas e 178 gols, média de 4,13 por jogo. O atacante Adriano (Galvez) anotou gols e foi o artilheiro da competição.

Classificação: 1º) Atlético (33); 2º) Galvez (27); 3º) Rio Branco (20); 4º) Independência (13); 5º) Plácido de Castro (12); 6º) Vasco da Gama (12); 7º) Andirá (09); 8º) SC Humaitá (09); 9º) São Francisco (06); 10º) Náuas (04)

Atlético-AC domina a seleção do estadual

A Associação dos Cronistas Esportivos (ACEA) elegeu os melhores da temporada e o campeão Atlético Acreano dominou a lista da seleção. O clube celeste emplacou cinco nomes entre os melhores, seguido de Rio Branco, Galvez e Plácido, com três, dois e um indicado, respectivamente. Veja a seleção: Goleiro: Miller (Atlético); Lateral direito: Laion (Plácido); Zagueiros: Gabriel (Atlético) e Gilson (Rio Branco); Lateral esquerdo: Ítalo (Rio Branco); Volantes: Leandro (Atlético) e Neném (Galvez); Meias: Doka (Rio Branco) e Careca (Atlético); Adriano (Galvez) e Diogo (Atlético).

O atacante Adriano (D) levou o título de melhor da temporada. Foto/Sérgio Vale

Os cronistas esportivos também elegeram Gabriel (Atlético Acreano) como o craque revelação da temporada. O atacante Adriano (Galvez) foi indicado pela grande maioria dos votantes como o craque do Estadual. Na beira do gramado, o técnico Álvaro Miguéis foi escolhido como o melhor da competição.

O título de melhor árbitro da temporada ficou com Antonio Marivaldo. Jean Carlos e Mário Júnior foram indicados os melhores assistentes.

Enfim, o Imperador Galvez conquista o seu primeiro título na elite

O Galvez, após bater na trave três vezes (2015/2018/2019), enfim, conquistou na tarde e noite do dia 12 de setembro de 2020, no estádio Arena da Floresta, o seu primeiro título de campeão acreano de futebol profissional, ao vencer o Rio Branco por 2 a 0, em jogo válido pela final do returno do estadual. Os gols do título histórico do Imperador foram anotados somente na etapa complementar de partida, através de Daniego e Índio.

Na temporada 2020, a competição registrou a presença de nove clubes e o jogo decisivo não contou com a presença do público nas arquibancadas, isso justificado pelo fato de o mundo viver o primeiro ano da pandemia do novo coronavírus. O primeiro turno do estadual foi finalizado no dia 17 de março (ainda com público), mas a retomada da competição ocorreu somente dia 16 de agosto (sem público), após sinal verde das autoridades sanitárias. O árbitro do jogo decisivo foi Fábio Santos de Santana. Rener Santos e Verônica Severino foram os assistentes.

Campanha do campeão

O Galvez levou o título após 12 jogos realizados. O time imperialista venceu 8 partidas, perdeu outras e empatou 1. O clube militar visitou as redes por 37 oportunidades e levou apenas 11 gols. Lembrando que nesta edição da competição não houve a escolha dos melhores do estadual.

Galvez – campeão de 2020. Em pé, da esquerda para a direita: João Marcos, Alcione, Rafael, Alfredo, Miller e Tidalzinho (treinador de goleiros). Agachados: (?) Radames, Thomas Ben-Hur, Daniego, Joel e Weverton. Foto/Manoel Façanha

Veja as escalações dos finalistas

Rio Branco: Bruno, Sabella (Matheus Cruz), Zé Henrique, Wallinson, Ramon (Lyniker), Bruce, Wandinho, Cassiano (Magno), Guilherme Campana, Filipe (Eriano) e Marcos (Breno). Técnico: Jader de Andrade

Galvez: Miller, Renato, Jô, Weverton, Giovani (Alfredo), Joel, Neto, Adriano (Mamude/Cristian), Índio, Daniego (Erick) e Filipe. Técnico: Zé Marco.

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano/2020 contou com 42 partidas e 177 gols, média de 4,21 por jogo. O meia Ciel (Atlético) e o atacante Daniego (Galvez) anotaram 9 gols cada e foram os artilheiros da competição.

Classificação: 1º) Galvez (35); 2º) Atlético Acreano (24); 3º) Rio Branco (24); 4º) Plácido de Castro (22); 5º) Náuas (09); 6º) Humaitá (09); 7º) Andirá (09); 8º) São Francisco (03); 9º) Vasco da Gama (00).

Rio Branco reage, vence o returno e supera na final o Humaitá nos pênaltis

Na temporada 2021, o Rio Branco voltou ao topo do futebol acreano. Na tarde e noite do dia 9 de outubro, no estádio Arena da Floresta, o time estrelado superou o Humaitá no tempo normal por 1 a 0 e levou a decisão da taça de campeão acreano 2021 para a prorrogação, mas o título veio somente nas cobranças de penalidades (4 a 2), após empate sem gols no tempo extra.

Um dos heróis da conquista do Rio Branco foi meia-atacante Gabriel Ceará. O atleta marcou o gol da vitória no tempo normal em cobrança de penalidade. A partida foi dirigida pelo árbitro Julian Negreiros. Jean Carlos Rodrigues e Roseane Amorim trabalharam como árbitros assistentes.

Com o triunfo, assistido por apenas 247 pagantes (R$ 2.770,00), o Rio Branco chegou ao seu 47º título do Campeonato Acreano. O clube Alvirrubro disputou todas as edições do torneio, um total de 92 (1919-2021). Na era do profissionalismo, o Rio Branco chegou a 27 finais das 33 realizadas, conquistando 17 títulos.

Na decisão de 2021, o Rio Branco levou a melhor sobre o Humaitá. Foto/Manoel Façanha

Campanha dos finalistas

Com sete vitórias, dois empates e quatro derrotas e 24 gols marcados e 13 sofridos, o Rio Branco fechou sua participação de forma vitoriosa na disputa do Campeonato Acreano 2021.

Já o Tourão do Humaitá fechou sua participação histórica no estadual 2021 com nove vitórias, dois empates e duas derrotas, 27 gols marcados e sete sofridos.

Veja as escalações dos finalistas

Rio Branco: Elvis; Peu, Uberaba, Martony e Rogério; Jackson, Marcelinho Araxá (Leandro Bahia), Gabriel Ceará; Wanderson (Fafá), Índio (Mamude) e Caique. Técnico: Marcelo Brás.

Humaitá: Martins; Bazuca, Jeferson, Vinícius e Gilberto (Paulo); André, Matheus, Rômulo (Vinícius) e Odair; Gleisson e Luan (Gustavo). Técnico: Márcio Martins.

Jogadores do Rio Branco comemoram título no centro do gramado do estádio Arena da Floresta. Foto/Sérgio Vale

Veja um raio-x dos números do Acreanão/2021

Fechado o Campeonato Acreano 2021, o Humaitá, campeão do primeiro turno e vice-campeão no cômputo geral, não somente fechou o torneio como o dono do melhor ataque e defesa, mas também como o time que somou o maior número de pontos.

Conforme levantamento, o Tourão do Humaitá fez 13 jogos, com 9 vitórias, empates e derrotas (74,35%). O time de Porto Acre marcou 27 gols e sofreu apenas 7, saldo de 20 gols. O campeão Rio Branco fez 13 jogos, com sete vitórias, 2 empates e 4 derrotas, totalizando 23 pontos (58,97%), mesma pontuação do Atlético Acreano.

No requisito pior defesa da competição apareceu o Plácido de Castro. O Tigre do Abunã nesta temporada sofreu 36 gols em oito jogos – foram sete derrotas e um empate, média de 4,5 gols por partida. Já o pior ataque do estadual nesta temporada foi do Náuas. Sétimo colocado na temporada, o Cacique do Juruá marcou apenas 3 gols em 8 jogos disputados.

No quesito gols marcados, os atacantes Digão (Atlético-AC) e Gabriel Ceará (Rio Branco) terminaram o torneio na ponta da artilharia, ambos assinalando 7 gols. Na sequência, com um gol a menos, figurou o atacante Gleisson (Humaitá). Alesson (Galvez) e Wanderson (Rio Branco-AC) dividiram a quarta posição na tábua de artilheiros, ambos com 5 gols.

O atacante Gabriel Ceará comemora o gol da vitória do Estrelão com os companheiros de equipe. Foto/Sergio Vale

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano/2021 contou com 44 partidas e 134 gols, média de 3,04 por jogo. O meia Gabriel Ceará (Rio Branco) e o atacante Digão, cada um com gols, dividiram a artilharia do estadual.

Classificação: 1º) Rio Branco (23); 2º) SC Humaitá (29); 3º) Atlético (23); 4º) Galvez (17); 5º) Vasco da Gama (10); 6º) São Francisco (08); 7º) Náuas (08); 8º) Andirá (06); 9º) Plácido de Castro (01).

Pelo segundo ano seguido não houve escolha dos melhores do Campeonato Acreano.

Invicto, Humaitá conquista o inédito título de campeão acreano

Vira e mexe algum clube do interior do Brasil apronta pra cima dos chamados grandes. E este ano, a façanha coube ao Humaitá, equipe da cidade de Porto Acre-AC, ao conquistar o inédito título de campeão acreano de 2022.

No jogo decisivo contra o Imperador Galvez, ocorrido na tarde e noite do dia 13 de abril, no estádio Arena da Floresta, o Tourão do Humaitá mostrou superioridade e venceu por 2 a 0, resultado suficiente para conquistar o título da temporada e ainda garantir calendário cheio na temporada seguinte. Os gols do triunfo do Tourão foram marcados pelos atacantes Fabinho e Daniego.

Na temporada de 2022, o estadual contou com a participação de 11 equipes. O jogo decisivo ocorreu diante da presença de 457 pagantes para uma renda de R$ 4.610,00. O árbitro Antônio Marivaldo conduziu o confronto. Rener Santos e Roseane Amorim trabalharam como árbitros assistentes.

Jogadores do Humaitá comemoram muito o título da temporada. Foto/Sérgio Vale.

Veja as escalações do jogo decisivo

Humaitá: Felipe; Ronaldo, Luiz Fernando, Venícius, Wallace, Mineiro, Xavão (Digão), Fabinho (André), Aldair (Gilberto), Daniego (Mamude) e Caíque (Reginaldo). Técnico: Emanuel Sacramento

Galvez: Matheus; Lucas Bala, Dudu, João Carlos, Domini, Leandro (Jeferson), Neto, Lukinha (Wanderson), Raúl (Thalis), John (Gustavo) e Isac (Alemão). Técnico: Kinho Brito

O Sport Clube Humaitá jamais tinha sido campeão na elite do futebol acreano. Foto/Sérgio Vale

Veja a campanha do campeão

Fundado em 2003, mas profissionalizado apenas em 2015, o Tourão do Humaitá conquistou o título invicto de campeão acreano 2022, após jogos disputados. Foram vitórias e 2 empates. O time porto acrense marcou 18 gols e sofreu apenas 4. O atacante Fabinho é o artilheiro do time na competição, com 7 gols marcados.

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano/2022 contou com 40 partidas e 108 gols, média de 2,70 por jogo. O atacante Fabinho (SC Humaitá) com gols foi o artilheiro do estadual.

Classificação: 1º) SC Humaitá (20); 2º) São Francisco (16); 3º) Adesg (18); 4º) Galvez (14); 5º) Rio Branco (11); 6º) Náuas (08); 7º) Plácido de Castro (07); 8º) Atlético Acreano (05); 9º) Independência (04); 10º) Vasco da Gama (03); 11º) Andirá EC (02).

Pelo quarto ano seguido não houve escolha dos melhores do Campeonato Acreano.

Com gol de pênalti, Rio Branco chega ao 18º título no regime profissional

O Rio Branco voltou ao topo do futebol local. No dia 1º de maio, o Estrelão superou o SC Humaitá por 1 a 0, pela última rodada do hexagonal final do Campeonato Acreano 2023, assim conquistando mais uma edição do torneio (48º título da história clube em disputa de estaduais). O gol solitário da partida saiu aos 20 minutos da etapa final, numa cobrança de pênalti efetuada pelo meia Thiago Dunha.

O jogo decisivo ocorreu no estádio Florestão e contou com a presença de 963 pagantes nas arquibancadas, totalizando uma renda de R$ 10.180,00. Nesta temporada, a competição voltou a contar com 11 clubes participantes e o jogo da final foi conduzido pelo árbitro militar José da Costa Lima. Iago Bruno e Verônica Severino foram os assistentes da partida.

Com a conquista, o Estrelão ganhou calendário ampliado para a temporada 2024 (Copa do Brasil, Copa Verde, Campeonato Brasileiro da Série D). O clube ainda recebeu um automóvel avaliado em R$ 92 mil como premiação da Federação de Futebol do Acre (FFAC).

Jogadores do Estrelão felizes durante entrega da premiação. Foto/Manoel Façanha

Veja as escalações da jogo decisivo

Rio Branco: Marcão; Espanhol (Igor), Bebê, Jonathan e Johnson; Joel (Vitinho), Murilo (Diego) e Thiago Dunha; Joãozinho, Marllon e Alifi (Léo Grajaú). Técnico: Ulisses Torres.

SC Humaitá: Tião; João Vitor (Douglas), Jomar, Diego e Caetano; Dudu, Pisika (Índio) e Eduardo (Fernandinho); Felipinho (Breno), Alesson e Aldair (Bebel) Técnico: Maurício Carneiro.

Rio Branco – campeão acreano de 2023. Em pé, da esquerda para a direita: Selsimar Maciel (preparador físico), Nonato (treinador de goleiros), Marcão, Bebê, Jonathan, Marlon, Saulo, J. Cunha, Johnson, Natã, Murilo, Diego, Bahia, Ricardo, Matheus (fisioterapeuta), Ulisses Torres (técnico) e Richard (diretor de futebol). Agachados: Joãozinho, Joel, Vitinho, Thiago Dunha, Alifi, Matheus Assen, Júnior, Léo Grajaú, Daniel, Igor Alemão e Espanhol. Foto/Sérgio Vale

Confira os números e a classificação

Jogadores do Estrelão, comissão técnica e diretoria na foto oficial de campeão. Foto/Manoel Façanha

Na dança dos números, o Campeonato Acreano/2023 contou com 40 partidas e 146 gols, média de 3,65 por jogo. O atacante Pedro Henrique (Galvez) com 11 gols foi o artilheiro do estadual.

Classificação: 1º) Rio Branco (25); 2º) Humaitá (22); 3º) Independência (18); 4º) Galvez (16); 5º) São Francisco (13); 6º) Atlético Acreano (10); 7º) Plácido de Castro (06); 8º) Náuas (03); 9º) Adesg (03); 10º) Andirá (00); 11º) Vasco da Gama (00).

Pelo quarto ano seguido não houve escolha dos melhores do Campeonato Acreano.

Fim do jejum de 25 anos; Tricolor de Aço é campeão!

Na temporada 2024, o Independência quebrou o segundo maior jejum de títulos da sua história em edições de estaduais – o primeiro pertencia ao Vasco da Gama com 34 anos (1965-1999). No dia 25 de abril, o Tricolor de Aço, com um futebol alegre, colocou um ponto final nesta sequência negativa de 25 estaduais sem o clube erguer uma taça de campeão da elite, ao derrotar o São Francisco por 4 a 1, em jogo realizado no estádio Florestão, pela última rodada da fase final do torneio. Ruan, Cabeludo, Leozinho e Matheus fizeram os gols do Tricolor de Aço, enquanto Keslley descontou para o time católico.

A temporada contou com a participação de oito equipes e o jogo decisivo ocorreu com a presença de 415 pagantes (R$ 4.480,00). O árbitro Fábio Santos conduziu a partida, enquanto Roseane Amorim e Antônio Teles foram os assistentes.

Campanha

O Independência conquistou o seu 12º estadual ( no regime profissional) com cinco vitórias, quatro empates e apenas uma derrota em 10 jogos disputados. O clube marcou 16 gols e sofreu 8.

Jogadores do Independência comemoram o 12º título de campeão acreano da elite do futebol acreano. Foto/Manoel Façanha

Veja as escalações no jogo decisivo

Independência FC: João; Passarinho, Nathan, Rayo e Catatau, Reginaldo Cabeludo, Marquinho (Matheus), Lequinho (Bernardo), Félix (Davi), Ruan (Kaká) e Victor (Leozinho). Técnico: Erick Rodrigues

São Francisco: Jefferson; David (Kristian), Casado, Igor e Paulo Jefferson; Kleber, Leonardo, Carlos Augusto e Keslley; Marcos (Matheus) e Aruoture (Denilson). Técnico: Douglas Luiz

O Independência conquistou o título estadual da temporada 2024. Foto/Manoel Façanha

Confira os números e a classificação

Na dança dos números, o Campeonato Acreano/2024 contou com 41 partidas e 109 gols, média de 2,66 por jogo. O atacante Daniego (Vasco da Gama) com gols foi o artilheiro do estadual.

Classificação: 1º) Independência (19); 2º) Humaitá (21); 3º) Vasco da Gama (17); 4º) Rio Branco (18); 5º) Galvez (10); 6º) São Francisco (08); 7º) Adesg (06); 8º) Atlético (04); 9º) Plácido de Castro (03); 10º) Náuas (01); 11º) Andirá (01).

Observação: Com a classificação final, o Náuas e o Andirá foram rebaixados para a 2ªDivisão, enquanto o Atlético e o Plácido de Castro fizeram um Play-off do rebaixamento, com vitória do Tigre do Abunã por 4 a 0.

Independência contribuiu com quatro para a seleção do estadual

Após quatro anos de ausência, a crônica esportiva voltou a eleger uma seleção do estadual. Computados os votos, o Independência liderou a lista dos premiados. Ao todo, o Tricolor de Aço contou com quatro indicações: Mimito (goleiro), Passarinho (lateral-direito), Catatau (lateral esquerdo) e Cabeludo (volante). Uberaba (Rio Branco) e Gabriel (Humaitá) foram os escolhidos para o meio de zaga. Na linha de frente, o atacante Cassiano (Galvez) foi praticamente unanimidade entre os participantes da eleição. O atleta conquistou 13 das 14 indicações, seis votos a mais que o artilheiro vascaíno Daniego. No setor de meio-campo, o volante Cabeludo levou todos os 14 votos, um a mais que o estrelado Joel. Outros dois atletas eleitos para o setor de meio campo foram Ewerton (Humaitá) e Kesley (São Francisco).

Os jogadores Keslley, Joel, Daniego, Gabriel e Uberaba foram escolhidos para seleção. Foto/FFAC

Com defesa sólida e ataque eficiente, Independência leva o bicampeonato

O Independência sagrou-se bicampeão acreano de futebol 2024/2025. A conquista tricolor ocorreu na tarde do dia 29 de março diante de 1.472 pagantes (R$ 16.720,00) nas dependências do estádio Arena da Floresta. O quarto título tricolor na era do regime profissional da equipe aconteceu na vitória sobre o Imperador Galvez por 3 a 1. Anderson, Juan Douglas e Bê fizeram os gols da conquista tricolor, enquanto o zagueiro Bolacha descontou para o Galvez.

O jogo decisivo foi conduzido pelo experiente árbitro Fábio Santos de Santana. Verônica Severino e Roseane Amorim realizaram o trabalho de assistentes.

A decisão do 37º Campeonato Acreano de Profissionais contou com a presença do governador Gladson Cameli (PP). O gestor público, inclusive, foi homenageado com uma placa de honra ao mérito concedida pela direção da Federação de Futebol do Acre (FFAC).

Conforme uma viagem nos arquivos, esse foi o segundo bicampeonato da história do Tricolor de Aço. O primeiro deles ocorreu na longínqua temporada 1958/1959. O Independência soma, agora, 13 títulos de campeão acreano.

Jogadores do Independência erguem a taça de bicampeão acreano (2024/2025). Foto/Manoel Façanha

Veja as escalações dos finalistas

Independência: Tião; Weverton, Alison, Fabrício e Gustavo; Leandro (Robert), Ancelmo (Eduardo), Marquinhos, Polaco (Acará), Juan Douglas (Bé) e Anderson (João Felipe). Técnico: Álvaro e Gustavo Miguéis

Galvez: Patrick; Weverton, Dudu, Bolacha (Jean) e Bruno (Botelho); Dudu Vieira, Jeferson, Thiago Miranda (Marcos Eduardo); Daniego, Lukinha (Caio) e Alifi (André Lima). Técnico: Maurício Carneiro

Jogadores do Independência, comissão técnica e diretoria comemoram o bicampeão acreano (2024/2025). Foto/Manoel Façanha

Veja os números da competição

Na temporada 2025, o Campeonato Acreano contou com 9 jogos e 11 gols a menos em relação ao ano anterior. No entanto, a média de gols subiu de 2,66 para 3,03 em relação à disputa de 2024.

Na matemática dos números, o vice-campeão Imperador Galvez fechou a competição com o melhor ataque do torneio. O clube imperialista marcou 16 gols, um a mais que o Independência e dois a mais que o Vasco da Gama. O atacante Cassiano, do Rio Branco FC fechou o torneio na artilharia com 8 gols. Daniego ficou na segunda posição, com dois gol a menos que o artilheiro.

Por outro lado, no requisito de melhor defesa da competição, o Independência finalizou na primeira posição. O clube do Marinho Monte levou apenas gols em 9 jogos realizados (0,55 por partida).

No aspecto de pior defesa, apareceu o Plácido de Castro. Em sete partidas realizadas, o Tigre do Abunã levou um total de 22 gols, proporcionando uma média de 3,14 por jogo ou ainda 25% dos gols anotados no estadual. A segunda pior defesa do Acreanão 2025 pertenceu ao São Francisco FC. O clube católico tomou 16 gols em sete confrontos disputados, média de 2,28 por partida.

Classificação: 1º) Independência (16); 2º) Galvez (12); 3º) Vasco da Gama (18); 4º) Adesg (15); 5º) SC Humaitá (10); 6º) Rio Branco (06); 7º) São Francisco (03); 8º) Plácido de Castro (01).

Vasco-AC domina a seleção dos melhores do Acreanão 2025

Os premiados Jô, Joel, Daniego, Passarinho, Natan, Reginaldo Cabeludo e Manga marcaram presença na festa. Foto/ Clemerson Ribeiro

Mesmo ficando fora da decisão, o Vasco da Gama liderou a lista dos premiados. Ao todo, o Almirante teve sete indicações: Matheus (goleiro), Passarinho (lateral-direito), Catatau (lateral esquerdo), Natan (zagueiro), Cabeludo (volante), Manga e Jota (meias). Os jogadores Passarinho, Catatau e Reginaldo Cabeludo (Vasco da Gama) foram eleitos pelo segundo ano consecutivo para a seleção do estadual. O trio fez parte da equipe do Independência, campeã da temporada passada. A lista dos eleitos ainda contou com o zagueiro Jô (Adesg), o volante Joel (Independência) e ainda os atacantes Cassiano (Rio Branco) e Daniego (Galvez).

Nesta temporada, o volante vascaíno Reginaldo Cabeludo, assim como ano anterior, foi unanimidade entre os votantes. O atleta levou todos os 13 votos dos cronistas esportivos participantes da escolha dos melhores da temporada. O lateral Passarinho (Vasco da Gama) e o zagueiro Jô (Adesg) aparecem na sequência, cada um com 12 indicações, uma a mais que o atacante Cassiano (Rio Branco).

Continue lendo

EXPEDIENTE

O Portal Acrenews é uma publicação de Acrenews Comunicação e Publicidade

CNPJ: 40.304.331/0001-30

Gerente-administrativo: Larissa Cristiane

Contato: siteacrenews@gmail.com

Endereço: Avenida Epaminondas Jácome, 523, sala 07, centro, Rio Branco, Acre

Os artigos publicados não traduzem, necessariamente, a opinião deste jornal



Copyright © 2021 Acre News. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por STECON Soluções Tecnológicas