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RAIMUNDO FERREIRA

Medo e insegurança podem ser frustrações do passado, tema da coluna do professor Raimundo Ferreira

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CIÚME

Segundo Carl Jung, a maioria dos comportamentos e manifestações apresentadas na idade adulta — e que possivelmente são responsáveis por ações e atitudes inexplicáveis que ocorrem ao longo de nossa existência, tais como medo, insegurança e revolta, entre outras — tem origem em frustrações do passado, especialmente na infância. Ou seja, podem ser problemas não resolvidos que permaneceram adormecidos e que nos acompanham como se fossem sombras.
Para tentar resolvê-los, ou ao menos compreendê-los, será necessária muita reflexão, bom senso e uma profunda tomada de consciência. Em muitos casos, inclusive, torna-se indispensável a ajuda de profissionais da psicanálise, para que possamos, de certa forma, exorcizá-los.
O ciúme, por exemplo, pode ser entendido como um desses vilões dentro desse contexto. Acreditamos que, no entendimento de muitas pessoas — ou melhor, na sombra de cada pessoa ciumenta — existam situações de rejeição, desprezo, desamor, desatenção, entre outras frustrações, que possivelmente deixaram de ser elaboradas ou foram mal resolvidas dentro de suas expectativas. Essas decepções acabam sendo arquivadas na sombra como frustrações e, quando nos tornamos adultos, essas pendências afloram e, mesmo de forma inconsciente, passamos a agir tentando realizar ou compensar tais intentos.
No entanto, essas atitudes podem ser perigosas, pois essas frustrações podem emergir como verdadeiros monstros e, em vez de apenas corrigir decepções do passado, acabam causando sérios transtornos no presente, especialmente nos relacionamentos.
Embora o ciúme, propriamente dito, possa ser entendido como um sentimento egoísta, voltado para si mesmo e associado à ideia de posse — algo que também pode ocorrer com bens materiais ou objetos de estimação —, no senso comum o que mais desperta interesse é sua manifestação nas relações humanas, especialmente nos relacionamentos amorosos. Nesses casos, ocorre uma combinação emocional complexa, na qual um dos parceiros, afetado por insegurança, medo, ansiedade ou até fúria, passa a permear a relação de forma nociva.
Isso pode gerar desconfiança, sufocamento, patrulhamento e até agressões. Tais comportamentos têm o potencial de transformar um relacionamento entre pessoas que se amam em uma convivência insuportável, onde a desconfiança e a falta de consideração dão lugar ao desentendimento, à falta de respeito e à ausência de empatia mútua.
Em um relacionamento contaminado pelo ciúme doentio, o parceiro enciumado passa a acreditar que é capaz de “ler pensamentos”, sustenta afirmações como se fossem verdades absolutas, patrulha olhares, forja versões, interpreta conversas à distância, desconfia dos amigos do parceiro e cria cenários imaginários para atrasos ou descumprimentos de horário. Além disso, exige explicações minuciosas e detalhadas, sobretudo quando surge alguma publicação considerada “suspeita” nas redes sociais.
Na verdade, seja por frustrações oriundas da infância, seja por distúrbios gerados por outros fatores, o que se evidencia de forma clara nos casos de ciúme excessivo é a insegurança do indivíduo enciumado. A raiz do ciúme está no medo da perda, no medo de ser enganado, rejeitado ou desrespeitado.
Diante dessas inseguranças, o ciumento se apega à ideia de controle total e absoluto, esquecendo-se de que esse controle excessivo tende a contribuir muito mais para o afastamento do que para garantir a posse ou a permanência da união.

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