POLÍTICA
Além da Aleac, Acre amplia protagonismo com Afonso Fernandes no Parlamento Amazônico

A atuação dos deputados estaduais vai além dos limites do plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e pode alcançar dimensão regional e nacional. Exemplo disso é o deputado acreano Afonso Fernandes (Solidariedade), que assume a presidência do Parlamento Amazônico no biênio 2025–2027, com posse marcada para o dia 6 de fevereiro, em Rio Branco.
Eleito pelo Acre, Fernandes passa a liderar uma das maiores articulações políticas do país, que reúne representantes dos nove estados da Amazônia Legal. O colegiado congrega dezenas de deputados estaduais, quase cem deputados federais e cerca de um terço do Senado, funcionando como espaço estratégico de coordenação legislativa.
Como deputado estadual, Afonso Fernandes exerce atribuições centrais do cargo, como a elaboração, modificação e votação de leis válidas no âmbito estadual, além da fiscalização direta das ações do Poder Executivo. Essas funções ganham novo alcance ao serem projetadas para o debate regional amazônico.
No comando do Parlamento Amazônico, o parlamentar pretende articular demandas comuns dos estados, levando ao centro das decisões temas como saneamento básico, segurança pública, mobilidade, habitação e desenvolvimento sustentável. A proposta é transformar pautas locais em agendas conjuntas, com maior peso político em Brasília.
Entre as prioridades anunciadas está a discussão de alternativas para a aviação regional, considerada estratégica para integrar os estados amazônicos e reduzir o isolamento logístico da região. A iniciativa dialoga diretamente com o papel do Legislativo na formulação de políticas públicas e na destinação de recursos.
Natural de Sena Madureira, ex-vereador de Rio Branco e bacharel em Direito, Afonso Fernandes reforça que a função do parlamentar é representar os interesses da população que o elegeu, fiscalizar o uso do dinheiro público e propor soluções legislativas viáveis.
Ao assumir a presidência do Parlamento Amazônico, o deputado amplia o protagonismo do Acre e exemplifica como a atuação parlamentar pode extrapolar os limites da Aleac, influenciando decisões estratégicas para o futuro da Amazônia Legal.












