SAÚDE
“Não há estudos para comprovar” segurança de canetas falsas, diz médica

A busca pelo emagrecimento rápido tem levado muitos brasileiros a recorrerem a alternativas perigosas. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e circulação das canetas emagrecedoras das marcas Synedica e TG. O motivo principal é a total ausência de estudos que comprovem que esses produtos são seguros para o consumo humano.
Em entrevista à CNN Brasil, a endocrinologista Andressa Heimbecher reforçou que, antes mesmo de um remédio se mostrar eficaz, ele precisa ser seguro. Segundo a especialista, as medicações originais vendidas em farmácias passam por anos de testes rigorosos — desde etapas com animais até grandes grupos de pessoas — antes de chegarem ao público.
Os riscos do “falso barato” Diferente dos medicamentos aprovados, as versões clandestinas (frequentemente vendidas pela internet ou em academias) não possuem controle de fabricação. A médica alerta que não se sabe como essas moléculas são montadas ou em que condições são produzidas.
“Nas versões originais, temos o controle do passo a passo da indústria. Nas outras, não há garantia nenhuma”, destacou a endocrinologista.
Dicas para o consumidor:
-
Desconfie de preços muito baixos: Medicamentos de alta tecnologia têm um custo de mercado tabelado.
-
Verifique a procedência: Compre apenas em farmácias de confiança e exija a nota fiscal.
-
Consulte um médico: O uso de qualquer medicação para perda de peso deve ter acompanhamento profissional para evitar efeitos colaterais graves.
A decisão da Anvisa serve como um alerta para que a população não coloque a vida em risco com substâncias desconhecidas que prometem milagres estéticos.













