ESPORTE
Lembranças de Macapá
Li por aí que o confronto inicial do acreano Galvez na Copa do Brasil Sub-17 deste ano vai ser contra o amapaense Oratório, no próximo dia 24 de fevereiro. E então, brotou na minha memória a lembrança da única vez em que estive em Macapá, conhecida como a “capital do meio do mundo”.
Essa única vez se deu em 1984, escalado que fui pelo jornal O Rio Branco para cobrir a décima edição do Copão da Amazônia, torneio criado em 1975, reunindo equipes de Rondônia, Acre, Amapá e Roraima, unidades da federação brasileira onde o futebol ainda era jogado no regime amador.
A fase final desse Copão, realizada em outubro, em Macapá, teve a participação dos quatro clubes vencedores da etapa inicial disputada nos respectivos estados/territórios. Rio Branco, Baré, Flamengo e Independente representaram, pela mesma sequência, Acre, Roraima, Rondônia e Amapá.
Viajei acompanhado de muita gente boa ligada ao futebol acreano. Casos, entre outros, dos dirigentes Antônio Aquino Lopes (então presidente da Federação do Acre), Pelegrino Apolinário (então tesoureiro da mesma entidade), Edmir Gadelha (dirigente do Rio Branco) e Zé Leite (jornalista).
Foi uma jornada épica que culminou com a conquista do título pelo Rio Branco, depois de três vitorias e uma derrota. As vitórias se deram em cima do Flamengo-RO (3 a 0) e do Baré (2 a 1 e 2 a 0). E o revés ficou por conta do Independente-AP. O terceiro título do Estrelão (1976, 1979 e 1984).
O elenco do Rio Branco, comandado pelo treinador Illimani Suares, contava com jogadores de primeira grandeza do futebol regional. Cito alguns que vou lembrando enquanto escrevo. Casos de Ilzomar, Paulo Henrique, Chicão, Neórico, Roberto Ferraz, Mariceudo, Merica, Zenon, Neivo…
Desses citados todo mundo jogava muito. Roberto Ferraz e Neivo, por exemplo, eram atacantes de uma habilidade bem acima da média. Eu diria que até o zagueiro Zenon, que dava uma no cravo e outra na ferradura, quando estava com a bola nos pés sabia muito bem onde ela deveria ir.
E isso sem falar nos três pilares do sistema defensivo: o goleiro Ilzomar e os zagueiros Chicão e Neórico. Ilzomar compensava a baixa estatura com uma impulsão fenomenal. E quanto a Chicão e Neórico, oriundos do futebol rondoniense, estes formavam uma dupla de excelência.
Por último, me ocorre uma lembrança extracampo. A dos dias de lazer, nas folgas, na praia da Fazendinha, às margens do rio Amazonas. Lugar paradisíaco, como poucos na região Norte do país. Foi tanta cerveja com camarão ao alho e óleo que até hoje não posso nem mais ver esse prato!












