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Carga tributária preocupa 24,2% dos empresários e freia consumo no comércio de Rio Branco, aponta Fecomércio

A carga tributária excessiva é vista por 24,2% dos empresários do comércio de Rio Branco como fator que compromete diretamente o desempenho das vendas no primeiro semestre de 2026, segundo pesquisa da Fecomércio em parceria com o Instituto DataControl, realizada em janeiro com 112 dirigentes empresariais da capital. O dado expõe o impacto das políticas fiscais federais sobre preços, renda e consumo no mercado local.
Mesmo com 57,1% dos entrevistados projetando um semestre positivo, a leitura predominante é de cautela. Além dos impostos, 32,2% apontam a falta de dinheiro em circulação como a principal ameaça às vendas, enquanto 20,1% destacam o endividamento das famílias como freio adicional à demanda. Na avaliação do setor, a combinação entre tributação elevada e renda pressionada reduz a capacidade de compra e limita o crescimento.
A percepção negativa se estende à reforma tributária em debate no país. Para 23,3% dos empresários, as mudanças podem resultar em aumento de impostos sobre a atividade comercial; outros 44% não veem perspectiva de alteração relevante no cenário atual, o que reforça a sensação de continuidade do peso fiscal sobre o setor.
Diante desse ambiente, o comércio reage com estratégias defensivas. 22,6% apostam em promoções, 22,0% em mais propaganda e 21,4% em melhoria da qualidade do estoque. Ainda assim, a margem de ação é reduzida pela política monetária: com a Selic elevada, 45,8% dos empresários evitam empréstimos bancários, seja para capital de giro, seja para investimentos.
O retrato traçado pela pesquisa indica que, em Rio Branco, o comércio opera sob pressão de decisões macroeconômicas tomadas em nível federal. A soma de tributos altos, crédito caro e consumo fragilizado transforma a expectativa de crescimento em um exercício de contenção de riscos, mais do que de expansão real.













