POLÍCIA
Criminoso do Acre que faz parte da lista dos mais procurados do país tem HC negado
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) negou, por maioria de votos, o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Adayldo Freitas Ferreira. A decisão foi proferida em sessão realizada na última sexta-feira, 6 de fevereiro.

Conhecido pelo apelido “Bebê”, Adayldo integra a lista dos 216 criminosos mais procurados do país, divulgada em dezembro passado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Os Argumentos da Defesa
No recurso, os advogados buscavam o trancamento do processo em que o réu responde por lavagem de dinheiro e organização criminosa. A tese defensiva sustentava duas nulidades principais:
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Acesso a Dados do Detran: Alegaram ilegalidade no acesso aos registros de compra e venda de veículos sem autorização judicial prévia.
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Relatórios Financeiros: Questionaram o compartilhamento de relatórios de inteligência financeira produzidos sem determinação judicial ou investigação formal prévia.
Para a defesa, tais pontos seriam suficientes para anular a ação penal e o mandado de prisão preventiva.
A Decisão da Corte
O relator do processo, desembargador Francisco Djalma, divergiu da defesa. Em seu voto, ele pontuou que, embora as informações do sistema do Detran sejam restritas, o acesso de autoridades policiais e do Ministério Público a registros veiculares não exige autorização judicial prévia. O entendimento do relator foi acompanhado pelos demais membros da Câmara Criminal.
O Pivô da Investigação: Um Camaro Amarelo
As investigações que ligam “Bebê” ao esquema de lavagem de dinheiro começaram com a transação suspeita de um Camaro amarelo, avaliado em R$ 350 mil.
Segundo os autos, Adayldo utilizou uma identidade falsa (em nome de Adaildo Vicente Júnior) para transferir o carro a um “laranja” com renda mensal de apenas R$ 1 mil. Apenas 24 horas depois, o veículo foi repassado a um empresário local, posteriormente condenado por tráfico e lavagem de capitais.
Histórico de Fugas
Adayldo Ferreira ganhou projeção nacional por sua habilidade em escapar das autoridades:
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2017: Fugiu da Santa Casa de Misericórdia do Acre, onde estava internado sob custódia, escapando pelo forro do hospital.
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2021: Logrou fuga durante a Operação Héstia, deflagrada pela Polícia Federal simultaneamente no Rio de Janeiro e em Rio Branco.
Atualmente, Adayldo segue foragido há oito anos.











