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Carne bovina sobe até 21% em Rio Branco e pressiona custo de vida no Acre, diz pesquisa da Ufac

O monitoramento de preços da carne bovina em Rio Branco, realizado pelo PET Economia do Departamento de Economia da Universidade Federal do Acre, aponta alta de até 21% entre janeiro e fevereiro em cortes populares vendidos sobretudo em supermercados. A elevação concentra pressão sobre o orçamento das famílias acreanas, já impactadas por custo de vida acima da média nacional.
Os maiores aumentos ocorreram na agulha (+21%), fígado (+17%) e fraldinha (+15%), com variações mais intensas nos supermercados. Já os açougues apresentaram maior estabilidade relativa, especialmente em cortes de maior valor agregado, como picanha e alcatra, que mantiveram preços praticamente estáveis no período analisado.
A análise espacial indica que regionais com maior presença de supermercados registram preços médios mais elevados, enquanto bairros com predominância de açougues exibem maior dispersão e moderação de valores. O comportamento heterogêneo sugere dinâmica concorrencial distinta entre os tipos de estabelecimento.
Embora o mercado local não mostre inflação disseminada em todos os cortes, a pressão concentrada em itens de consumo popular mantém efeito direto no custo de vida. O PET Economia seguirá com monitoramento mensal, com dados, mapas e tabelas interativas disponíveis em plataforma pública do projeto.







