A filha do cantor Amado Batista, Lorena Batista, morreu neste sábado (14), aos 46 anos, após lutar contra um câncer no fígado. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais. Ela estava internada no Hospital São Francisco, em Goiânia, e enfrentava a doença desde o ano passado.
Em uma homenagem publicada no Instagram, o cantor lamentou a perda da filha e descreveu a dor do momento. “Perder a minha querida e amada Lorena é a dor mais profunda que já senti, uma música que se interrompe antes do refrão, um vazio que nem o maior dos sucessos pode preencher”, escreveu.
Segundo informações divulgadas pela família ao portal Leo Dias, Lorena tratava uma neoplasia no fígado, termo médico utilizado para tumor. A doença já estava em estágio de metástase, ou seja, havia se espalhado para outras partes do corpo, e ela acabou não resistindo.
Câncer no fígado
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o câncer de fígado está entre os tipos de tumor que mais causam mortes no Brasil, tanto em homens quanto em mulheres. Especialistas alertam que a doença pode ser silenciosa e, muitas vezes, só apresenta sintomas quando já está em estágio mais avançado.
Entre os sinais mais comuns estão dor e inchaço na região abdominal, perda de peso sem causa aparente e icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos.
Tipos da doença
O câncer de fígado pode ser classificado em dois tipos: primário, quando se origina no próprio fígado, e secundário, quando surge em outro órgão e se espalha para o fígado.
O tipo mais comum entre os tumores primários é o hepatocarcinoma, frequentemente associado a doenças crônicas no fígado, como cirrose e esteatohepatite. Por isso, pessoas que já possuem problemas hepáticos devem realizar acompanhamento médico periódico, geralmente a cada seis meses.
Entre os sintomas que podem indicar câncer no fígado estão:
-
Perda de peso inesperada
-
Falta de apetite
-
Sensação de estômago cheio após pequenas refeições
-
Náuseas ou vômitos
-
Dor na parte superior do abdômen
-
Inchaço ou acúmulo de líquido na barriga
-
Pele e olhos amarelados (icterícia)
-
Hematomas ou sangramentos frequentes
-
Cansaço, sonolência ou confusão mental
O diagnóstico costuma envolver exames de sangue para avaliar a função do fígado, além de ultrassom abdominal. Caso sejam detectadas alterações, podem ser solicitados exames mais detalhados, como tomografia, ressonância magnética e outros procedimentos específicos.
Prevenção e tratamento
Especialistas explicam que a melhor forma de prevenir o câncer no fígado é evitar doenças crônicas no órgão. Manter uma alimentação saudável, controlar o peso, reduzir colesterol e triglicerídeos e evitar o consumo excessivo de álcool são algumas das medidas recomendadas.
Quando diagnosticado em estágio inicial, o tratamento pode envolver cirurgia para retirada da parte afetada do fígado ou até transplante do órgão. Nesses casos, as chances de cura podem ultrapassar 90%. Já em fases avançadas, existem tratamentos para controle da doença, embora sem possibilidade de cura, com sobrevida média entre 12 e 18 meses.
Com informações do O Globo.