CULTURA & ENTRETENIMENTO
Casa do Artesanato celebra o Dia do Artesão com café da manhã e homenagens em Rio Branco

Com colaboração de Raíça Sousa
“Quando a gente é visto por alguém, quando falam e se lembram da gente, a gente sente um incentivo melhor para existir, para construir e continuar uma tarefa que começou. Às vezes a gente quer desistir, mas quando tem um reconhecimento, aí a gente não para, a gente continua e tem mais criatividade porque sabe que tem alguém que dá valor”.
A fala sensível é do artesão Antônio Geraldo Sobrinho, de 61 anos, dita durante um café da manhã realizado nesta sexta-feira, 20, na Casa do Artesanato Acreano, em Rio Branco. O encontro, promovido pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), foi uma homenagem ao Dia Nacional do Artesão, celebrado em 19 de março.

Durante o evento, seu Antônio Sobrinho, compartilhou que carrega nas mãos a experiência de quem convive com o artesanato desde a infância. Embora a prática o acompanhe por toda a vida, foi há 25 anos que ele decidiu transformar o talento em profissão. Neste momento de celebração, ele ressalta a necessidade vital de ser valorizado pela sociedade.

“Essa representação é muito importante, porque está relembrando o ano que passou, recordando alguns momentos que a gente viveu no artesanato, então é muito importante essa representação aqui, uma valorização do artesão”, ressaltou.

Para Antônio, o artesanato tem potencial transformador, utilizando matérias-primas que seriam desperdiçadas em peças utilitárias e decorativas. “[O evento] está valorizando o artesão, dizendo que tem alguém vivo, que faz as artes, para que o povo possa descobrir que existe na face da terra alguém que usa a matéria-prima que está se desperdiçando, em coisas especiais, tanto para adorno, para decoração, como utilitário”, ressaltou.

Risoleta Queiroz, coordenadora da Casa do Artesanato Acreano e coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), destacou que a Casa é um espaço aberto para o talento local, atraindo tanto o público acreano quanto turistas.
“Meu desejo é que os artesãos continuem criando e tragam suas peças para expor aqui, encantando os visitantes com nossas biojoias, artigos em madeira e outros materiais. Queremos ter representações de todos os municípios e que eles nunca parem de inovar”, concluiu Risoleta.







































































