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RAIMUNDO FERREIRA

Há quem defenda na teoria e na prática a ideia da eterna felicidade, escreve o colunista Raimundo Ferreira de Souza

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FELICIDADE EFÊMERA OU ETERNA?

Raimundo Ferreira de Souza

Podemos até estar enganados quanto ao entendimento de que a fase ou o período mais interessante da condição humana se apresenta exatamente no momento em que somos despertados pelo interesse de possuir algo ou de satisfazer algum desejo. Ou seja, quando vislumbramos a possibilidade real de alcançar determinado objetivo e satisfazer algum anseio.
Para quem defende na teoria e na prática a ideia da eterna felicidade, essa visão se apresenta um tanto quanto pessimista, todavia, convidamos as pessoas, mesmo as otimistas, a meditarem em torno da possibilidade de que, no decorrer de nossa existência, o que mais fortemente nos leva aos momentos felizes e a felicidade propriamente – nos trazendo a sensação de bem-estar pleno -, parece poder ser experimentado de verdade, nas circunstâncias que nos encontramos na expectativa de alcançarmos alguma coisa ou desejando realizar algum desejo, ou melhor, essas sensações se apresentam nos momentos de ansiedade e, após esses objetivos satisfeitos, partimos na busca para alcancar outro objetivo e, de certo modo, proporcionar outra expectativa que nos coloque na condição de ansiedade. Ou seja, a vontade de adquirir objetos de realizar desejos, parece está vinculado ao que podemos denominar de facilidade ou pleno bem-estar. Com esse mesmo entendimento, Arthur Schopenhauer, afirma que a felicidade é apenas um breve intervalo, e a vida consiste em uma constante oscilação entre a ânsia de ter e o tédio de possuir. Seria, assim, como um pêndulo que oscila entre o desejo satisfeito e a rápida perda de importância após a conquista.
Dessa forma, a felicidade se revela apenas como um intervalo dessa expectativa passageira — ou, melhor dizendo, como parte de um ciclo vicioso da vontade. E, de certo modo, a possibilidade de felicidade e bem-estar mais duradouro, apesar de, em muitos casos tornar-se uma felicidade saudosista, mas, em sentido mais amplo, somente poderia acontecer em momentos da perda.
Todavia, faz-se necessário, além da atenção que devemos ter para identificar essa felicidade efêmera, saber também medir o tempo de sua duração, até porque a vida é um processo constante de morrer.

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