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Acre lidera nova frente de qualificação verde na Amazônia com apoio de R$ 13 milhões
O Acre aparece no centro da nova estratégia federal de qualificação profissional na Amazônia Legal, que recebe R$ 13 milhões do Ministério da Educação para ampliar cursos do Pronatec até 2026. O estado integra o bloco de instituições que ofertará formações em bioeconomia, com execução local a cargo do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec).
Ao todo, 6.500 trabalhadores dos oito estados amazônicos serão capacitados em mais de 30 cursos — de açaicultor e agricultor agroflorestal a fruticultor, condutor de turismo, cafeicultor e identificador florestal. A oferta ocorrerá em secretarias, institutos e centros de educação profissional de toda a região.
Além do Ieptec no Acre, participam o Cetam (AM), o Idep (RO) e as secretarias estaduais de MT, PA, AP, MA e TO, responsáveis pela divulgação de calendários e inscrições.
A estratégia busca fortalecer competências vinculadas ao uso sustentável da biodiversidade, criando produtos, serviços e conhecimento a partir de recursos naturais e gerando renda a comunidades tradicionais. As capacitações priorizam assalariados rurais, mulheres chefes de família, povos indígenas, quilombolas e populações do campo, das águas e das florestas.
Segundo o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, os cursos pretendem impulsionar o potencial econômico da Amazônia, ordenar a exploração de espécies nativas e estimular agricultura, pecuária e piscicultura como bases de sustento local.
A iniciativa integra a cooperação técnica internacional “Educação profissional para desenvolvimento econômico verde e empregos”, apoiada pela GIZ e executada pela GOPA Worldwide Consultants.

