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CULTURA

Acreana vive drama pessoal, vai parar no Hosmac, se recupera e escreve livro para ajudar quem pensa em suicídio

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Evandro Cordeiro para o AcreNews

O drama de uma biomédica acreana de 36 anos, a Katianny da Silva Araújo, mãe de uma filha, virou livro e, aqui entre nós, candidatíssimo a best-seller, ao menos por aqui pelo Norte do país, para ser bem pessimista. Em “Relatos de uma ex-louca, história de superação”, ela conta como, mesmo sendo de família abastada, dona de rara beleza desde a tenra idade, foi parar em um manicômio entre os 20 e 30 anos de idade, após uma sequência de ocorridos que vão de assédio a bullying. Em seu livro, devidamente lançado, mas ainda virtual, ela descreve como tudo começou, como se seguiu entre vultos e vozes do além, e como tudo voltou ao normal.

Nos relatos da própria escritora ela assume o papel da ajudadora, seu objetivo. “Quero ajudar as pessoas, principalmente aquelas que pensam em suicídio e as presidiárias”, disse em entrevista exclusiva ao AcreNews. A linguagem direta que usou para explorar o próprio drama em favor de muita gente, traz a obra até o fim sem sátira, como fez, por exemplo, Erasmo de Roterdã, autor de “O Elogio a loucura”, no início de seu best-seller do século XV, para, só no final, denunciar males reais, como a ingratidão, a hipocrisia e a intolerância, e seus aspectos mais sombrios. “Fui direta contando minha história”, explica a autora. Katianny quer divulgar seu livro objetivando chamar a atenção de quem interessar possa para trazê-lo, também, para o campo físico. “Quero encontrar um patrocínio para mandar imprimir, porque nem todo mundo tem internet, principalmente quem está vivendo dramas como vivi”, justifica.

Em entrevista a seguir, é possível compreender uma história tão ponderosa. Veja:

AcreNews – Quem é Katianny Araújo?

Katianny – Uma mulher que aprendeu a valorizar as coisas mais simples da vida. Que se dispõe sempre a ajudar o próximo sem esperar nada em troca. Determinada, definida quanto aos seus objetivos familiares, profissional e social.

AcreNews – Nasceu onde? Quando?

Katianny – Em Rio Branco, Acre, no Hospital Santa Juliana, no dia 3 de setembro de 1985.

AcreNews – Qual sua formação?

Katianny – Biomédica.

AcreNews – O que aconteceu na sua vida que mereceu virar um livro?

Katianny – Nos tempos do Ensino Médio, ainda na fase escolar, sofri um abuso emocional, ouvi palavras cruéis de amigos que eu considerava muito, o que me ocasionou um transtorno psicológico violento na minha mente. Desde esse tempo adquiri déficit de atenção e deficiência intelectual, eu não conseguia mais assimilar, nem compreender uma simples interpretação de texto. Vivenciei uma desestrutura familiar o que deixou meu emocional abalado mais ainda. Adquirir complexo de inferioridade, traumas, como relato no livro, e passei a não acreditar mais em mim, sempre pensava que era incapaz de iniciar e dar continuidade a qualquer projeto. Ao longo dos 20 anos, vivi vários conflitos internos, mas eu não conseguia pedir ajuda a ninguém sobre o que eu passava. E, à medida que iniciei esse livro, era como se estivesse eliminando todo o dissabor que estava em minha alma, quanto as prisões pessoais que eu vivia dentro de mim, que até então não conseguia achar saída e nem encontrar soluções. Ele foi o início da minha cura mental, dos transtornos psicológicos que vivia. E, assim como eu, hoje vários jovens e adultos passam pela mesma situação, vivendo seus dilemas pessoais, amorosos e por inúmeros motivos não pedem ajuda, pois não se sentem confortáveis para isso. Da mesma forma que eu encontrei a solução eles irão encontrar também, através dos relatos que estão no livro.

AcreNews – Como está sua vida hoje?

Katianny – Hoje estou retomando minha vida, com a paz que sempre procurei. Buscando realização na vida profissional, pois, assim que terminei a Graduação em Biomedicina, iniciou a pandemia, mas dei continuidade aos estudos, na especialização de Saúde Integrativa, com projetos na Área de Mestrado e Doutorado fora do Estado, onde viso exercer minha profissão em prol dos mais necessitados. Hoje, eu acredito no que me proponho a fazer, estou realizada como pessoa, tenho plena convicção que estou apenas começando minha jornada nessa vida e focada em ajudar outras pessoas.

AcreNews – Há muita história parecida com a sua no Acre?

Katianny – Acredito que sim, pois ouço de pessoas conhecidas que seus familiares têm passado durante esta pandemia algo parecido com o que passei, diante das internações, que fiz no Hospital Psiquiátrico, quanto ao uso de medicamentos controlados, quando agravou mais ainda os transtornos mentais que já vivenciava.

AcreNews – Como tem sido sua experiência no Cristianismo?

Katianny – As experiências têm sido de grande ensinamento e amadurecimento espiritual e pessoal, pois nossa vida precisa dessa base para termos solidez com Deus e para que possamos suportar os dias maus. A cada encontro na Presença de Deus, Ele tira algo meu que impede meu crescimento por exemplo e coloca algo Dele. Pois, Ele sendo amor, e nos ama de forma incondicional, espera de nós que venhamos fazer o mesmo pelo próximo. Percebo seus os cuidados diariamente em minha vida.

AcreNews – Cadê sua família? Como eles atuaram nisso tudo?

Katianny – Diante de tudo que passei meus pais me apoiaram em tudo, não me abandonaram em momento algum, foram minha base forte e estiveram presentes me ajudando com minha filha Isabella. Hoje eles são aposentados pelo Tribunal de Justiça, vivem em Rio Branco, mas sempre estão de férias na casa deles de praia em Cabo Frio – RJ.

COMO ENCONTRAR A KATIANNY E SEU LIVRO

Através do Cartão Digital Katiane Araújo.

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CULTURA

Acre, Amazonas e Pará representam o norte na mostra de Tiradentes 2022

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Foto: Reprodução (Divulgação)

Evento responsável pela abertura do calendário brasileiro de grandes festivais, a Mostra de Tiradentes 2022 irá destacar o cinema da Região Norte. São quatro produções selecionadas, sendo duas do Pará (“Meus Santos Saúdam Teus Santos”, de Rodrigo Antonio, e “Uma Escola no Marajó”, de Camila Kzan), uma do Acre (“Centelha”, de Renato Vallone) e outra do Amazonas (“521 Anos / Siia Ara”, de Adanilo).

O acreano “Centelha” fecha o time nortista em Tiradentes. Dirigido por Renato Vallone, o curta-metragem de 26 minutos filmado em preto e branco apresenta o delírio da fome de um homem que incorpora, no decorrer de um ritual ancestral, os demônios de um país doente. Casa e homem tornam-se testemunhos vivos da história. Santuário ou quartel general, as transformações afetam tudo ao redor e provocam a fúria do céu.​

A presença na Mostra Temática marca mais um grande evento que “Centelha” participa: em 2021, o curta do Acre esteve no Festival do Rio na sessão Curtas Novos Rumos, no Festival Visões Periféricas e, neste ano, foi selecionado para a Mostra Ouros Nortes do Festival Olhar do Norte. [ Com informações Cineset/Caio Pimenta]

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Teatrão, Palácio e Biblioteca da Floresta serão revitalizados

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Agência AC

O governador Gladson Cameli e a senadora Mailza Gomes assinaram, nesta quarta-feira, 19, em Rio Branco, o convênio que garante a revitalização da Biblioteca da Floresta, do Teatro Plácido de Castro (Teatrão), que também terá parte da estrutura física ampliada, e do Palácio Rio Branco. O montante, na ordem de R$ 12,4 milhões, foi destinado pela parlamentar, por meio de extra emenda.

Com os projetos devidamente finalizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), os documentos dependem tão somente de aprovação da Caixa Econômica Federal para que as ordens de serviço sejam dadas. O banco estatal ficará responsável pela liberação dos recursos e fiscalização das reformas.

O governador Gladson Cameli enalteceu o empenho da senadora com a recuperação destes importantes patrimônios públicos. “O meu muito obrigado à Mailza por ter conseguido esses recursos para a revitalização destes prédios, em especial, o nosso Palácio Rio Branco, que faz parte da história do Acre. Faço questão de acompanhar essa obra de perto”, comentou o chefe do Executivo.

Investimentos na revitalização dos espaços públicos somam R$ 12,4 milhões. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mailza Gomes reforçou seu compromisso com a população e afirmou que o seu mandato segue à disposição, para viabilizar recursos que beneficiem o estado. “Estou muito feliz em contribuir com a revitalização desses espaços culturais tão importantes do nosso Acre. O nosso trabalho será sempre em prol do bem coletivo”, afirmou.

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Há 15 anos, o mundo conhecia a história do Acre através da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”

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Por Observatório da TV / Foto: Reprodução

Em 2 de janeiro de 2007, a TV Globo estreou a minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, na qual Glória Perez, natural do Acre, quis traçar em três fases um panorama da história do estado e da região.

Um grandioso elenco foi reunido para a produção, que teve direção-geral de Marcos Schechtman, parceiro da autora desde O Clone (2001/02), atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo. A história começa em 1899, atravessa a primeira década do século 20, dá um salto de algumas décadas e tem seu desfecho nos anos 1980.

A partir das famílias do Coronel Firmino (José de Abreu) e do seringueiro Bastião (Jackson Antunes) que como muitos outros é explorado e humilhado pelo proprietário do seringal, a história mostra como o negócio da borracha funcionava e as disputas pelo rentável território do Acre, que na época pertencia à Bolívia, mas era majoritariamente ocupado por brasileiros em busca de melhores perspectivas.

Dessa conjuntura se aproveita Luiz Galvez (José Wilker), espanhol que se lança numa batalha pela conquista do Acre ao saber que os bolivianos estão para arrendar toda a região a um consórcio formado por empresários da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Nesse cenário tem destaque também a figura do militar Plácido de Castro (Alexandre Borges), que chega ao Acre para demarcar terras de seringais e acaba envolvido na disputa pela independência do território, que consegue.
Entre os anos 1940 e 1950, depois de muitos anos de distribuição desigual da riqueza surgida da borracha e com a grande concorrência das plantações mais organizadas da Malásia, o cultivo brasileiro cai em decadência. Nessa fase surgem amadurecidos Augusto (Humberto Martins), filho do Coronel Firmino, e Bento (Emílio Orciollo Netto), filho de Bastião.

Nos anos 1980, os vastos seringais já deram lugar a pastos para gado. Augusto (Francisco Cuoco) não consegue impedir que o domínio de outrora lhe escape por entre os dedos. De sua parte, Bento (Lima Duarte) é o grande amigo de Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes), cuja luta por direitos dos índios e dos seringueiros e contra a destruição da Amazônia o leva a ser assassinado cruel e covardemente.

Leia mais: https://observatoriodatv.uol.com.br/colunas/fabio-costa/na-manchete-e-na-globo-a-amazonia-foi-cenario-de-producoes-de-teledramaturgia

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