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Anel Viário inacabado, à espera de dinheiro do Governo Lula, prejudica exportações e fies gargalo logístico em Brasiléia

A falta de conclusão do anel viário entre Brasiléia e Epitaciolândia, no Alto Acre, continua sendo apontada como um dos principais gargalos logísticos para o transporte de cargas que seguem para exportação pela fronteira com a Bolívia e o Peru. O problema foi destacado pelo responsável pelo transporte de cargas do governo do Acre, Rafael Pimpão, ao comentar as dificuldades enfrentadas por caminhões que utilizam a rota internacional da BR-317.
Um vídeo (assista abaixo) que circula pelas redes sociais mostra a intensidade do fluxo de veículos na região. Devido a esse gargalo, os veículos permanecem parados durantes horas.
Segundo Pimpão, a estrutura atual não comporta o volume crescente de veículos pesados que cruzam a região, obrigando motoristas a buscar rotas alternativas. “Quem quiser passar tem que entrar na Bolívia para sair em Brasiléia. Vou ter mais 20 dessas cargas em exportação pelo Acre”, afirmou.
Ele explica que o principal entrave é justamente a ausência do contorno viário definitivo, projetado para retirar o tráfego pesado do centro urbano das duas cidades. “Hoje o grande gargalo logístico é a falta da entrega do anel viário em Brasiléia e Epitaciolândia. Como o anel não está pronto, a ponte atual não comporta o fluxo de caminhões”, disse.
O anel viário é considerado uma obra estratégica para a integração logística da região. O projeto prevê cerca de 10,3 quilômetros de estrada contornando os dois municípios, além de uma ponte de aproximadamente 251 metros sobre o rio Acre, ligando as duas margens e permitindo o desvio do tráfego de carga da área urbana.
Com investimento superior a R$ 60 milhões, financiado pelo governo federal por meio do DNIT, a obra foi planejada para facilitar o transporte de mercadorias pela Rodovia Interoceânica (BR-317), que conecta o Acre aos portos do Peru no Pacífico e abre caminho para o comércio com mercados da Ásia.
Além de melhorar a logística internacional, o contorno viário deve retirar caminhões pesados do centro das cidades, que hoje registram intenso movimento. Estimativas indicam que mais de 17 mil veículos circulam pela região, impactando diretamente a mobilidade urbana e a infraestrutura local.













