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Artigo do Raimundo Ferreira: Quem vai pela cabeça dos outros é piolho

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Não sei se poderíamos denominar de boa vontade para ajudar alguém, disposição excessiva para se relacionar socialmente, ou espiritualidade aguçada e incomum tentando interferir em problemas de outras pessoas, a verdade é que, torna-se curioso observarmos essa participação, as vezes espontâneas e agradáveis, outras de forma até um tanto forçada, que algumas pessoas exercem a análise, avaliação e julgamento dos problemas alheios.

Em termos práticos não visualizamos a importância alguma nestas avaliações e emissões de valores, no entanto, por incrível que possa parecer, muita gente acredita, aceita e põe em prática estas orientações. Não podemos assegurar com absoluta certeza de que esse comportamento possa ser responsável direto por uma série de enganos, erros grosseiros e até prejuízos financeiros para muita gente, todavia, é possível que parte das distorções e tomadas de decisões desconectadas de um mínimo de noção lógica, advenham da motivação por  parte desses conselhos impensados e de certo modo irresponsáveis que circulam, especialmente entre as pessoas mais humildes e menos avisadas.

 Na área da saúde, por exemplo, muitas vezes contrariando as orientações médicas e resultados de exames laboratoriais, muitas pessoas dessa ala das espirituosas, se alvoram a indicar tratamentos alternativos, inclusive assegurando com firmeza as eficácias de remédios caseiros e simpatias que poderão resolver qualquer problema é curar qualquer doença. O que estamos relatando, não se trata de simples exagero sem correspondência com a realidade, mas sim, tenta-se de uma realidade bastante corriqueira entre as pessoas desprotegidas e sem as devidas e corretas orientações. 

Entre as pessoas em condições de fragilidade, por exemplo, é muito comum presenciarmos o apego à fé e consequentemente, a crença e esperança de que o milagre possa acontecer, e nesse tipo de ambiente o terreno é fértil para que esse tipo de aconselhamento, ou melhor, estas orientações por parte de pessoas que consideram-se influentes,  especialmente em áreas, como nos relacionamentos sociais em geral, nos negócios e até diante das sérias decisões dos relacionamentos amorosos, possam ser manipuladas.

Independentemente do problema apresentado e da área em questão, as  pessoas que praticam as orientações grátis sentem-se capacitadas para avaliar, julgar e determinar a sentença, e para surpresa de quem não está atento a esse problema, existe um público potencial expressivo que acredita, segue e executa de verdade estas orientações, contrariando o velho adágio popular de que, “quem vai pela cabeça dos outros é piolho”.

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