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ANTÔNIO FURTADO

ARTIGO | Escassez de Imaginação

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O Mundo, globalmente, passa por mudanças de todos matizes. São avanços tecnológicos (o mais visível, a introspecção no celular), a robótica, os conceitos ideológicos (criando narrativas estranhas) e formato do NOM (Nova Ordem Mundial). Tudo, aí!

E este processo se encontra em franco crescimento, a cada momento, convertendo novos simpatizantes.

Criam-se estereótipos que nada têm com os conceitos de beleza, sociabilização e bom gosto. Ferem aos olhos e ouvidos dos menos sensíveis, algumas despropositadas mudanças. Confundem-se, propositalmente, conceitos de gênero que nada tem com os fundamentos das: antropologia e sociologia. O que numa análise, mesmo superficial, não se sustentam às críticas dos fundamentos básicos da ciência e do bom senso.

Mas há os que acreditam ou fingem acreditar. Dê-se como exemplo: os terraplanistas. Porém existem parvos que defendem tal absurdo. Certamente por ignorância dos fundamentos da vida moderna (especialmente às condições de IR/VIR – indissoluvelmente ligados à terra como um elipsoide de revolução- ou mais, simplesmente, “forma de uma laranja”).

Vejo tais narrativas bizarras floresceram e serem defendidas por gente culta. De formação acadêmica universitária. Não sei explicar a razão. A menos que se veja pela ótica do denominado “efeito de manada” – onde se faz aquilo que todos estão fazendo sem um mínimo de autocrítica, de análise, de razoabilidade do ocorrido.

Parece ser o desarrazoado “ liberou geral”, ou com dizem os franceses: “(…) Laisser Faire, laisser passer”!

Chamou minha atenção, motivo deste artigo, conversa social entre comensais num ambiente composto por profissionais de formação universitária.

Como acontece sempre nas nossas “mesas de Bar”, os assuntos são os mais variados e lúdicos. Passando das Eleições Brasileiras à Guerra na Ucrânia, até às “calças jeans” (rasgadas).

Sendo as “ calças jeans rasgadas” o assunto mais característico, aqui em destaque.

Dito um gracejo sobre um amigo que usara uma “ calça jeans rasgada” estabeleceu-se a polêmica. Muito didática e esclarecedora sobre o mote deste arrazoado – “Escassez de Imaginação”.

Enquanto a maioria absoluta defendia ser uma “moda elegante e moderna”, a minoria articulava se tratar de uma narrativa pobre de criatividade- “Escassez de Imaginação”, mesmo – além de proposta eivada de hipocrisia de algum(a) Estilista e Influenciador(a) de modas desprovido de talentos para propor alguma, de fato, novo e elegante, como a vida aplaude.

A contradita – defendia e argumentava que se tratava de uma proposta (na essência hipócrita) de reaproveitamento ou reutilização de algo “usado ou em frangalhos”. Quando se cuida de algo novo, avariado propositalmente, para “parecer velho e reciclado”. Está a verdadeira “ideologia da enganação” que há muitos parece prodigiosa. A propositura do “Politicamente Correto”. Onde se passa por cima da realidade factual e se dar relevância algo medíocre criado por uma narrativa poderosa e dominante. Tenha-se como exemplo as Obras de Vincent Van Gogh (1853/1890) – que teve, a um tempo, nada valerem e, no momento seguinte, passar a ser “ouro em pó”. Neste caso, não se constituindo narrativa desfocada da realidade. O que não é o caso, aqui.

Fico com as palavras de Albert Einstein que teria dito: “(…) estou em dúvida com relação a infinitude do Universo, mas estou convicto que a estupidez humana, esta sim, é infinita”.

Que a verdade é o bom senso tenham prevalência na vida humana!

Autor: Antônio Furtado

Advogado

Professor Universitário

ANTÔNIO FURTADO

Professor doutor Antônio Furtado escreve no AcreNews sobre as mulheres engenheiras

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As Engenheiras

As mulheres são prodígios – são MÃES… Em dupla jornadas, diuturnas, se desincumbem com desenvoltura ímpar de todas as missões que lhes são dadas.

Transformadoras da sociedade – por sua especial gentileza, nos acolhem em seus abençoados ventres, durante nove meses -, e nos protegem a vida toda. Para elas, as nossas Mãezinhas, seremos eternas crianças, não importando a idade que tenhamos. Ai!.. de nós – os filhos – se não fossem elas a nós cuidar, incondicional e em regime de dedicação exclusiva.

E, igualmente competentes e responsáveis, quando atuam nas áreas técnicas percebem pormenores com olhos de lince que nós, os homens, não conseguimos perceber.

Hoje, 24.02.2022 – temos dupla razão para comemorar a presença destas musas – nas nossas vidas e na sociedade. Primeiro, está completando 100 anos que as mulheres brasileiras conquistaram o direito de VOTAR. Direito que há 100 anos lhes fora negado pelo Parlamento, em assembleia composta apenas por homens.

Aplaudimos a perseverança e aguerrida caminhada até a Vitória saída das mãos do Presidente Getulio Vargas, nos idos de 1932.

Segundo, a vitória profissional de estarmos contabilizando 200.000 profissionais mulheres com registro no Sistema CONFEA/CREA’s/ Mútua – neste ano de 2022.

Na prática profissional são imbatíveis no detalhamento dos Projetos Executivos de Engenharia – sempre superando os homens. Orçamentistas de alto desempenho não deixam escapar o mais sútil detalhe, que importante, não seria percebido pelos Engenheiros e que nos pareceria insignificante.

Oportuno, neste ato, nos reportar, reprovando à Programação canhestra e tristemente desvirtuada do jornalismo isento e de qualidade.

Jornalismo de referência que o saudoso jornalista Roberto Marinho impôs à Empresa Globo para torná-la o que foi até recentemente. Herança material monumental deixada, mas, infelizmente, incompatível com a dimensão dos intelectos dos herdeiros e só equiparada a arrogância destes mesmos sucessores. Dilapidam seu maior patrimônio: a credibilidade e audiência. Uma pena!

Neste sentido, repudiamos a estabanada ação de “deixar no ar” a novela “Um lugar ao Sol”, em horário nobre, fazendo apologia a quadro desabonador para as mulheres engenheiras. Quando na novela apresenta quadro ideológico de gênero. Focando em estória de Engenheira – a personagem Maria Ruth – que, em atuação desfocada da realidade, se aproveita ( segundo a narrativa) de sua figura de mulher bonita ofertando favores sexuais para se manter e crescer na Empresa em que trabalha. Uma malsinada e inaceitável insinuação difamante para a categoria.

Em legítima indignação com este fato, levanta a voz a Presidente do CREA/DF – Engenheira Maria de Fátima Ribeiro Có – publicando Nota de Repúdio, ação que aplaudimos, de pé!

Embates que sempre serão enfrentados e vencidos por nossas profissionais de Engenharia, como tem sido ao longo desta bem sucedida caminhada.

Parabéns!… parabéns para as nossas inspiradoras musas da Engenharia!

Boa Sorte e Vida longa, pra nós!

Autor: Antônio Furtado

Engenheiro Civil

Professor   Universitário

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ANTÔNIO FURTADO

Professor Furtado escreve sobre a lagarta de fogo: “Toda aquela beleza é um engodo”

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Lagarta de Fogo

Todos nós, os amazônidas, conhecemos muito bem este animal: a Lagarta de Fogo ( megalopyge lanata). Bicho belíssimo, aparência absolutamente encantadora e pacífica. Muitas cores, matizes de excepcional arranjo, no quadro geral de sua figura. Toda está estonteante beleza é um engodo. É para ser vista de longe. Na aproximação, mesmo um leve toque físico, o resultado é péssimo. A surpresa é desagradável. Queimadura certa na pele. As cerdas lindíssimas soltam toxinas venenosas que “queimam” – assim, a “lagarta de Fogo”.
Tal situação me remete aos nossos Aeroportos – os Aeroportos do Brasil – quase um caso de polícia. Nestes moldes: belos de longe, mas na aproximação e uso “queima” – o Bolso e a Paciência dos quantos necessitam usá-los.
São edifícios magníficos. Arquitetura e acabamentos de obras de excelente qualidade. Só isto. Para, aí!…pois as condições de usos e frutos são de baixa qualidade. Muitas regras e poucas garantias ….O usufruto destes palácios ( arquitetônicos e superior qualidade dos materiais usados), numa escala de 0 a 10 – certamente – às avaliações não passariam de 4 pontos, com muita generosidade.
Por questões de estratégia e segurança os Aeródromos são construídos afastados dos centros urbanos. Tudo bem. Neste contexto, ficam os usuários à mercê dos espaços comerciais disponíveis dentro dos Aeroportos. Aí, outro problema. Por razões desconhecidas, os preços praticados são abusivos. Tudo extremamente caro. Parecem todos serem folhados a ouro. Como se para viajar de avião o usuário devesse ser milionário. Os abusos vão de uma água mineral ( 300ml) custar R$7,00, quando, do lado de fora, tem preço médio de R$ 2,00.
Cito uma experiência pessoal, no nosso Aeroporto de RBR, na sala de embarque, na lanchonete – nossa magnífica Farinha de Cruzeiro do Sul. Resolvi comprar, o pacote de 1 kg( exposto na prateleira) – mas, depois, vi o preço R$25,00. Cujo o valor no mercado é R$ 5,00. Claro, mudei de ideia!
Qualquer modesto lanche nos Aeroportos é “uma grana” – nunca menos de R$ 30,00.
E o PROCON?!… o nosso zeloso órgão de Defesa do Consumidor, nunca o vi, por lá!… a menos quando seus servidores viajam.
A ANAC – Agência de Viação Civil, esta,…então, atuação pro consumidor é inexistente. Inépcia total. Exceto quando para constranger algum passageiro em vistoria de bagagem.
Não fossem só estas quase mazelas, as Companhias de Aviação, agravam o quadro, reinando absolutas. Os funcionários, raras exceções, se consideram juízes. Se disser “NÃO” – Sentença com Trânsito em Julgado. O passageiro – “tá lascado” – não embarca. São extremamente corporativos e só vislumbram a defesa dos interesses da empresa e dos seus empregos. Não raro, cumprindo instruções sobre a prática de OVERBOOKING, responsabilidade das empresas aéreas.
Viajar, no nosso país, perdeu o ENCANTO para ser ENCARGO e EXERCÍCIO de sobrevivência. E, repito, a ANAC, nem aí!… nem tchum!… e quanto estamos pagando para sua existência ?!…qual o custa dela ao estado brasileiro?!..
O mobiliário- bancos e cadeiras e outros assentos – um desastre. São inapropriados, despropositados mesmo. Não serve, minimamente, a projetos ergométricos ( uso humano) de média e longa permanência.
E os nossos Aeroportos, dado a ineficácia do planejamento de logística das movimentações nestes espaços, tem se apresentado como ambientes de longa permanência. Às vezes, de 6 a 8 horas ou até dia inteiro.
Problemas que pendem de atenção e solução. Cujas ações, neste sentido, por quem é responsável, são pífias.
Uma sugestão (malvada): colocar os projetistas destes mobiliários de Aeroportos ( bancos, cadeiras e outros assentos) sentados, por mais de hora, neles . Para que “sintam na pele” as máquinas de torturas que produziram. Verdadeiras “lagartas de Fogo”!… lindos de ver, torturantes ao conviver.
Como usuário destes espaços, registro minha irresignação com esta realidade, que reputo INACEITÁVEL!
Urgem soluções para tal estado de coisas!..

Autor: Antônio Furtado
Engenheiro, Advogado
Professor Universitário
Cidadão Insatisfeito

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ANTÔNIO FURTADO

Artigo do professor Furtado: o mundo moderno está cheio de faculdades

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PÓS-Verdade

O mundo, dito moderno, está cheio de facilidades. Atalhos para que nós, os humanos, possamos viver melhor. O homo sapiens( ele mesmo assim se nominou: “ homem sabido”) sempre fomos pretensiosos.
Ninguém há de “se queixar” das vantagens que as múltiplas tecnologias ( em especial a Transmissão de Dados) nos trouxeram, facilitando a vida.
Porém , havemos de convir, adveio junto com este “combo” de facilidades o desvirtuamento do processo evolutivo, ardis, arapucas, armadilhas travestidos de vantagens/melhorias. A rapidez e, o quase, anonimato são dois destes elementos muito ativos nestes caminhos das “facilidades perigosas”.
Os menos ambientados com tais Tecnologias/APPs, são na maioria pessoas que já viveram muito. E que nas suas épocas mais produtivas – “fazia-se diferente” – são estas as que sentem mais profundamente estas mudanças.
No descaminho de uso regular da Transmissão de Dados veio uma “ erva daninha” com potencial de arrasar quaisquer “pastagens” – as malsinadas “FAKES NEWS”. Uma grande tragédia!…
Mortal por conta da possibilidade de – divulgação rápida e devastadora – apelidada de “viralização”. Que, de fato, age como VÍRUS. Uma verdadeira “PANDIFAMAÇÃO”!…
Houve um desgraçado nazista, na Segunda Guerra Mundial, que teria dito: “ uma mentira repetida mil vezes, passa a ser verdade. Até o mentiroso acreditará nela.”
Uma filosofia torpe, maldita e canalha com poder destrutivo dos moldes da infeliz doutrinação, como tudo, de origem nazista. Sementes do mal.
Por outro lado, o filósofo francês Charles Boudelaire – ensina: “(…) caluniai, caluniai que alguma coisa ficará “.
A “Pós-Verdade” está fundada em preceitos assim – se apresentando com o viés da, hoje, chamada “Fakes News”.
O fenômeno é neologismo dialético que descreve os fatos na conveniência de dominar a opinião pública, influenciando os apelos e as crenças pessoais. Onde os fatos reais tem menos valor que as narrativas, emoções e convicções individuais. Verdade fabricada. Onde os fatos ficam sem valor, num segundo plano. Tudo visando uma opinião pública manipulável.
Sendo esta a gênese das “Falsas Notícias” , divulgadas como “Fakes News”. Ideia que, aliada à rapidez da Internet e anonimato do autor, causa estrago monumental à informação séria. Assim, qualquer mal-intencionado pode difamar, caluniar ou injuriar alguém de mérito e sumir. Prática da essência da torpeza e vilania da tristemente famosa “Fakes” – “dançam e rolam” na maledicência e impunidade. Fabricam notícias, publicam e desaparecem!
Aí, o estrago está feito. Quase impossível de ser reparado, totalmente. Na política, então, é uma tragédia!… destruindo reputações e confundido as mentes.
Alguém disse, algures: “ Nunca se justifique. Os amigos não precisam, os inimigos não acreditarão “.
Vamos torcer para que a verdade ( verdadeira) não tenha como sucessora – a “Pós-Verdade” – com lume tão infame quanto se tem apresentado nestes dias atuais de controversas ideologias de dominação de massa.
Que DEUS nos proteja de mais esta mazela!

Autor: Antônio Furtado
Matemático, Advogado
Professor Universitário
Engenheiro do DNIT

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