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CULTURA

Artista acreano lança álbum independente de música universal

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Por Eanes Henrique Enes

“Arte musiva” é o mais recente trabalho do produtor e artista acreano Deivid de Menezes, que assina como “Telúrico linguagens artísticas”.

Seu novo trabalho foi produzido e criado entre 2015 e 2019, em seu estúdio Telúrico no bairro cadeia velha, em Rio Branco. Foi responsável por todas as etapas do trabalho, tocou todos os instrumentos, fez captação de áudio, mixagem, masterização, fotografia, desenho, encarte e tudo mais neste seu trabalho.

Sobre seu trabalho artístico, nos diz que aborda diversas linguagens artísticas, e que a música é umas das suas expressões em seu amplo trabalho. Mas que também trabalha como escritor, escultor, fotógrafo e em teatro. Considera o fazer artístico como um todo, uma necessidade de expressão artística que se manifesta em sua diversidade e multiplicidades.

Deivid de Menezes é músico desde os 6 anos de idade, conta que a música esteve desde de cedo em sua casa. O artista considera o “Arte Musiva” o sumo e essência de sua expressão artística. Seu processo é baseado na necessidade de fazer, no seu processo autodidata. Nos diz que seu álbum surgiu “sem querer”, interligado com seu primeiro trabalho “Poemas diminutos”, enquanto explorava e experimentava programas e instrumentos para suas faixas e artes visuais, com os timbres que lhe estavam disponíveis. Reuniu as faixas e assim nasceu seu “Arte Musiva”.

Como um grito de guerra no seu próprio trajeto, e ato de coragem, fala das dificuldades em fazer um álbum independente nas margens da cultura pop e divulgação de seu trabalho sem se enquadrar em um estilo propriamente dito em meio de tantos ruídos nas redes sociais.

Sua sonoridade foi determinada pela sua motivação pessoal, e a classifica como “música do mundo”. Mesmo com diversas inspirações, o trabalho se apresenta em faixas únicas de expressão de seu improviso musical.

Seu trabalho também teve a participação de músicos amigos: João Araújo, Mara Mattero, Carlos Eduardo, e Marina Guerra.

E nos conta o sentimento de realização no sentido de expressar o que desejava em sua musicalidade, e com o “feedback” de quem já adquiriu seu cd físico. E já prepara suas metas para divulgar e escoar seu trabalho em um espetáculo visual, que está em processo de criação. E divulgação nas escolas públicas para que as pessoas conheçam o que está acontecendo na cena de arte autoral no Estado.

Foto: Reprodução

Para adquirir o CD físico e digital, é só contatar o artista pelo Instagram.

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CULTURA

Acre, Amazonas e Pará representam o norte na mostra de Tiradentes 2022

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Foto: Reprodução (Divulgação)

Evento responsável pela abertura do calendário brasileiro de grandes festivais, a Mostra de Tiradentes 2022 irá destacar o cinema da Região Norte. São quatro produções selecionadas, sendo duas do Pará (“Meus Santos Saúdam Teus Santos”, de Rodrigo Antonio, e “Uma Escola no Marajó”, de Camila Kzan), uma do Acre (“Centelha”, de Renato Vallone) e outra do Amazonas (“521 Anos / Siia Ara”, de Adanilo).

O acreano “Centelha” fecha o time nortista em Tiradentes. Dirigido por Renato Vallone, o curta-metragem de 26 minutos filmado em preto e branco apresenta o delírio da fome de um homem que incorpora, no decorrer de um ritual ancestral, os demônios de um país doente. Casa e homem tornam-se testemunhos vivos da história. Santuário ou quartel general, as transformações afetam tudo ao redor e provocam a fúria do céu.​

A presença na Mostra Temática marca mais um grande evento que “Centelha” participa: em 2021, o curta do Acre esteve no Festival do Rio na sessão Curtas Novos Rumos, no Festival Visões Periféricas e, neste ano, foi selecionado para a Mostra Ouros Nortes do Festival Olhar do Norte. [ Com informações Cineset/Caio Pimenta]

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CULTURA

Teatrão, Palácio e Biblioteca da Floresta serão revitalizados

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Agência AC

O governador Gladson Cameli e a senadora Mailza Gomes assinaram, nesta quarta-feira, 19, em Rio Branco, o convênio que garante a revitalização da Biblioteca da Floresta, do Teatro Plácido de Castro (Teatrão), que também terá parte da estrutura física ampliada, e do Palácio Rio Branco. O montante, na ordem de R$ 12,4 milhões, foi destinado pela parlamentar, por meio de extra emenda.

Com os projetos devidamente finalizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), os documentos dependem tão somente de aprovação da Caixa Econômica Federal para que as ordens de serviço sejam dadas. O banco estatal ficará responsável pela liberação dos recursos e fiscalização das reformas.

O governador Gladson Cameli enalteceu o empenho da senadora com a recuperação destes importantes patrimônios públicos. “O meu muito obrigado à Mailza por ter conseguido esses recursos para a revitalização destes prédios, em especial, o nosso Palácio Rio Branco, que faz parte da história do Acre. Faço questão de acompanhar essa obra de perto”, comentou o chefe do Executivo.

Investimentos na revitalização dos espaços públicos somam R$ 12,4 milhões. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mailza Gomes reforçou seu compromisso com a população e afirmou que o seu mandato segue à disposição, para viabilizar recursos que beneficiem o estado. “Estou muito feliz em contribuir com a revitalização desses espaços culturais tão importantes do nosso Acre. O nosso trabalho será sempre em prol do bem coletivo”, afirmou.

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CULTURA

Há 15 anos, o mundo conhecia a história do Acre através da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”

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Por Observatório da TV / Foto: Reprodução

Em 2 de janeiro de 2007, a TV Globo estreou a minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, na qual Glória Perez, natural do Acre, quis traçar em três fases um panorama da história do estado e da região.

Um grandioso elenco foi reunido para a produção, que teve direção-geral de Marcos Schechtman, parceiro da autora desde O Clone (2001/02), atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo. A história começa em 1899, atravessa a primeira década do século 20, dá um salto de algumas décadas e tem seu desfecho nos anos 1980.

A partir das famílias do Coronel Firmino (José de Abreu) e do seringueiro Bastião (Jackson Antunes) que como muitos outros é explorado e humilhado pelo proprietário do seringal, a história mostra como o negócio da borracha funcionava e as disputas pelo rentável território do Acre, que na época pertencia à Bolívia, mas era majoritariamente ocupado por brasileiros em busca de melhores perspectivas.

Dessa conjuntura se aproveita Luiz Galvez (José Wilker), espanhol que se lança numa batalha pela conquista do Acre ao saber que os bolivianos estão para arrendar toda a região a um consórcio formado por empresários da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Nesse cenário tem destaque também a figura do militar Plácido de Castro (Alexandre Borges), que chega ao Acre para demarcar terras de seringais e acaba envolvido na disputa pela independência do território, que consegue.
Entre os anos 1940 e 1950, depois de muitos anos de distribuição desigual da riqueza surgida da borracha e com a grande concorrência das plantações mais organizadas da Malásia, o cultivo brasileiro cai em decadência. Nessa fase surgem amadurecidos Augusto (Humberto Martins), filho do Coronel Firmino, e Bento (Emílio Orciollo Netto), filho de Bastião.

Nos anos 1980, os vastos seringais já deram lugar a pastos para gado. Augusto (Francisco Cuoco) não consegue impedir que o domínio de outrora lhe escape por entre os dedos. De sua parte, Bento (Lima Duarte) é o grande amigo de Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes), cuja luta por direitos dos índios e dos seringueiros e contra a destruição da Amazônia o leva a ser assassinado cruel e covardemente.

Leia mais: https://observatoriodatv.uol.com.br/colunas/fabio-costa/na-manchete-e-na-globo-a-amazonia-foi-cenario-de-producoes-de-teledramaturgia

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