POLÍTICA
Bittar chama de “sentença de morte” decisão de Moares que proibiu Bolsonaro de ser atendido por médicos depois de cair da cama

O senador Márcio Bittar (PL) criticou nas redes sociais a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou a remoção imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Hospital DF Star, em Brasília, após o ex-chefe do Executivo sofrer uma queda dentro da cela onde está custodiado, na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal.
“Como é que pode não ter urgência para um traumatismo craniano? Isso não é decisão jurídica, isso é sentença de morte por negligência. Isso é a oficialização da tortura”, disse Bittar, ao comentar o caso.
Bolsonaro caiu durante a madrugada e bateu a cabeça em um móvel da cela. Em decisão proferida na tarde desta terça-feira, Moraes afirmou que não há necessidade de remoção imediata do ex-presidente para uma unidade hospitalar. “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, destacou o ministro.
Na mesma decisão, Moraes determinou que fosse juntado aos autos o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento prestado a Bolsonaro e solicitou ainda que a defesa indique quais exames considera necessários, para que seja avaliada a possibilidade de realização dentro do sistema penitenciário.
Segundo a Polícia Federal, o médico que atendeu o ex-presidente constatou apenas ferimentos leves e informou que não houve identificação de necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação clínica.
A defesa de Bolsonaro, no entanto, contestou a avaliação e protocolou novo pedido ao STF para que ele fosse levado ao hospital. No documento, os advogados afirmam que o ex-presidente sofreu “queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que visitou o marido na última terça-feira, 6, também manifestou preocupação com o estado de saúde do ex-presidente. Em publicação nas redes sociais, ela relatou que Bolsonaro passou mal durante a madrugada. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu em suas redes sociais.
Após a visita, o médico particular de Bolsonaro, Cláudio Birolini, avaliou a situação e confirmou que o ex-presidente sofreu um traumatismo cranioencefálico leve, ressaltando a necessidade de realização de exames para uma análise mais detalhada do quadro clínico.










