POLÍTICA
Bittar critica base governista e diz que CPMI do INSS terminou ao atingir “peixes grandes”

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi encerrada após sete meses ბ sem a aprovação de um relatório final. O parecer apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-Alagoas) foi rejeitado por 19 votos a 12, e o presidente da comissão, senador Carlos Viana, decidiu encerrar os trabalhos sem submeter à votação o texto alternativo da base governista.
Durante a sessão, marcada por divergências, o senador Marcio Bittar fez críticas diretas à atuação de parlamentares alinhados ao governo e defendeu o relatório rejeitado.
“Para mim, essa CPMI se encerra justamente quando começava a chegar a muito tubarão. Esse relatório alternativo foi apresentado apenas para avacalhar o trabalho sério que foi feito aqui”, afirmou Bittar.
O senador também classificou a postura da base governista como um “festival de hipocrisia” e citou nomes ligados à esquerda que, segundo ele, enfrentam problemas na Justiça.
A CPMI investigou um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. O relatório de Alfredo Gaspar, com cerca de 4 mil páginas, sugeria o indiciamento de mais de 200 pessoas por crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e estelionato.
Apesar da rejeição, o presidente da comissão informou que cópias do relatório serão encaminhadas a órgãos como o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal, enquanto parlamentares da base governista anunciaram que levarão seu próprio documento à Polícia Federal.
Instalada em agosto de 2025, a CPMI realizou 38 reuniões, promoveu mais de mil quebras de sigilo e resultou na prisão de quatro investigados ao longo dos trabalhos.











