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Bolsa Família: Acre tem valor 6,6% acima da média nacional e programa injeta R$ 89,6 milhões na economia em março
Com 123.244 famílias atendidas — o equivalente a cerca de 0,66% do total nacional — o Acre movimenta mais de R$ 89,6 milhões no Bolsa Família em março. O valor médio no estado chega a R$ 728,59, 6,6% superior à média do país (R$ 683,75), colocando o Acre entre os seis maiores benefícios médios do Brasil. Os pagamentos começam nesta quarta-feira (18) e seguem até o dia 31, conforme o final do NIS.
O recorte social mostra forte presença de crianças e adolescentes. No estado, 68,3 mil crianças de até seis anos recebem adicional de R$ 150, o que representa um aporte de R$ 9,8 milhões. Já os benefícios complementares de R$ 50 alcançam 109,4 mil jovens de 7 a 18 anos, além de 6,2 mil gestantes e 3,6 mil nutrizes, com investimento superior a R$ 5,6 milhões.
Entre os públicos prioritários, o programa atende 6,2 mil famílias indígenas, 430 pessoas em situação de rua e 138 resgatados de trabalho análogo ao escravo, além de grupos menores como quilombolas e crianças em situação de trabalho infantil. O perfil reforça a concentração do benefício em populações vulneráveis.
Na distribuição municipal, Rio Branco lidera com 42,1 mil famílias — cerca de 34% do total estadual. Em seguida aparecem Cruzeiro do Sul (13,9 mil), Sena Madureira (8,7 mil), Tarauacá (8,6 mil) e Feijó (5,6 mil).
No valor médio por município, Santa Rosa do Purus lidera com R$ 894,71 — 22,8% acima da média estadual — seguido por Jordão (R$ 883,68), Assis Brasil (R$ 818,24), Porto Walter (R$ 811,14) e Tarauacá (R$ 794,76).
No cenário nacional, o programa atende 18,73 milhões de famílias com orçamento de R$ 12,76 bilhões. O Nordeste concentra 46,8% dos beneficiários (8,76 milhões), enquanto o Norte — onde está o Acre — reúne 2,42 milhões de famílias. Entre os estados, a Bahia lidera em volume (2,33 milhões), enquanto Roraima registra o maior valor médio (R$ 751,82), seguido por Amazonas e o próprio Acre.











