SAÚDE
Casos de síndromes gripais voltam a crescer no Acre, aponta Fiocruz
O Acre apresenta um crescimento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme aponta o novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (11/03/2026). A análise, baseada em dados das últimas seis semanas, coloca o estado e a capital, Rio Branco, em níveis de alerta e risco.
Cenário em Rio Branco
Rio Branco foi classificada entre as capitais brasileiras com nível de atividade de SRAG considerado de alerta, risco ou alto risco. O fenômeno não é isolado; outras capitais da Região Norte, como Manaus (AM), Belém (PA) e Porto Velho (RO), enfrentam situação semelhante.
Crianças e Adolescentes são os mais atingidos
De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, o aumento recente tem sido observado especialmente entre crianças e adolescentes. Este cenário está diretamente relacionado ao período de retorno às aulas, que facilita a maior circulação de vírus respiratórios em ambientes fechados e escolares.
Os principais vírus identificados no estado são:
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Vírus Sincicial Respiratório (VSR): Responsável pelo aumento de casos em crianças de até 2 anos.
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Rinovírus: Associado ao aumento de hospitalizações em crianças e adolescentes.
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Influenza A: Tem afetado uma faixa etária mais ampla, incluindo jovens, adultos e idosos.
Dados do Acre e Região Norte
O levantamento mostra que o Acre apresenta uma tendência de crescimento sustentado nas últimas semanas. Na tabela de atividade da Região Norte, o Acre aparece em nível de Risco com tendência de Crescimento, tendo o VSR como principal agente identificado.
Panorama Nacional
Em todo o Brasil, o cenário também é de subida. Somente em 2026, já foram notificados 14.370 casos de SRAG. Destes:
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35% testaram positivo para algum vírus respiratório.
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Entre os positivos, o Rinovírus (40%) e a Influenza A (20%) lideram as estatísticas, seguidos pelo Sars-CoV-2 (Covid-19) com 17%.
Recomendações
A incidência permanece mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade continua concentrada em idosos, sendo a maioria das mortes associada à Covid-19 e à Influenza A. As autoridades recomendam a atualização das vacinas e atenção redobrada aos sintomas respiratórios, especialmente em crianças no ambiente escolar.
Fonte: Boletim InfoGripe/Fiocruz (Referente à Semana Epidemiológica 8 de 2026).
Via G1












