EVANDRO CORDEIRO
COLUNA DO EVANDRO “Da minha parte, defendo uma candidatura a governador do campo progressista”, diz vereador Kamai, que pode ser esse nome
A esquerda não deve disputar as eleições de 2026 sem ter um palanque pra chamar de seu, com candidato a governador e senador. Quem faz essa defesa enfática é o vereador André Kamai, do PT, pato novo no que diz respeito a mandato, mas bem vivido na militância de seu campo no Acre. Kamai é o nome de proa do PT nesse momento no Estado, pela razão elementar de ser, ao menos na capital, o único petista com mandato. No último final de semana, o partido dele promoveu um encontro para discutir as eleições vindouras e, diante da militância, bem resumida, diante do que já foi um dia, expôs sua defesa pela candidatura a governador. Ele diz à coluna não ser exigência que seja do PT, mas que represente a esquerda, garantindo palanque para Lula e sustentando a candidatura ao Senado do ex-governador Jorge Viana. Kamai disse que nos próximos encontros o desejo é ter mais partidos além da federação em voga, onde estão PT, PCdoB e PV. “Queremos chamar para o diálogo PSB, PSOL e até o PDT”, afirma. Quanto ao nome para o Governo não haverá imposição por parte do PT, mas quem conversa com Kamai saca a disposição dele de ir para o ‘sacrificio’, se for o caso. A esquerda não tem só o direito de ter uma chapa completa, com candidato a governador, senador, deputados federais e estaduais, mas o dever de estar na disputa. Se vai ter aceitação do eleitor, são outros quinhentos.
Nome único ao Senado
Ainda segundo André Kamai, a esquerda deve combinar o seguinte: ter apenas um candidato a Senador e esse nome seria o de Jorge Viana, do PT. É o único com chances, no entender dele e de outras lideranças do campo progressista.
O Acre só existiu com ele
Em entrevista ao Roda Viva, Jorge Viana (PT) passou a ideia de que os atuais políticos do Acre tiraram ele do poder na marra. Que a população é louca pela volta dele, líder que é do único grupo político que fez o Estado existir em seus pouco mais de cem anos de história. Ave Maria. Não perde a mania.
Vídeo não elege
O vereador Éber Machado (MDB) têm tentado fazer oposição ao prefeito Tião Bocalom (PL) a base do grito nas redes sociais. Esses dias, com água na cintura, rasgou o verbo: “Venha consertar essa merda”. O conselho de um político velho mandado a ele ontem nos corredores da prefeitura: Se quer voltar pra Assembleia, junte dinheiro. Se vídeo elegesse, o Beijoqueiro era governador do Acre.
Volta da direita
Lula perderia a eleição hoje para Bolsonaro, mas os institutos do consórcio insistem em mostrar pesquisas sem ele. Com essa indefinição, o eleitor acaba não apostando num substituto, apontando vitória de Lula. Deixa se definir um adversário, para vê no que vai dar…a direita, que a imprensa insiste em chamar de extrema direita, volta folgado em 2026.
Na espera
Que o senador Alan Rick (UB) é sabido, isso todo mundo sabe, razão pela qual não é novidade ele estar se comportando como está, calado da silva. Não vai fechar nenhuma fresta até ano que vem.
Bittar e Gladson
O senador Márcio Bittar (UB) não é apenas rejeitado por um grupelho da esquerda, ele é odiado. O motivo são suas posições firmes na defesa dos direitos reclamados pela direita, como a liberação de expressão, por exemplo. Vai desfilar em carro aberto em 2026 numa dobradinha com Gladson Cameli para o Senado, com o título de campeão em emendas da história e como defensor das ideias de Bolsonaro.
Gladson na frente
Sem oposição, ao menos consistente, sistêmica, o governador Gladson Cameli (PP) desagrada a poucos, muito poucos, e segue gerenciando o Acre como um bom gestor, mesmo diante da crise, do pouco dinheiro. Sempre pagando servidor adiantado e agora anunciando novas grandes obras e convocando concursados. Caminha para ser o senador mais votado da história.
Lupa do Bittar
Márcio Bittar (UB) de fato anda em silêncio sobre a celeuma em torno de um nome para o Governo. Mas aqui entre nós, pra ele seria mais cômodo a candidatura da atual vice, Mailza Assis (PP). Ela seria governadora de quatro anos. Bittar enxerga 2030 pela lupa.
Senador do Bolsonaro
Márcio Bittar, a rigor, em relação a 2026, não seria impecilho pra nenhum pretendente ao Palácio Rio Branco. Ele é um dos 27 candidatos ao Senado da cota pessoal de Bolsonaro.
Fala grosso demais
Quem não conhece Vagner Sales, o presidente do MDB, fica até com medo quando ele diz aqueles negócios que disse esses dias, por alguns meios de imprensa. Tipo: “Não estamos mendigando de cargos”. De fato ele tem razão. Não estão tão aperreados assim por CAS. Só erra no jeito que fala, assim meio arrogante. Vagner e seu MDB precisam é de uma chance em uma aliança como a que o PP vai puxar com Mailza Assis, para poder voltar ao cenário. Senão vão continuar minúsculos. Como diria o saudoso ex-presidente João Figueiredo, os cargos eles veem depois.
Escolhas do Zequinha
O que tem de reclamação vinda do Juruá em relação às escolhas do prefeito Zequinha Lima (PP) para estar perto dessa sua segunda gestão, afogou meu zap. Não adianta reclamar do prefeito reeleito. Geralmente o sujeito faz as escolhas de seu modo, muito pessoais, por não ter mais preocupação com reeleição.