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Com inúmeros impostos criados pelo Governo Lula, arrecadação nacional sobe e alcança maior patamar em 31 anos
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 2,88 trilhões em todo ano de 2025, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal.
Em valores corrigidos pela inflação, a arrecadação totalizou R$ 2,93 trilhões no ano passado, contra R$ 2,82 trilhões em 2024. Com isso, houve um aumento real de 3,65%.
▶️Essa também foi a maior arrecadação já registrada um ano fechado desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 31 anos.
“São números bonitos que vamos apresentar, um crescimento importante, considerando inclusive o patamar alto do ano anterior. Considerando receitas não recorrentes do ano anterior”, declarou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
No fim do ano passado, o governo e o Congresso Nacional elevaram a tributação dos juros sobre capital próprio das empresas, das “fintechs” e das “bets“, mas esses aumentos não impactaram na arrecadação de 2025.
▶️Além das medidas de aumento de impostos, o Fisco argumenta que o crescimento da economia também contribuiu para a arrecadação recorde de 2025, como mostram números da produção industrial, da venda de bens e serviços, da massa salarial e das importações.
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Dados da atividade econômica em 2025 — Foto: Receita Federal
IOF bate recorde
▶️A arrecadação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) bateu recorde e atingiu o maior valor da história no ano de 2025 — ou seja, também foi o maior valor em 31 anos.
De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, o crescimento da arrecadação do IOF foi de R$ 12 bilhões em 2025 principalmente por conta do aumento de impostos. Esse valor ficou acima dos R$ 10 bilhões de alta estimados anteriormente pelo órgão.
Em todo ano passado, foram arrecadados R$ 86,5 bilhões no tributo (valores corrigidos pela inflação), com aumento real de 20,5% na comparação com o ano anterior (R$ 71,7 bilhões).
O aumento ocorreu após a batalha judicial, com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que terminou com o aumento do imposto em diversas operações.
“Esse desempenho pode ser pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas [aumento do tributo]”, informou o Fisco.
Taxação de bets
▶️Outra medida do governo que ajudou na arrecadação recorde do ano passado foi a taxação das apostas esportivas, conhecidas como “bets”.
Segundo o Fisco, a tributação de bets e loterias rendeu aos cofres públicos R$ 9,95 bilhões em 2025, contra R$ 91 milhões no ano anterior.
Aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de 2023, a tributação das bets foi uma das medidas defendidas pela equipe econômica do governo para elevar a arrecadação federal.
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Equilíbrio das contas
A alta da arrecadação esteve na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas em 2025. O resultado das contas públicas do ano passado ainda não foi divulgado.
Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas), de cerca de R$ 31 bilhões.
Além disso, há outros abatimentos da meta fiscal do ano passado aprovados pelo Legislativo:
- estimativa de R$ 500 milhões para projetos estratégicos;
- R$ 40,64 bilhões em precatórios);
- R$ 3,31 bilhões para o ressarcimento de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos.
Com isso, as contas do governo podem apresentar um rombo, estimado inicialmente, de até R$ 75,4 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
Esse valor pode ser alterado considerando o valor efetivo pago em precatórios fora da meta, além de exceções do fundo social e do valor de projetos estratégicos em defesa — que embora previsto em R$ 500 milhões no relatório de orçamento, podem atingir até R$ 3 bilhões.
- O elevado valor para despesas fora da meta fiscal é criticado por analistas como um fator que dificulta o equilíbrio das contas do governo.
- O Tesouro Nacional, por exemplo, prevê as contas no vermelho até 2027, mesmo com a necessidade de novos aumentos de impostos, e crescimento da dívida pública – indicador de capacidade de pagamento acompanhado com atenção pelo mercado financeiro.











