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Crise nacional atinge 8,7 milhões de CNPJs, que entram 2026 inadimplentes e Acre sente o baque

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Com 17.488 empresas com dívidas em atraso, o Acre acompanha a pior marca já registrada na série histórica da inadimplência empresarial no Brasil, que atingiu 8,7 milhões de companhias negativadas em outubro de 2025, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. No país, os débitos somam R$ 204,8 bilhões, o maior volume desde o início do levantamento.
No cenário nacional, a inadimplência empresarial cresce em meio à desaceleração do crédito, juros elevados e esfriamento da atividade econômica, fatores que também pressionam o caixa das empresas acreanas, majoritariamente compostas por micro, pequenas e médias, mais sensíveis às oscilações do mercado.
De acordo com a Serasa, a dívida média por empresa inadimplente no Brasil chegou a R$ 23.658,74, com 7,1 contas em atraso por CNPJ. Cada compromisso vencido teve ticket médio de R$ 3.329,50, indicando acúmulo de obrigações financeiras difíceis de renegociar no atual ambiente econômico.
O setor de Serviços concentra a maior parte das empresas negativadas no país (54,9%), seguido por Comércio (33%) e Indústria (8%), perfil que também se repete no Acre, onde serviços, varejo e atividades ligadas ao consumo local predominam na estrutura empresarial. Já entre os credores, o maior volume de dívidas está em Serviços (32,2%) e Bancos e Cartões (19,3%).
As micro, pequenas e médias empresas respondem por 8,2 milhões dos CNPJs inadimplentes no Brasil, acumulando R$ 184,6 bilhões em dívidas, o que evidencia a fragilidade desse segmento frente aos juros altos e à restrição de crédito. “As menores sentem mais rapidamente os impactos econômicos e têm menos fôlego financeiro para atravessar períodos de instabilidade”, avalia a economista Camila Abdelmalack, da Serasa Experian.
Regionalmente, o Norte aparece com 516 mil empresas inadimplentes, o menor volume absoluto do país, mas o dado não reduz o impacto proporcional em economias menores, como a acreana, onde a inadimplência empresarial compromete investimentos, geração de empregos e a sobrevivência dos negócios locais.
O indicador da Serasa considera empresas com ao menos um compromisso vencido e não pago até o último dia do mês de referência e reforça um alerta: sem retomada do crédito e melhora do ambiente econômico, a inadimplência tende a seguir elevada em 2026, inclusive no Acre.

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