SAÚDE
Dengue no Acre: Natacha Ferreira destaca sintomas de alarme e reforça cuidados preventivos em Rio Branco

Por: Natacha Ferreira Montanha – Enfermeira
Se as oscilações de temperatura já deixam nosso sistema respiratório fragilizado (como abordei na coluna sobre gripes), as chuvas intermitentes seguidas de mormaço criam o ambiente perfeito para outro inimigo: o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

1. Sintomas: Quando Suspeitar?
A dengue não é “apenas uma febre forte”. Ela causa uma inflamação sistêmica no corpo. Fique atento aos sinais clássicos que aparecem de repente:
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Febre Alta: Geralmente acima de 38,5°C e de início súbito.
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Dores Intensas: Dor de cabeça (especialmente atrás dos olhos), dores no corpo, nas articulações (parece que os ossos vão quebrar) e nos músculos.
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Manchas Vermelhas: Manchas na pele que podem coçar, surgindo principalmente no tronco e braços.
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Prostração: Cansaço extremo, falta de apetite e mal-estar geral.
2. O Maior Perigo: Sinais de Alarme da Dengue Grave
Muitas pessoas acham que estão melhorando quando a febre baixa, mas é justamente nesse período (entre o 3º e o 7º dia) que os sinais de alarme podem aparecer. Se você ou alguém da sua família apresentar esses sintomas, procure IMEDIATAMENTE uma unidade de emergência (UPA ou Hospital):
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Dor abdominal intensa e contínua;
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Vômitos persistentes;
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Sangramento de mucosas (gengiva, nariz);
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Acúmulo de líquidos (barriga ou pulmão inchados);
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Letargia (muito sono) ou irritabilidade;
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Tontura ao levantar.
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3. Prevenção: O Checklist da Natacha para sua Casa
Não adianta apenas cobrar o poder público; 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das nossas casas e quintais. Vamos fazer um pacto de 10 minutos por semana?
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Caixa d’água: Vedada corretamente, sem frestas.
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Pratinhos de Plantas: Use areia até a borda ou lave semanalmente com escova.
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Pneus e Garrafas: Guarde em locais cobertos ou vire de cabeça para baixo.
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Calhas: Mantenha limpas para não acumular água da chuva.
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Lixo: Descarte corretamente e mantenha as lixeiras tampadas.
4. Dica da Enfermeira: Cuidado com a Automedicação!
Isso é vital, pessoal: SE SUSPEITAR DE DENGUE, NÃO TOME REMÉDIOS À BASE DE ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (como AAS, Aspirina) ou anti-inflamatórios (como Ibuprofeno, Diclofenaco). Esses medicamentos aumentam o risco de sangramentos e podem agravar a doença.
Conclusão: A dengue é uma doença séria, mas que podemos combater juntos. A informação correta e a atitude preventiva são as nossas maiores forças. Cuide do seu quintal, proteja sua família e ajude a nossa comunidade a ficar livre desse perigo. — Natacha Ferreira Montanha, sua enfermeira.
Referências Bibliográficas
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Ministério da Saúde (Brasil). Guia de Vigilância em Saúde: Volume Único. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, 2024. Disponível em: gov.br/saude.
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Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Dengue: Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento nas Américas. Washington, D.C., 2023.
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Secretaria de Estado de Saúde do Acre (SESACRE). Boletim Epidemiológico de Arboviroses e Síndromes Respiratórias – Março/2026. Rio Branco, AC.
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Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Protocolos de Enfermagem na Atenção Básica: Doenças Infectocontagiosas. Brasília, DF.
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Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Orientações sobre Vacinação e Prevenção de Doenças Sazonais. São Paulo, SP, 2025.
















