EVANDRO CORDEIRO
Depois do Carnaval, do pescoço pra baixo tudo será política; nem a Copa do Mundo suavizará a disputa

A disputa pelo Governo do Acre, a luta pelas duas vagas no Senado e a corrida por mandados proporcionais, que são de deputados federais e estaduais, estão a todo vapor desde o ano passado. No entanto, a disputa, de fato, começa depois do Carnaval, como tudo no Brasil. Falei por telefone com algumas das assessorias e todas confirmam agendas bem carregadas dos pré-candidatos para o pós-folia. Como se diz na gíria, depois da festa carnavalesca, do pescoço pra baixo tudo será… política. A disputa pelo Governo está definida, com Mailza Assis sendo a candidata do PP, com apoio total do Palácio Rio Branco; Alan Rick pelo Republicano; Tião Bocalom, do PL, mas sendo ameaçado de não ter legenda; além de Thor Dantas, pelo PV ou PT; e Dr Luizinho pelo Agir. Desses aí, só os grupos de Bocalom e Mailza devem amenizar os ataques, por razões de afinidade no segundo turno. Nunca é demais lembrar que no lugar de Bocalom ficará um cara do PP, o Alysson Bestene, por quem o governador Gladson, a figura mais importante da eleição, nutre um amor fraternal. No mais, os confrontos tendem a dureza. Vai ser pau na máquina. Depois da quarta de cinzas, as cortinas se abrem e começa o espetáculo. Corifeus não faltarão.
Só na ideia
Essa ‘guerra’ prevista para acontecer na campanha, só não pode descambar para a violência no sentido amplo da palavra. Estará de bom tamanho se ficar no campo das ideias.
Combo do MDB
O MDB está discutindo internamente e montando o combo para chegar no Governo com o compromisso em favor da reeleição da vice, Mailza Assis (PP). Particularmente não acredito muito num dos itens da proposta que é chegar com uma candidata ao Senado, a ex-deputada federal Jéssica Sales.
Afronta
O que o prefeito de Sena Madureira fez não é um crime previsto na Constituição, ao entrar numa obra do Governo para filmar, mas uma afronta política. Ainda mais levando o principal adversário da candidata do Palácio. Parece que ele queria mostrar seu lado e fez da forma mais afrontosa possível.
Vai ser julgado
O vereador Éber Machado (MDB) não está proibido de ser oposição ao prefeito Tião Bocalom (PL). A Constituição garante a ele o direito. Agora a forma como faz vai ser julgada nas urnas, pode ele ter essa certeza. Tem sido muito agressivo e talvez por isso esteja concentrado dentro de uma bolha de cem curtidas em média de seus vídeos.
Oposição ao Gladson
Alguns poucos opositores do governador Gladson Cameli (PP) perdem tempo ao ficarem na internet fazendo torcida contra ele, esperando que isso e aquilo caia sobre a cabeça dele. Não vai cair, gente. A cada pesquisa, os números se repetem em favor do cara.













