POLÍCIA
Desrespeito: Mesmo foragido réu por envolvimento na “Chacina do Taquari” participa de audiência
Foragido a mais de um ano e cinco meses e réu por envolvimento na “Chacina do Taquari”, que resultou em seis assassinatos, Ronivaldo da Silva Gomes, participou da audiência de instrução e julgamento do processo.
Roni, como é mais conhecido, foi interrogado por meio de vídeo conferência. “Foi uma falta de respeito. Em um ato oficial da justiça, um foragido participa tranquilamente, mesmo estando foragido”, disse o promotor Ildon Maximiano.
O representante do Ministério Público do Acre foi contra a realização do procedimento, já que Ronivaldo está com a prisão decreta.
Mas o Juiz da 1ª Vara Criminal Robson Aleixo disse que existe jurisprudência (decisão que reflete o entendimento de um Tribunal a cerca do caso), que autoriza a participação de foragido em audiência.
O promotor Ildon Maximiano perguntou ao réu se ele queria revelar o seu endereço. Roni respondeu que não, já que vem sendo ameaçado. Ele negou também qualquer envolvimento no caso.
A “chacina do Taquari”, ocorreu na noite de três de novembro do ano passado, no interior de uma casa, localizada na Travessa Morada do Sol, no Bairro Taquari.
Durante o confronto foram mortos, Adegilson Ferreira da Silva, Valdei das Graças Batista, que faziam parte do Bonde dos 13, e Luan Santos de Oliveira, Tailãn Dias da Silva, Sebastião Ytalo Nascimento e Tiago Rodrigues da Silva, que integravam o comando vermelho.
Ronivaldo Gomes, teve o processo desmembrado. Além dele também são réus Davidesson da Silva Oliveira, o “Escopetinha”, Rony da Silva Matos, o “Tony Barroca”, José Werventon Nascimento Rocha, o “Raridade,” Denilson Araújo da Silva, o “Jabá”.