SAÚDE
Enfermeira Natacha Ferreira comenta sobre a IA e Telessaúde; enfermagem na era digital

Em 2026, a tecnologia não é mais uma promessa para o futuro; ela consolidou-se como a infraestrutura permanente da nossa saúde. No entanto, o grande marco deste ano não é apenas a velocidade das máquinas, mas o uso ético e humano dessas ferramentas no cotidiano da enfermagem.
Prontuários Inteligentes: Otimizando o Tempo para o que Importa
O uso de prontuários inteligentes e Inteligência Artificial para a triagem de riscos revolucionou nossa rotina. Hoje, algoritmos nos ajudam a identificar precocemente pacientes com maior risco de complicações, permitindo uma intervenção rápida que salva vidas.
Mas fica o alerta: a IA otimiza o tempo, mas nunca substituirá a empatia e a escuta ativa. A tecnologia faz o diagnóstico dos dados, mas é o enfermeiro quem faz o diagnóstico da alma, oferecendo o conforto e o olhar humano que nenhuma máquina pode replicar.
Consultórios Digitais: Autonomia com Responsabilidade
Uma das grandes vitórias da nossa categoria são os “consultórios digitais”. O atendimento remoto expandiu o acesso à saúde, mas trouxe também novas exigências. É fundamental destacar que, em qualquer ambiente de telessaúde, a presença e a obrigatoriedade do enfermeiro responsável técnico são indispensáveis para garantir a segurança do paciente e a qualidade da assistência.
O Equilíbrio Necessário
A Enfermagem na Era Digital exige que sejamos profissionais “híbridos”: dominamos a tecnologia para sermos mais precisos, mas mantemos as mãos e o coração prontos para o cuidado direto. A ciência evolui, mas a essência da enfermagem permanece sendo o amor ao próximo e o zelo pela vida.












