SAÚDE
Enfermeira Natacha Ferreira faz alerta sobre os riscos dos coletores menstruais: o que os profissionais precisam saber

A Enfermeira Natacha Ferreira Montanha faz um importante alerta aos profissionais de saúde e usuários sobre o uso de dispositivos menstruais modernos. Embora coletores, discos e calcinhas absorventes sejam considerados tão seguros quanto os absorventes tradicionais, o uso incorreto pode acarretar riscos raros que exigem atenção diagnóstica.
O Cenário Clínico e Riscos Documentados
Estudos recentes, incluindo relatos publicados em fevereiro de 2025, mostram que o mau posicionamento desses dispositivos pode causar complicações urológicas:
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Compressão Ureteral: Casos documentados mostram que coletores mal posicionados podem comprimir o ureter, levando a edema renal e hidronefrose.
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Sintomas Atípicos: Pacientes podem apresentar dor no flanco, hematúria (sangue na urina) e cólicas renais intermitentes sem presença de febre.
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Síndrome do Choque Tóxico (SCT): Embora rara, a SCT continua sendo um risco associado ao uso inadequado ou tempo de permanência excessivo do produto.
Cuidados de Enfermagem na Orientação e Uso
Para garantir a segurança das pacientes, a enfermagem deve implementar os seguintes cuidados e orientações:
1. Avaliação de Sintomas e Queixas
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Escuta Ativa: Investigar qualquer relato de desconforto, pressão pélvica ou dor durante o uso do coletor, o que pode indicar posicionamento incorreto.
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Conexão Diagnóstica: Ao atender mulheres com dor lombar ou alterações urinárias, o enfermeiro deve questionar qual produto menstrual está sendo utilizado para estabelecer uma possível conexão causal.
2. Educação sobre Higiene e Manejo
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Esterilização: Orientar a fervura do coletor no início e no fim de cada ciclo menstrual.
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Higienização das Mãos: Reforçar a importância de lavar bem as mãos antes de inserir ou remover o dispositivo para evitar infecções.
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Tempo de Esvaziamento: Instruir a paciente a não exceder o tempo de uso recomendado (geralmente de 8 a 12 horas) para prevenir a proliferação bacteriana.
3. Orientação de Ajuste e Anatomia
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Tamanho Adequado: Auxiliar a paciente na escolha do tamanho correto do coletor, considerando a altura do colo do útero e histórico de partos.
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Verificação do Vácuo: Ensinar a paciente a verificar se o coletor abriu completamente e formou o vácuo necessário, evitando que ele se desloque e comprima estruturas vizinhas.
Conclusão
A educação em saúde é a principal ferramenta de prevenção. Quando bem orientadas, as pacientes podem usufruir dos benefícios dos produtos reutilizáveis com segurança, revertendo qualquer quadro inflamatório apenas com a correção do uso.
REFERENCIAS :
ARTIGO: Riscos raros dos coletores menstruais: o que os médicos devem observar/ Por: Kaitlin Sullivan













