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Estudo aponta até 30% de redução de custos com Ferrovia Bioceânica e coloca Acre em nova rota Brasil–Pacífico

O Acre pode reduzir custos logísticos em até 30% e ampliar a competitividade de suas exportações com a implantação da Ferrovia Bioceânica, segundo estudo do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, com apoio do Sebrae/AC. A análise indica que o estado, hoje a mais de 3 mil km dos principais portos brasileiros, pode ganhar nova posição na ligação comercial entre o Centro-Oeste — que concentra cerca de 45% da produção nacional de grãos — e portos do Peru voltados ao mercado asiático. O estudo ressalta que o Acre pode atuar como corredor logístico e centro de distribuição regional, favorecendo cadeias como carne bovina, soja, madeira certificada e produtos da sociobiodiversidade.
Ao mesmo tempo, alerta que até 70% dos benefícios econômicos podem não se concretizar sem investimentos em infraestrutura, qualificação empresarial e planejamento público de longo prazo. A ferrovia, ainda em fase de proposta e estimada em bilhões de dólares, tem expectativa de financiamento majoritário da China e traçado indefinido, com alternativas por Assis Brasil ou Cruzeiro do Sul. “A Ferrovia Bioceânica pode romper o isolamento histórico do Acre, mas o estado precisa se preparar para não ser apenas passagem”, afirma o autor do estudo.
O documento também aponta riscos socioambientais na Amazônia e a necessidade de equilíbrio entre produção e preservação. Hoje, a BR-364 é citada como gargalo crítico à integração logística e ao aproveitamento da futura rota Brasil-Pacífico.











