ESPORTE
Festa de ex-atacante embala o sábado e a criação da associação dos ex-jogadores ganha força
MANOEL FAÇANHA
Um grupo de ex-jogadores do futebol acreano esteve reunido na tarde e noite do sábado (28), na residência do ex-atacante Ricardinho, hoje chefe da equipe médica de socorristas da cidade paulista de Atibaia-SP, para um dia de confraria regado a muita cerveja gelada, pagode, forró e outras variedades de estilos musicais. E, pra ninguém ficar de ressaca, ainda rolou um show de culinária regional com a tradicional panelada de mocotó, especialmente preparada pelo ex-jogadores Odinei e Tinda e ainda o caldo de mandim, esse temperado ao gosto pelas mãos do ex-zagueiro Nego e do lateral Marquinhus.


Feliz com a presença dos amigos, o ex-atacante Ricardinho disse que um momento como aquele era muito especial na sua vida. “Estou muito feliz em compartilhar esse dia com pessoas tão especiais que entraram na minha vida durante minha trajetória de atleta. Esse dia vai ficar na minha memória e também na memória desses amigos que estão neste espaço físico com objetivo de trocar ideias, compartilhar sonhos, relembrar os bons momentos do passado e ainda aproveitar o calor da festa para se divertir com aquele espírito que ajudou a construir parte de um dos capítulos da história do futebol acreano”, comentou o ex-jogador que ainda na carreira vestiu as camisas do Rio Branco, Juventus, Andirá, Atlético Acreano e Independência.

Ricardinho silenciou o Baenão em 2000
Vivendo uma vida agitada e de grau elevado de responsabilidade para salvar vidas, Ricardinho, hoje aos 46 anos, fez história com a camisa do Vasco da Gama não somente na conquista do título

estadual de 1999, quando o clube da Fazendinha não vencia um estadual há 34 anos e era considerado a quinta força do futebol local, mas também numa disputa de Copa Norte diante do Clube do Remo em 2000. O atleta lembra que numa manhã de domingo, o time vascaíno pisou no gramado do estádio Baenão, em Belém do Pará, para enfrentar o Clube do Remo. O estádio estava lotado e o prenúncio era de uma goleada remista para cima do então campeão acreano, isso na análise dos especialistas antes de a bola rolar. No entanto, a previsão de goleada virou desespero para o Leão paraense, pois naquela manhã de domingo os deuses do futebol resolveram ungir o time acreano e com atuações espetaculares de Ricardinho (autor do gol da vitória) no ataque e do goleiro Máximo na defensiva, inclusive, esse pegando uma penalidade, o time acreano venceu a partida e ainda manteve uma hegemonia de quatro jogos sem derrotas do futebol da Terra de Chico Mendes diante do Clube do Remo em disputa de Copa Norte. O certo é que o silêncio das arquibancadas do estádio Baenão naquele domingo trágico para o torcedor remista somente retratava um dos resultados mais improváveis do futebol regional.

Ex-atletas querem criar sua associação

O encontro dos amigos do ex-atacante Ricardinho não ficou somente nas bebidas, na boa culinária, no samba e no balanço do forró. Ele foi muito além do aspecto festivo e vislumbrou a necessidade da criação de uma entidade representativa dos ex-atletas. Os ex-jogadores estão preocupados com a situação vulnerável de alguns ex-companheiros de profissão, alguns deles convivendo com problemas de saúde. O ex-lateral esquerdo Marquinhus Amor e o ex-zagueiro Odinei estão entre as cabeças pensantes no sentido de buscar a criação da associação dos ex-jogadores de futebol do estado. “Estamos trabalhando na documentação da criação da nossa associação. Uma entidade que vai nascer com os princípios voltados ao auxílio dos nossos ex-atletas que hoje convivem em situação de vulnerabilidade social. Outro objetivo da entidade será a criação de um calendário de atividades esportivas e sociais, algo que faz bem ao nosso corpo e a nossa saúde mental”, pontuou Marquinhus.












