POLÍTICA
Gerlen Diniz trai Governo e partido ao ‘promover adversários’ e aliados amanhecem exonerados nesta quinta, 12

A política acreana registrou, na noite desta quarta-feira (11), mais um episódio de forte tensão envolvendo o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP), o governo do Estado e a cúpula do Partido Progressistas. O estopim da crise foi a ‘invasão’ do prefeito à Casa do Agricultor — também chamada de Pousada do Agricultor — acompanhado do senador e pré-candidato ao Governo Alan Rick (Republicano) e da pré-candidata ao Senado Mara Rocha. Segundo o governo estadual, o grupo teria ocupado uma obra sob responsabilidade do Deracre para a realização de gravações com fins políticos e eleitorais.
A repercussão foi imediata. O governo classificou o ato como infração grave e anunciou medidas judiciais. Paralelamente, o Progressistas publicou nota de repúdio contra Gerlen Diniz, acusando-o de rompimento político com a legenda e de atuar em apoio a grupos adversários. A Executiva Regional informou ainda que abrirá processo disciplinar interno para apurar a conduta do prefeito.
Mas o movimento mais contundente veio no campo administrativo. Na edição desta quinta-feira, 12, do Diário Oficial do Estado, cargos ocupados por aliados de Gerlen Diniz foram exonerados – incluindo o irmão, Geandre, cujo salário passa dos R$ 7 mil. A medida foi interpretada nos bastidores como uma resposta direta do Palácio Rio Branco e da direção do PP ao gesto político do prefeito, sinalizando o rompimento prático da aliança. Vários outros antigos “companheiros” e parentes de Gerlen também foram demitidos na dura retaliação do Palácio Rio Branco.
Para o Progressistas, a presença de Gerlen ao lado de Alan Rick — apontado como principal adversário do grupo governista na disputa projetada para 2026 — foi entendida como afronta e quebra de lealdade partidária. Na nota pública, o partido afirma que o prefeito tem promovido “reiterados movimentos de apoio e promoção de grupos políticos adversários”, destacando que a legenda foi fundamental para sua eleição em 2024.
A crise expõe o redesenho antecipado do tabuleiro eleitoral de 2026. Ao reagir com exonerações e com a abertura de processo disciplinar, o PP busca demonstrar que não tolerará dissidências internas em momento de articulação estratégica. O gesto também funciona como recado a outras lideranças que eventualmente cogitem aproximação com adversários do governo.
Do outro lado, aliados de Gerlen sustentam que o espaço visitado pertence ao município e que não houve invasão. O episódio, inclusive, gerou troca pública de acusações entre parlamentares e membros do governo, ampliando o desgaste político.
O prefeito agora enfrenta um cenário de isolamento institucional no âmbito estadual, após a perda de espaços ocupados por indicados seus na estrutura do governo. A eventual expulsão do PP poderá deixá-lo sem legenda em meio à turbulência política, obrigando-o a buscar novo abrigo partidário.
A repercussão foi imediata. O governo classificou o ato como infração grave e anunciou medidas judiciais. Paralelamente, o Progressistas publicou nota de repúdio contra Gerlen Diniz, acusando-o de rompimento político com a legenda e de atuar em apoio a grupos adversários. A Executiva Regional informou ainda que abrirá processo disciplinar interno para apurar a conduta do prefeito.
Mas o movimento mais contundente veio no campo administrativo. Na edição desta quinta-feira, 12, do Diário Oficial do Estado, cargos ocupados por aliados de Gerlen Diniz foram exonerados – incluindo o irmão, Geandre, cujo salário passa dos R$ 7 mil. A medida foi interpretada nos bastidores como uma resposta direta do Palácio Rio Branco e da direção do PP ao gesto político do prefeito, sinalizando o rompimento prático da aliança. Vários outros antigos “companheiros” e parentes de Gerlen também foram demitidos na dura retaliação do Palácio Rio Branco.
Para o Progressistas, a presença de Gerlen ao lado de Alan Rick — apontado como principal adversário do grupo governista na disputa projetada para 2026 — foi entendida como afronta e quebra de lealdade partidária. Na nota pública, o partido afirma que o prefeito tem promovido “reiterados movimentos de apoio e promoção de grupos políticos adversários”, destacando que a legenda foi fundamental para sua eleição em 2024.
A crise expõe o redesenho antecipado do tabuleiro eleitoral de 2026. Ao reagir com exonerações e com a abertura de processo disciplinar, o PP busca demonstrar que não tolerará dissidências internas em momento de articulação estratégica. O gesto também funciona como recado a outras lideranças que eventualmente cogitem aproximação com adversários do governo.
Do outro lado, aliados de Gerlen sustentam que o espaço visitado pertence ao município e que não houve invasão. O episódio, inclusive, gerou troca pública de acusações entre parlamentares e membros do governo, ampliando o desgaste político.
O prefeito agora enfrenta um cenário de isolamento institucional no âmbito estadual, após a perda de espaços ocupados por indicados seus na estrutura do governo. A eventual expulsão do PP poderá deixá-lo sem legenda em meio à turbulência política, obrigando-o a buscar novo abrigo partidário.
Abaixo, a íntegra da nota divulgada pelo Deracre:
Nota pública sobre invasão de obra do governo em Sena Madureira
O governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), vem a público repudiar a postura desrespeitosa e agressiva do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, do senador e pré-candidato ao governo do Acre, Alan Rick, e da pré-candidata ao Senado Federal, Mara Rocha, que, nesta quarta-feira, 11, invadiram uma obra, em execução pela autarquia, de forma intempestiva, para a gravação de filmagens de promoção política e eleitoral.
Em claro desrespeito às normas e orientações de segurança, o prefeito Gerlen Diniz e o senador Alan Rick invadiram o canteiro de obras da Pousada do Agricultor, sem devida autorização, para gravar vídeos voltados à promoção eleitoral, visando ao pleito de 2026.
Essa ação, mais do que afrontar a Constituição Federal em seu artigo 37, que trata do princípio da impessoalidade na gestão pública, colocou em risco a integridade física dos participantes que, de forma destemperada e agressiva, foram expostos aos riscos inerentes de um canteiro de obras sem as devidas orientações e proteções de segurança.
Diante do ocorrido, o Deracre informa que irá acionar juridicamente os envolvidos, tomando todas as medidas legais cabíveis.
Sula Ximenes
Presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre








