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Cardeal Müller critica diferença no tratamento da missa tradicional e caminho sinodal alemão

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ACI Digital / Foto: Daniel Ibañez / CNA

O cardeal Gerhard Ludwig Müller, ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, vê “desproporção” entre “o severo disciplinamento da minoria que utiliza o rito pré-conciliar” efetuado pelo motu proprio Traditionis custodes e “a resposta relativamente modesta aos ataques massivos à unidade da igreja” realizados por membros do caminho sinodal alemão. Em artigo publicado na segunda-feira, 19, no site inglês The Catholic Thing, sobre as restrições à missa tradicional em latim ordenadas pelo papa na sexta-feira 16 de julho, Müller desse que “em vez de apreciar o cheiro das ovelhas, o pastor aqui as golpeia forte com seu cajado”.

“Sem a menor empatia”, diz o cardeal, o papa “ignora os sentimentos religiosos dos participantes, muitas vezes jovens, de missas celebradas segundo o Missal de João XXIII”.

Müller diz que “em sua “Carta aos Bispos de todo o mundo”, que acompanha o motu proprio, o papa Francisco realmente “tentou explicar os motivos que o levaram, como portador da autoridade suprema da Igreja, a limitar a liturgia na forma extraordinária”. Entretanto, “além da apresentação de suas reações subjetivas, uma argumentação teológica estrita e logicamente compreensível também teria sido apropriada”. Segundo Müller, “a autoridade papal não consiste em exigir superficialmente dos fiéis a mera obediência, isto é, uma submissão formal da vontade, mas, muito mais essencialmente, em permitir que os fiéis também sejam convencidos”.

O cardeal, que foi bispo de Ratisbona antes de ser chamado por Bento XVI para servir na cúria romana em 2012, enfatizou que o papa deve ser “totalmente apoiado” em sua preocupação por evitar “resistência à autoridade do Vaticano II”. “O papa insiste com razão no reconhecimento incondicional do Vaticano II”, diz Müller. Ninguém pode se chamar católico e querer voltar para o tempo anterior ao Vaticano II (ou qualquer outro concílio reconhecido pelo Igreja) dizendo que aqueles foram os tempos da ‘verdadeira’ Igreja”, acrescentou. 

Entretanto, o cardeal destaca que vários “ensinamentos do Vaticano II” estão sendo negados “de maneira herética” por “uma maioria de bispos alemães”. Segundo Müller, “apesar de todo o aparente entusiasmo que expressam pelo papa Francisco”, os bispos que lideram do Caminho Sinodal “negam categoricamente a autoridade conferida a ele por Cristo como o sucessor de Pedro”.

O bispo menciona o fato de que alguns bispos alemães rejeitaram abertamente um documento publicado em março deste ano pela Congregação para a Doutrina da Fé, negando a possibilidade de a Igreja abençoar as uniões homossexuais, uma proposta feita por membros do Caminho Sinodal Alemão desde seu início em 2019.

“O documento da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) sobre a impossibilidade de legitimar atos sexuais e extraconjugais entre pessoas do mesmo sexo por meio de uma bênção foi ridicularizado por bispos, padres e teólogos alemães (e não apenas alemães) como meramente a opinião de funcionários subqualificados da cúria”. Para o cardeal, isso é “uma ameaça à unidade da Igreja na fé revelada” comparável ao “cisma protestante no século XVI”.

“Também parece simplesmente injusto abolir as celebrações do “antigo” rito só porque atrai algumas pessoas problemáticas: abusus non tollit usum (o abuso não tira o uso)”, continua o bispo.

Segundo Dom Ludwig Müller, “um pouco mais de conhecimento da dogmática católica e da história da liturgia poderia neutralizar a formação infeliz de partidos adversários e também salvar os bispos da tentação de agir de maneira autoritária, sem amor e mesquinha contra os partidários da “velha” Missa”.

O cardeal disse esperar que as Congregações para os Religiosos e para o Culto Divino, com sua nova autoridade, “não se embriaguem pelo poder e comecem a pensar que devem travar uma campanha de destruição contra as comunidades que utilizam o rito antigo”.

“Se Traditionis custodes está ao serviço da unidade da Igreja, isso só pode significar uma unidade na fé, que nos permite chegar ao conhecimento perfeito do Filho de Deus, ou seja, uma unidade na verdade e no amor”, conclui o cardeal.

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Mãe de Rebeca Andrade diz que ela e filha se prepararam ‘com muita oração’

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A mãe de Rebeca Andrade afirmou que, além do trabalho duro nos treinamentos, ela e a filha se prepararam “com muita oração”.

Dona Rosa é a mãe da ginasta que encantou os brasileiros com seu sorriso e expressão de serenidade após conquistar duas medalhas nas Olimpíadas de Tóquio: uma de prata e uma de ouro.

Nesta segunda-feira, 02 de agosto, Rebeca Andrade ficou em quinto lugar na final do solo. Sua prova foi de alto nível, mas um passo para fora após a primeira acrobacia tirou pontos, o que impediu sua conquista da terceira medalha, segundo o GE.

“A preparação foi espiritual mesmo. Somos evangélicos, então nos preparamos com muita oração e pensamento positivo porque o restante teria de ser com ela, muito treino e concentração”, contou dona Rosa a Galvão Bueno, na manhã do último domingo, 01 de agosto.

“O que ela tinha de fazer ela estava fazendo. Então o que a gente tinha de transmitir para ela era essa tranquilidade que você fala que eu tenho no jeito de falar e na base da oração mesmo”, reiterou a mãe de Rebeca.

Emoção

Quando a filha venceu a prova de salto, tornando-se campeã olímpica e a primeira brasileira a conquistar duas medalhas na mesma edição dos Jogos, a emoção tomou conta.

“Nossa, a gente ficou aqui esperando o último momento, esperando sair ali no placar, na esperança de sair o ouro, mas queríamos ouvir a sua narração, o seu grito que era ouro para só aí a gente pular. gritar. Aí a gente pulou, gritou, coitados dos vizinhos que estavam dormindo, mas não conseguimos nos conter, o coração fica a mil por hora”, contou.

Dona Rosa disse que as medalhas de sua filha são do povo brasileiro: “Ela [Rebeca] tem mesmo essa serenidade. Eu só tenho a agradecer, não tenho palavras para dizer como estou feliz por essa conquista que não é só dela é de todos a equipe e de quem acreditou nela. Essa medalha é para todos nós, todos nós mesmo”, conforme informado pelo Pleno News.

No mesmo dia, Rebeca Andrade usou as redes sociais para expressar gratidão a Deus e aos brasileiros que torceram por ela: “Deus é bom o tempo todo e o trabalho duro tá aí! Obrigada a todos pela torcida, orações e tudo mesmo!”.

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“Projeto Edificar”, da Assembleia de Deus Rio Branco, constrói casas para famílias carentes

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A igreja evangélica Assembleia Deus, ministério de Rio Branco, presidida pelo pastor Luiz Gonzaga de Lima, demorou mas acabou divulgando um projeto que poderá mudar o conceito do evangelho no Acre, o “Projeto Edificar”. O objetivo é alcançar os fiéis de baixa renda. Para se ter uma ideia, já foram entregues duas casas do referido projeto e muito em breve serão entregues outras duas, sendo na regional dois, na Baixada da Sobral, e outra pelo templo sede.

Antes e depois de uma das casas beneficiadas pelo projeto

O projeto é uma cópia aprimorada de uma ideia criada na igreja Assembleia de Deus de Belém, convenção na qual a AD Rio Branco é filiada. Aqui no Acre, segundo explicou a assessoria da igreja, os beneficiados ganham a casa construída, bastando ter o terreno.

Na manhã desta sexta-feira, 30, na companhia do pastor Davi Santiago, vice-presidente da igreja, o pastor Luiz Gonzaga, presidente, visitou as obras de construção das casas do projeto Edificar, Projeto esse que visa alcançar os irmãos de baixa renda, já foram entregues 2 casas do referido projeto, e muito em breve serão entregues mais essas 2, sendo na regional 2 e outra pelo templo sede.

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Igrejas Batistas Regulares do Acre promovem 39ª Assembleia Geral Acre com participação de preletor paulista

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As igrejas Batistas Regulares do Acre estão participando, na estrada da Sobral, 2598, em Rio Branco, da 39º Assembleia Geral, a AIBRAC. O evento começou dia 28 e só termina no próximo domingo, 31. Quem está ministrando a palavra é o pastor Helder Cardin, uma das autoridades brasileiras em teologia. Ele é reitor do Seminário Bíblico Palavra da Vida (Atibaia- SP), mestre, professor das áreas de Teologia, Hermenêutica e Educação Cristã nos cursos de graduação, extensão e pós-graduação.

Segundo a coordenação do evento, no Acre existem 35 igrejas Batistas Regulares, maioria na capital. Estão participando desse evento pastores de todas essas igrejas, inclusive as do interior. A programação começa sempre às 8 da manhã e termina com um culto à noite.

História

O movimento Batista Regular brasileiro tem suas raízes na América do Norte. Em 1932, é a data do surgiu o movimento Batista Regular nos Estados Unidos. No Brasil, o movimento chegou em 1935 e 1936 com os missionários William A. Ross e Edward Guy McLain, respectivamente.

O movimento

A primeira associação das igrejas batistas regulares foi oficialmente fundada em 1932, nos Estados Unidos, porém alguns anos depois chegou ao Brasil através do serviço pioneiro dos missionários americanos das missões ABWE e Baptist Mid-Missions.

​O movimento foi fundado para se opor a uma onda de liberalismo teológico que estava se espalhando pela América e Europa no início do século XX e que infelizmente já havia corrompido muitas igrejas batistas. Nesse sentido, o movimento Batista Regular é destacado pela sua firmeza doutrinária, amor inegociável a Jesus Cristo e desejo em fazê-lo conhecido em toda a Terra.

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