CULTURA & ENTRETENIMENTO
História do Taekwondo no Acre é contada em livro de autoria do historiador e artista plástico Enilson Amorim

Historiador, caricaturista e artista plástico, Enilson Amorim é membro da Academia Acreana de Letras (AAL). Autor de diversas publicações sobre o folclore amazônico regional, também se dedica à prática do taekwondo. / Foto: Clemerson Ribeiro
O historiador e artista plástico Enilson Amorim lança, no próximo sábado (11 de abril), às 16h, no Museu dos Povos Acreanos, seu novo livro intitulado A História do Taekwondo no Acre. A obra foi financiada com recursos do edital da Fundação Elias Mansour (FEM/PNAB), em parceria com os governos Federal e Estadual. O evento conta com apoio da Academia Acreana de Letras (AAL), da Federação de Taekwondo do Acre (FETEAC) e da Associação Acreana de Cinema (ASACINE).
Segundo Amorim, o livro nasceu de uma solicitação feita pelo Mestre Juca, ainda em vida, durante uma visita em sua casa no ano de 2021. “Ele me pediu para escrever a verdadeira história do taekwondo no Acre, pois havia pessoas tentando afirmar que ele não era o introdutor desta arte marcial no Estado. Após sua morte, meu compromisso com o mestre se fortaleceu e decidi registrar minuciosamente os principais eventos e personagens dos primeiros tempos do taekwondo no Acre, destacando a chegada do verdadeiro introdutor, o Mestre José Carlos Gomes Guimarães (Mestre Juca)”, explicou o autor.
O lançamento será realizado no Museu dos Povos Acreanos, localizado na Avenida Epaminondas Jácome, nº 2.700, no centro de Rio Branco. A programação inclui apresentações culturais, sessão de autógrafos e entrada gratuita para o público.
O AUTOR
Enilson Amorim de Lima, nascido em Rio Branco em 5 de agosto de 1974, é artista plástico, escritor, jornalista e veterano do taekwondo dos anos 1990. Filho de migrantes nordestinos, passou a infância desenhando caricaturas e criando histórias em quadrinhos. Trabalhou desde cedo, vendendo refrescos e salgados para a sua mãe, dona Francisca Amorim de Lima, nas ruas do segundo distrito da capital.
Em 1994, iniciou sua carreira no jornal O Rio Branco como caricaturista e, em 1998, recebeu o registro profissional de jornalista. Formado em Artes Visuais e História, publicou obras como Mapinguari: A Lenda, além de livros infantis inspirados no folclore regional, entre eles Abelardo e o Curupira, Clarinha e o Boto e O Canto do Uirapuru. Pelo destaque de sua produção literária, foi eleito em 2019 para a cadeira nº 07 da Academia Acreana de Letras, tornando-se um dos imortais mais jovens da instituição.

O livro relata a chegada do Mestre Juca ao Acre e destaca a importância de seus alunos como seus sucessores na propagação e difusão do taekwondo no Estado.
Sua trajetória também se conecta ao taekwondo desde 1989, quando se tornou aluno do Mestre Juca. Participou de projetos sociais e competições no Acre e em outros estados, graduando-se faixa preta pelas mãos do Mestre Levy Azevedo (6º Dan). Mais tarde, obteve certificação internacional reconhecida pelo Kukkiwon, na Coreia do Sul. Atualmente, é faixa preta 1º Dan pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) e segue ativo tanto nas artes marciais quanto nas artes visuais, consolidando-se como uma das figuras mais multifacetadas da cultura acreana.











