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Hoje, 22 de março, é Dia Mundial da Água e geografo e escritor Claudemir Mesquita escreve sobre o assunto

Hoje, 22 de março, é Dia Mundial da Água e geografo e escritor Claudemir Mesquita escreve sobre o assunto
Hoje, dia 22 de março, celebramos o Dia Mundial da Água. Este dia foi criado pela ONU em 1993, com o propósito de conscientizar sobre a importância dos recursos híbridos e a necessidade de preservá-los, focando no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável Nº 06, que diz: água e saneamento para todos até 2030.
Neste oportuno dia a Academia Acreana de Letras convida todos os seus acadêmicos e a população em geral a refletirem sobre o uso consciente da água, defendendo uma gestão sustentável dos recursos híbridos e o combate permanente aos desperdiço de água.
Para ajudar a nossa reflexão, segue o texto ”OS CUIDADOS NECESSÁRIOS COM A NOSSA ÁGUA”, de autoria do nosso confrade Claudemir Carvalho de Mesquita:
*A DELICADEZA DE UM RIO*
Autor: Claudemir Carvalho de Mesquita, geógrafo, professor, presidente da Associação Amigos do Rio Acre e ocupa a Cadeira 30 da Academia Acreana de Letras – AAL
Quando a chuva chega calada e encontra a mata ciliar com o zíper da natureza aberto, a alagação aumenta rugas na população.
Como a maioria das cidades no vale do rio Acre foram construídas na várzea do rio, quando o inverno chega volumoso, por tudo que ali for alagado, o rio será o culpado. Não se culpam aqueles que deveriam preparar a cidade e proteger a população para conviver com as águas altas e com as águas baixas. Aqui é assim, o banquete começa depois que a alagação põe a mesa. Se é que alguém me entende.
E assim, o curso do Rio segue e eu vou te olhando por trás do meu chapéu, como se meu olhar fosse suave como um aprendiz de borboleta.
Rio não é uma pista de pouso das enxurradas e nem uma avenida larga que alaga quando a chuva desaba. Rio é um provedor de sonhos que encanta e embeleza a alma. No entanto, lembrem-se: Se esse curso de amor não se estender para o mundo inteiro da gente, é porque somente o movimento das asas das aves pode traduzir o segredo que não te faz beber em copo errado, o idioma da chuva.
Não são os grandes rios que definem a história da humanidade, a história é um lago perene que caminha com a humanidade, é um rio de sentimento que ninguém vê, mas enche o copo da alma. Por isso, não podemos adormecer na corredeira das palavras. As palavras sempre põem título nas árvores de todos os frutos. Elas não precisam de um sobretudo que ficou viúvo no bosque dos garranchos secos.
Ainda ontem o bosque me perguntou porque as nuvens, antes musculosas, agora chegam exauridas? Será um sintoma das mudanças climáticas? Ou será que já não são elas mesmas?
Diz a lenda que elas só desabam quando o assovio da fé é verdadeiro.
Então, vou avisar à chuva que a cachoeira está esvaziada de atenção fina e bruta da sociedade.















