ESPORTE
Irmãos jogadores

Um dia desses eu estive pensando nos irmãos jogadores que fizeram a alegria dos torcedores acreanos no futebol do passado, principalmente no vetusto palco do Stadium José de Melo, nos tempos do amadorismo. E então, no desfile de recordações fui lembrando de várias duplas e até de trios.
No Rio Branco, em certa época, se destacaram os irmãos Danilo Galo e Stélio. O primeiro era centroavante, enquanto o segundo era lateral-esquerdo. Ambos bons de porrada, não costumavam levar desaforo pra casa. Com essas duas criaturas, valia o ditado “escreveu não leu, o pau comeu”.
Reza a lenda que Danilo Galo e Stélio eram tão “brabos” que quando não estavam a serviço do mesmo time, caso se enfrentassem, invariavelmente, em algum momento, brigavam entre si. Não tinha esse negócio de fraternidade não. No gramado era, literalmente, cada um por si.
No Atlético da segunda metade da década de 1980 quem mais brilhava era a dupla de irmãos ponteiros, um do lado direito e o outro do lado esquerdo, Dim e Ley. Dribladores e velozes, os dois infernizavam a vida dos laterais adversários. Tanto infernizavam que ganharam o apelido de “capetinhas”.
Pelo lado do Vasco da Gama da década de 1970 dois irmãos também davam as cartas. No caso o zagueiro Nego, pra quem todo pescoço era canela, e o atacante Bidu, que tratava a deusa bola com a maior intimidade. Nego e Bidu eram dois pilares do time comandado pelo professor Almada.
Falando de um trio que somava esforços para escrever com letras garrafais a história de sua equipe, eu lembro dos irmãos Barata: Aderbal (meia), Amarildo e Bismarck (atacantes). Um trio de sujeitos de bola cheia em defesa do São Francisco, clube fundado pelo pai deles Vicente Barata.
Dos que não jogaram no mesmo time, me recordo daqueles três craques do Conjunto Bela Vista: Eco, zagueiro; Sabino, lateral-esquerdo; e Antônio Júlio, atacante. Filhos do casal Pernambuco e Zélia, esses três caras honraram as camisas de Juventus, Independência, Rio Branco e Atlético.
Voltando às duplas, mas agora nessa linha dos irmãos que não jogaram no mesmo time, eu lembro dos zagueiros Mozarino e Deca. Jogaram em épocas distintas. Quando o Deca estava começando, o Mozarino estava parando. E os estilos eram bem diversos: Mozarino só classe; Deca só força.
E fora esses citados teve muitos outros irmãos jogadores: Tonho e Litro, Ary e Paulo, Messias e Castro, João Teles e Jurandir, Océlio e Medeirinho, Elísio e Eliésio, Dadão e Hermínio, Santiago e Ronivon, Vítor e Ribamar, Fernando Diógenes e Maurício Bacurau… Muitos outros!







