POLÍCIA
Líder de rebelião sangrenta no Antônio Amaro deixa presídio federal e retorna ao Acre
Cleydivan Alves de Oliveira, apontado como um dos mentores do motim que deixou cinco mortos em 2023, foi transferido sob forte esquema de segurança.

Sob sigilo absoluto e escolta da Polícia Federal, o detento Cleydivan Alves de Oliveira retornou ao sistema prisional do Acre nesta semana. A transferência, autorizada pela Justiça Federal após a reanálise do prazo de permanência na unidade de Mossoró (RN), traz de volta ao estado um dos nomes centrais da maior crise penitenciária recente do Acre.
Cleydivan estava entre os 14 detentos transferidos para o regime federal em setembro de 2023, logo após a violenta rebelião no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves. O motim, que durou quase 30 horas, terminou com um rastro de barbárie: cinco mortos, sendo dois decapitados. Segundo as investigações, Cleydivan exercia papel de liderança e teve participação ativa nas execuções, o que resultou em sua denúncia pelo Ministério Público por cinco homicídios e organização criminosa.
Segurança Reforçada O retorno do detento ao Presídio Antônio Amaro Alves coloca o sistema penitenciário local em alerta. A expectativa agora gira em torno dos outros 13 envolvidos que ainda permanecem em unidades federais. Enquanto Cleydivan volta, nomes como Rogério Mendonça e Deibson Nascimento — protagonistas da histórica fuga de Mossoró no ano passado — devem seguir isolados em presídios da União, longe do território acreano.
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