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Meio século de louvor: Ozéias de Paula celebra vigor vocal e agenda lotada

RIO DE JANEIRO (RJ) — Com 55 anos de uma carreira que moldou a identidade musical das igrejas brasileiras, Ozéias de Paula permanece como uma das figuras mais respeitadas do cenário cristão em 2026.
Aos 74 anos, o cantor, que nasceu em Minas Gerais e foi projetado pelos irmãos Otoniel e Oziel, desafia o tempo com uma saúde vocal preservada e uma agenda de eventos que percorre todo o território nacional.
O fenômeno das “Cem Ovelhas” e o pioneirismo
A trajetória de Ozéias é marcada por milagres e recordes. Em 1973, após gravar o histórico LP “Cem Ovelhas”, o cantor sobreviveu a um gravíssimo acidente que o deixou em coma, gerando uma corrente de oração sem precedentes no país.
O álbum tornou-se um marco, sendo apontado como o primeiro do segmento a atingir a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Sua influência foi tão vasta que, na década de 80, ele quebrou tabus ao ser o primeiro artista gospel contratado por gigantes multinacionais como BMG e Polygram.
Parceria de sucesso e presença digital
A parceria com o compositor Edson Coelho, retomada no álbum “Instrumento” (2010), é considerada a mais bem-sucedida da história da música evangélica, gerando clássicos como “A Melhor Coisa que Eu Já Fiz”.
Hoje, morando novamente no Brasil após uma temporada nos Estados Unidos, Ozéias consolidou-se como o cantor de sua geração com o maior número de seguidores nas redes sociais, conectando-se com novos públicos através de seu vasto repertório autoral.
Reconhecido por muitos como o “Roberto Carlos dos evangélicos” devido ao seu estilo sereno e calmo de interpretar, Ozéias de Paula segue como um “instrumento” ativo.
Sua trajetória não é apenas uma lembrança do passado, mas um testemunho vivo de resiliência e técnica que continua a ditar o padrão de adoração para veteranos e novos talentos do gospel.
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