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GOSPEL

Mequinho: como um dos maiores jogadores de xadrez da história do Brasil se converteu ao cristianismo

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Henrique Costa Mecking, mais conhecido como Mequinho, era um dos maiores jogadores de xadrez do mundo.

Nascido em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, ele se tornou um grande mestre internacional aos 20 anos e chegou a ser o terceiro melhor do planeta pelo ranking da FIDE, em 1977.

No Brasil, era tratado como celebridade. Aparecia em programas de TV, estampava capas de revista e foi recebido no aeroporto do Galeão pela bateria da Mangueira e pela torcida do Flamengo após vencer um torneio internacional.

Aos 13 anos, já era campeão brasileiro. Poucos duvidavam que seria campeão mundial, era apenas uma questão de tempo.

No entanto, sua história levou um rumo diferente. Em 1977, no auge da carreira, Mequinho começou a sentir que algo estava errado.

A garganta inflamada não passava e o cansaço aumentava cada vez mais. Aos poucos ele perdeu a voz.

Tinha 25 anos na época e fiquei com a garganta inflamada, nunca ficava boa. Ficou um ano assim, e depois passei a sentir um cansaço grande. Nenhum médico descobria o que era. De repente fiquei mudo e tinha que fazer gestos com as mãos. Tinha vontade de me esconder, era horrível”, disse em entrevista ao UOL.

Nenhum médico no Brasil conseguia diagnosticar o problema. Em 1978, ele viajou para Houston, no Texas, onde especialistas em neurologia identificaram a doença.
Ele sofria de miastenia grave, uma condição rara causada por uma falha de comunicação entre os nervos e os músculos, que provoca fraqueza muscular progressiva.

Mequinho teve que abandonar o xadrez aos 26 anos. As partidas de cinco ou seis horas exigiam um esforço físico e mental que a doença não permitia mais.

Mequinho buscou forças na fé

Diante do risco de morte, Mequinho procurou respostas na fé e passou a frequentar a Renovação Carismática Católica.

Na primeira reunião do grupo de oração que frequentou, conheceu uma senhora que sofria da mesma doença há sete anos e que havia sido curada.

Não é casualidade, é a misericórdia de Deus“, disse Mequinho.

A partir daí, dedicou grande parte de sua vida à pregação, se formando em teologia e filosofia.

Chegou a frequentar o seminário, mas nunca foi ordenado padre. Percorreu o Brasil inteiro.

Eu preguei em todo o Brasil, desde o Rio Grande do Sul até o Amapá“, contou em entrevista ao canal Xadrez Brasil.

Em 1987, fez jejum a pão e água uma vez por semana, o que desencadeou uam grave criase da doença.

No entanto, ele relata que foi curado com a intercessão da Virgem Maria e nunca mais voltou a ter crises de miastenia.

Ele chegou a contar sua experiência de fé com o livro Como Jesus Cristo Salvou a Minha Vida.

Após 14 anos sem jogar, Mequinho tentou voltar ao xadrez em 1991 e chegou a disputar poucos torneios.

Atualmente ele vive em Taubaté, corre 4 km por dia, segue dieta restrita a alimentos naturais e usa remédios homeopáticos.

Mesmo com mais de 60 anos, não abandonou o sonho de voltar a ser um dos melhores do mundo. 

Jesus ouviu minha súplica e me curou. Fiquei fora de perigo e até hoje tenho crises menores que não mais colocam em risco a minha vida. Se eu voltar a ficar totalmente curado, desaparecerá esse história de eu cansar mais do que os outros; vou jogar muito melhor. Espero isso para voltar a ser um dos melhores do mundo. Se ficar bom da astenia, posso até ser o primeiro, ser o número um”, disse ao Uol.

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