RAIMUNDO FERREIRA
Na Semana Santa o que mais evidência, no contexto do evento, é o comércio do peixe, diz colunista do AcreNews

SEMANA SANTA
Raimundo Ferreira de Souza
Tradição religiosa cristã que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e termina com a sua ressurreição, celebrada no Domingo de Páscoa.
No que diz respeito aos rituais religiosos, de ampla participação e respeito por parte dos católicos, mesmo nos templos, além das alusões presentes nas leituras e celebrações das missas realizadas pelos sacerdotes, o que mais se evidencia no contexto do evento — e quem acaba obtendo algumas vantagens — são os comerciantes de pescado, especialmente os que negociam peixes nobres, como o bacalhau, e os agentes de turismo, que comercializam pacotes de viagens para visitação a lugares sagrados e retiros espirituais.
Ou seja, nesse período, com algumas exceções, os rituais de adoração e respeito ao sofrimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo acabam também promovendo a participação e, consequentemente, proporcionando a obtenção de lucros para essas duas categorias.
Para quem não pretende se recolher em algum retiro espiritual ou permanecer em casa elevando seus pensamentos ao significado sagrado desse evento milenar da comunidade cristã, resta a alternativa de comprar um pescado ao preço estabelecido pelo comerciante, prepará-lo da maneira supostamente mais apetitosa — muitas vezes inspirada em receitas europeias encontradas na internet —, adquirir um vinho ou outra bebida, reunir-se com amigos ou familiares e celebrar o evento que, em um passado não muito distante, era conhecido como “Dias Grandes”.













