POLÍCIA
Operação prende 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular; esquema pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões

O Esquema e as Prisões
Na terça-feira (24 de fevereiro de 2026), uma operação prendeu 13 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em golpes digitais. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões. A polícia também bloqueou contas bancárias e bens de 59 pessoas e 27 empresas ligadas ao esquema.
O “Modus Operandi” (Como agiam)
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Falso Aplicativo: Os golpistas se passavam por funcionários de órgãos como o INSS. Em vídeos apreendidos pela polícia, é possível ouvir um criminoso instruindo uma vítima: “Aperte ‘instalar’ agora. Agora está iniciando a instalação do aplicativo do INSS do senhor”. Na verdade, o software permitia que os bandidos controlassem o celular da vítima.
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Centrais de Luxo: As “centrais de golpes” não eram em locais precários, mas em apartamentos de alto padrão na Zona Leste de São Paulo.
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Lavagem de Dinheiro: O dinheiro das vítimas passava por uma fintech (empresa de tecnologia financeira) antes de ser distribuído para dezenas de contas de “laranjas”.
Liderança e Ostentação
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MC Negão Original: Um dos principais suspeitos de chefiar o esquema é João Vitor Guido, conhecido como MC Negão Original. O Ministério Público afirma que o músico utilizou empresas de fachada para movimentar R$ 20 milhões em apenas um ano e também aplicava golpes com apostas virtuais.
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Ostentação: A investigação identificou suspeitos que se declaravam “mecânicos”, mas circulavam com carros esportivos avaliados em R$ 3 milhões. Em vídeos antigos, os envolvidos apareciam exibindo armas de fogo.
Alcance da Operação
A polícia cumpriu 120 mandados de busca e apreensão espalhados por São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal. O foco agora é rastrear o destino final dos valores para tentar recuperar o dinheiro das vítimas.













